Por que a Prefeitura está racionalizando as linhas

do sistema de ônibus do Rio?

 

 

A racionalização das linhas municipais que passam pela Zona Sul tem o objetivo de tornar o sistema de transporte da cidade do Rio mais eficiente, descongestionando corredores preferenciais e pontos de parada de ônibus, para que haja mais fluidez no trânsito e regularidade no serviço. A proposta surgiu após estudos técnicos diagnosticarem que muitas linhas faziam trajetos semelhantes e circulavam com os ônibus vazios, em diferentes horários, prejudicando o tráfego e deixando o sistema desorganizado.

 

Após a licitação do serviço, em 2010, estudos promovidos pela Secretaria Municipal de Transportes mostraram que 54% das linhas que circulam no Rio tinham mais de 50% de seus percursos idênticos ao longo das viagens. Os números indicam um modelo de operação pouco eficiente e o quanto está se empregando mal os recursos - cujos custos acabam repassados para a tarifa paga pelos usuários.

 

Diante desse cenário, racionalizar as linhas de ônibus tornou-se fundamental para oferecer um serviço mais organizado, com a melhor utilização dos corredores BRS e a consequente redução no tempo das viagens. O projeto elimina linhas sobrepostas, extinguindo-as ou encurtando seus trajetos. A extinção de linhas não representa redução da oferta de serviços aos usuários. As linhas sobrepostas são substituídas por um conjunto enxuto de novos serviços, batizados de linhas troncais, integradas e circulares.

 

Nesse processo, as já existentes linhas diretas, responsáveis pelas principais ligações entre as zonas Sul, Norte e Oeste, foram mantidas. A secretaria determinou que a frota desse serviço fosse ampliada, a fim de aumentar a frequência dos ônibus nas ruas. Dessa forma, as mudanças não provocam lotações nos coletivos, tampouco deixam a população sem transporte. Pelo contrário. O processo está gerando serviços com intervalos mais regulares e permitindo o fim da disputa por passageiros nos pontos, uma vez que as empresas agora atuam como consorciadas e não mais como concorrentes. 

 

O desenho da nova rede promove a ligação entre a Zona Sul e o Centro por meio de dois corredores principais: Leblon, Ipanema, Copacabana e Centro, via Aterro do Flamengo; e São Conrado, Gávea, Jardim Botânico, Botafogo e Centro, via Praia do Flamengo. Esses corredores concentram a maioria dos serviços.

 

Por eles trafegam as linhas troncais (responsáveis pela ligação direta com o Centro), que recebem os passageiros das linhas integradas oriundos das zonas Norte e Oeste. Os novos serviços também incluem linhas circulares dentro da Zona Sul para evitar o transbordo de passageiros cujo destino não depende da passagem pelos corredores troncais.

 

A ligação direta entre as regiões foi otimizada pelas linhas mais rápidas, chamadas diametrais, que conectam as zonas Norte e Sul pelos túneis Rebouças e Santa Bárbara, facilitando o acesso a essas regiões. A ligação entre a Zona Oeste e o Centro também conta com serviços diretos, sem a necessidade de transbordo, pela Linha Amarela e pelo Alto da Boa Vista.

 

Contudo, para dar mais eficiência ao novo sistema - a exemplo do que ocorre em outros países do mundo -, alguns passageiros (cerca de 2%) precisam fazer baldeações. Elas são necessárias para tornar o acesso a diferentes regiões da cidade mais organizado e ágil.

Ao final da implementação de todo o projeto, previsto para março de 2016, haverá 35% de redução da frota que passa pela Zona Sul da cidade.

 

 

Outro ponto importante a destacar é que não há aumento de custo para os usuários. Com o Bilhete Único Carioca (BUC) é possível utilizar dois transportes, inclusive BRT, pagando apenas uma passagem (R$ 3,80), no intervalo de 2h30. Esse número pode chegar a três, caso um dos transportes seja uma linha alimentadora do BRT. Atualmente, são 5,37 milhões de usuários cadastrados no BUC, além de 6,7 milhões de cartões do BUC pré-pago.

 

A Prefeitura do Rio segue trabalhando para melhorar o serviço de transporte público por ônibus e reitera o apelo para que a população denuncie qualquer irregularidade ao 1746, canal de comunicação com o cidadão. Todas as denúncias são checadas rigorosamente e usadas para direcionar as ações de fiscalização.