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Prefeito apresenta o programa Rio Resiliente

22/01/2015 14:09:00  » Autor: Anna Beatriz Cunha / Fotos: Ricardo Cassiano


O prefeito Eduardo Paes lançou na manhã desta quinta-feira (22/01) o programa Rio Resiliente, estratégia pioneira que aponta as principais orientações da cidade para enfrentar impactos e se adaptar a choques e estresses crônicos causados pelas mudanças climáticas e desafios urbanos. O Rio de Janeiro é a cidade que mais investe no tema no Brasil e a primeira no Hemisfério Sul a lançar um programa voltado para resiliência. Desde 2009, foram aplicados R$ 4,3 bilhões em ações nessa área. 

 

Em cerimônia no Palácio da Cidade, em Botafogo, Paes citou alguns dos investimentos feitos na cidade para minimizar os riscos de fenômenos naturais:

 

- Não estamos aqui dizendo que o Rio está preparado para qualquer fenômeno climático. Esse programa não significa que estamos resolvendo todos os problemas. Buscamos minimizar o impacto desses fenômenos naturais ou humanos na vida da cidade. Alguns investimentos de infraestrutura são fundamentais e eles são feitos, como a macrodrenagem da Praça da Bandeira, o sistema de alarme em áreas de risco e as intervenções de contenção de encostas. O papel desse programa é minimizar o impacto na vida das pessoas. Nenhuma cidade do mundo está preparada para alguns dos impactos e fenômenos naturais e humanos que possam acontecer.

 

O ponto de partida do projeto foi a produção de um documento com a participação de mais de 100 funcionários de cerca de 40 órgãos municipais com extenso diagnóstico sobre o atual cenário de resiliência do município. O material identificou os principais riscos relacionados com as alterações climáticas na cidade, como chuvas e ventos intensos, ondas de calor, elevação do nível do mar e dengue, além de outros tipos de situações que tenham potencial para modificar a normalidade da cidade. 

 

O Plano de Resiliência será construído de forma colaborativa e contará com a contribuição de outras esferas de governo, de parceiros privados, da sociedade civil e dos cariocas, além também de promover parcerias com as principais redes internacionais que discutem o tema.  A primeira ação concreta já acontece na tarde desta quinta-feira, com um seminário, reunindo especialistas e representantes de instituições da sociedade civil para debater os pilares do programa.

 

Tendo como base as mudanças climáticas, foram definidas três grandes áreas de foco para atuação do Rio Resiliente: Gestão Resiliente, Comportamento Resiliente e Resiliência Socioeconômica. Estas áreas serão trabalhadas com ações propositivas, que serão levadas à sociedade civil.

 

O Rio de Janeiro é a primeira cidade no mundo a criar uma gerência e um cargo na estrutura da administração municipal para tratar do tema. O Rio Resiliente será coordenado pelo Centro de Operações Rio. O projeto conta com uma Gerência de Resiliência e um Comitê Gestor para dar suporte para a realização das tarefas.

 

- O Rio Resiliente é uma forma concreta de que o trabalho em equipe é bem melhor do que individualmente. Resiliência é vida. Uma cidade resiliente é aquela onde a pessoa está em primeiro lugar. As pessoas são priorizadas. Os riscos são constantemente mapeados e monitorados. A partir de hoje a gente assume o compromisso de não só responder as crises, queremos estimular uma gestão no cotidiano que pense além das mazelas, que pense além dos nossos problemas. Então, a resiliência da cidade começa muito com a consciência – explicou o chefe-executivo de Resiliência e Operações e também responsável pela gestão do COR, Pedro Junqueira, que exemplificou alguns investimentos municipais em resiliência já existentes na cidade: instalação de radar de chuva, contenção de encostas e treinamento da Defesa Civil nas escolas.

 

Entre as iniciativas mapeadas pelo diagnóstico inicial do Rio Resiliente estão: a construção de quatro "piscinões" na região da Grande Tijuca que, somados ao desvio de parte do Rio Joana, aumentam a capacidade de drenagem da água da chuva, reduzindo os riscos de alagamentos na região da Praça da Bandeira; a implantação de 150 km de vias exclusivas para circulação de ônibus BRT; o mapeamento de comunidades e encostas habitadas com risco geológico e a implantação do plano de evacuação com o sistema de sirenes, em 103 localidades identificadas, aliados às obras de contenção e melhorias em infraestrutura para reduzir ou até mesmo mitigar riscos.

 

Em 2013, o Rio de Janeiro entrou para a lista das 32 primeiras cidades selecionadas para a rede "100 Cidades Resilientes" da Fundação Rockefeller – organismo internacional sem fins lucrativos que incentiva, há mais de um século, iniciativas filantrópicas. Com o projeto, o Rio ganhou suporte técnico para implantar a competência da resiliência no município, além de ter a possibilidade de trocar experiências com outras cidades, como Medelín (Colômbia), Melbourne (Austrália) e Nova Orleans (EUA).

 

- Essa cidade foi selecionada por parte do programa de 100 Cidades Resilientes por causa do compromisso do prefeito em trabalhar de forma transversal. Esse programa é parte de um planejamento. É um processo de trabalho conjunto através da cidade contra os estresses crônicos e também para responder e transformar-se frente aos problemas – disse o gerente de Relações entre as 100 Cidades Resilientes e a Cidade do Rio de Janeiro, Aaron Spencer.

 

 

Durante o lançamento do Rio Resiliente, o prefeito recebeu da vice-presidente de Relacionamentos das 100 Cidades Resilientes, Bryna Lipper, a placa de nomeação do Rio como membro da rede 100 Cidades Resilientes.

 

 

Entenda o conceito de Resiliência

 

Resiliência é uma palavra que vem das ciências naturais e define a capacidade de um corpo voltar ao estado normal após ser submetido a condições extremas. Este conceito também pode ser aplicado a indivíduos, comunidades e instituições.

 

No conceito de Resiliência da Fundação Rockefeller existem dois principais fatores que afetam a normalidade de uma cidade: choques e estresses crônicos. Choques exigem ações imediatas, pois seus impactos podem alterar a rotina da cidade assim que ocorrem. Estresses crônicos estão ligados a tendências de longo prazo, principalmente relacionadas ao clima, à área social, a situações demográficas e a mudanças econômicas.

 

O Centro de Operações Rio é uma das ferramentas de resiliência da cidade. Espécie de quartel-general da prefeitura, o COR integra cerca de 30 órgãos - instituições municipais, estaduais e concessionárias -, com o objetivo de monitorar e otimizar o funcionamento da cidade no dia a dia e, em especial, em grandes eventos e em crises. Além de acompanhar de perto a rotina do município durante 24 horas por dia, sete dias por semana, o Centro busca antecipar soluções e minimizar o impacto de ocorrências, alertando os setores responsáveis sobre os riscos e as medidas imediatas que precisam ser tomadas em casos de emergências como chuvas fortes, deslizamentos e acidentes de trânsito.


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  » Resiliencia.pdf -   - 




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