MAPEAMENTO DA COBERTURA VEGETAL E DO USO DAS TERRAS DO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO

08/12/2011 15:22:00


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O mapeamento da cobertura vegetal e do uso das terras é um trabalho inovador e único no Brasil uma vez que, ao lado da caracterização em grande escala das florestas do bioma de Mata Atlântica da cidade, alia a utilização de geotecnologias e os conhecimentos das ciências naturais. Seu banco de dados permite que os órgãos municipais que atuam na questão ambiental tenham um instrumento de gestão mais seguro e preciso para tomada de decisões, nas áreas de fiscalização, licenciamento, recuperação e proteção climática.
 

Todos os resultados do trabalho, incluindo as imagens de satélite que deram origem ao mapa, estão abertos ao público no sistema Florestas do Rio, disponível na internet no site http://sigfloresta.rio.rj.gov.br.

 

Florestas cariocas: o maior patrimônio da Cidade

O trabalho demonstra o compromisso da Prefeitura do Rio com o maior patrimônio da cidade, a natureza carioca. A cidade possui um dos maiores valores de cobertura vegetal nativa do país, representado por florestas presentes em encostas, baixadas e enseadas.
 

No contexto dos biomas brasileiros, o território do Rio de Janeiro está integralmente situado no domínio da Mata Atlântica. A sua paisagem é marcada pela presença de elevações montanhosas cobertas de vegetação florestal, em diversos estados de conservação, muito próximos ou em contato direto com o arco de praias, e pelas baixadas com suas lagunas, brejos alagadiços, mangues e restingas.
 

A cidade é privilegiada pela coexistência e permanência de diversas formações vegetais típicas deste bioma, tornando-se um verdadeiro laboratório das intensas transformações pelas quais passou a extensa faixa litorânea brasileira desde o início da ocupação.
 

O mapeamento revela a grande proporção que a Mata Atlântica ainda ocupa no Município. Somados os valores de Floresta Ombrófila Densa, Restinga, Manguezal e Brejo, chega-se ao valor de 35.290 ha, ou seja, 28,9% do território.
 

Áreas de Vegetação de Mata Atlântica

Dm

Floresta Ombrófila Densa Montana

882 ha

0,7%

Ds

Floresta Ombrófila Densa Submontana

347 ha

0,3%

V1

Vegetação Secundária - Estágio Inicial

3.096 ha

2,5%

V2

Vegetação Secundária - Estágio Médio

6.117 ha

5,0%

V3

Vegetação Secundária - Estágio Avançado

16.500 ha

13,5%

Re

Restinga

1.959 ha

1,6%

Man

Mangue

3.399 ha

2,8%

Cs

Apicum

1.323 ha

1,1%

Br

Brejo

1.666 ha

1,4%

Total Parcial

35.290 ha

28,9%


Áreas Urbanas e Antropizadas

Au

Área Urbana

53.117 ha

43,5%

Ag

Agricultura

5.249 ha

4,3%

Va

Vegetação Arbóreo-arbustiva

8.662 ha

7,1%

Vg

Vegetação Gramíneo-lenhosa

13.593 ha

11,1%

Aem

Áreas de Extração Mineral

347 ha

0,3%

Se

Solo Exposto

68 ha

0,1%

Total Parcial

81.037 ha

66,4%


Outras classes

Afr

Afloramento Rochoso

759 ha

0,6%

Cac

Corpo d'água continental

2.131 ha

1,7%

Pr

Praia

653 ha

0,5%

R

Reflorestamento

2.158 ha

1,9%

Total Parcial

5.805 ha

4,7%

 

 Área total do Mapeamento

122.131 ha

100,0%


As maiores concentrações de fragmentos de vegetação nativa estão presentes na Zona Oeste, nas Áreas de Planejamento 4 e 5.
 

As dez principais áreas de Mata Atlântica da cidade:

 

  • Florestas do Gericinó-Mendanha
  • Florestas da Tijuca
  • Florestas da Pedra Branca
  • Campos de Sernambetiba
  • Restinga da Marambaia
  • Parque Natural Municipal de Grumari
  • Parque Natural Municipal da Prainha
  • Reserva Biológica e Arqueológica de Guaratiba
  • Área de Proteção Ambiental das Brisas
  • Área de Proteção Ambiental das Tabebuias


Bairros com maior valor de área de cobertura vegetal de mata atlântica, em hectares

1

GUARATIBA

6.967

2

JACAREPAGUÁ

4.720

3

CAMPO GRANDE

3.143

4

VARGEM GRANDE

2.833

5

ALTO DA BOA VISTA

2.785

6

SANTA CRUZ

2.003

7

RECREIO DOS BANDEIRANTES

1.219

8

BANGU

997

9

BARRA DA TIJUCA

911

10

VARGEM PEQUENA

751


Eis alguns outros dados importantes:
Bairros com menos de 1% de cobertura de mata atlântica - 80
Dentre os quais na Zona Norte (AP3) – 63
 

Bairros com mais de 50% de cobertura de mata atlântica

9

Dentre os quais na Zona Oeste (AP4 e AP5)

7

Dentre os quais na Zona Sul (AP2)

2

 

O Mapeamento


O trabalho foi executado em 10 meses entre 2010 e 2011 e foi composto de três grandes etapas:

  • Aquisição das imagens de satélites de alta resolução e seu tratamento;
  • Mapeamento propriamente dito, na escala de 1:10.000, dividido em três sub-etapas, correspondendo às três grandes Macro-Bacias da Cidade: Baía de Sepetiba, Baixada de Jacarepaguá e Baia de Guanabara;
  • Desenvolvimento de ferramento para divulgação dos dados coletados e do cadastro de fragmentos florestais do Rio em formato SIGWEB (Sistema de Informação Geográfica,  para internet).


Benefícios


São as seguintes áreas que se benificiam diretamente do trabalho:


1. FISCALIZAÇÃO AMBIENTAL – Fornece aos órgãos de controle urbano informações para o  combate às ocupações em áreas de preservação permanente, como florestas, manguezais, restingas e unidades de conservação, intensamente pressionadas pelas atividades urbanas.


2. LICENCIAMENTO Ambiental Municipal, uma vez que o sistema exibe as características do fragmento a sofrer interferência (diversidade florística, tamanho, forma e estágio sucessional), permitindo que os técnicos tenham maior segurança na análise dos pedidos de implantação de atividades. Com os resultados do mapeamento e sua disponibilização em tempo real através de sistema na web, os técnicos poderão ter maior segurança na análise dos pedidos de implantação das atividades econômicas que interfiram em áreas vegetadas e viabilizar com maior rapidez a emissão de licenças. Vantagem também poderá ser observada quando se determina a localização de áreas prioritárias para a implantação de Medidas Compensatórias, quando autorizado o corte de vegetação para estabelecimento de novas edificações.

 

3. A RECUPERAÇÃO DE FLORESTAS se beneficiará do Sistema na medida em que áreas que atualmente estão desprovidas de vegetação e com maior possibilidade de sucesso poderão contar com o trabalho de replantio de espécies nativas, protegendo encostas, rios e baixadas dos fenômenos climáticos, tão típicos do verão carioca, como enchentes e escorregamentos.
Em resumo, quanto à recuperação, o trabalho permite:

  • A identificação das áreas atualmente desprovidas de vegetação, com potencial de replantio.
  • O estudo para a definição de corredores ecológicos visando reestabelecer a conectividade entre fragmentos isolados.
  • Definir fragmentos onde o enriquecimento florístico é necessário para amenizar a perda de biodiversidade pelo uso do banco de dados do mapeamento.

 

4. Ao mesmo tempo, em épocas de mudanças climáticas globais e intensificação do Efeito Estufa, as grandes cidades representam papel fundamental na PROTEÇÃO DO CLIMA. Através do Protocolo de Intenções do Rio (Decreto 27.595/2007), a Prefeitura comprometeu-se com os esforços de todo o planeta na luta contra o aquecimento global. Neste sentido, o sistema vai permitir reconhecer o balanço entre aquilo que se perde e se conquista em termos florestais e promover ações para reduzir as emissões de gases de efeito estufa que ocorrem na cidade ou que contribuem para o seqüestro de carbono pela floresta.

Com base neste trabalho, a Prefeitura do Rio se insere num contexto de mais alto aperfeiçoamento das tecnologias de informação ambiental e oferece aos seus técnicos e à população um serviço de grande valor na gestão urbana e na educação ambiental, mostrando o compromisso institucional para com a sociedade no sentido de fornecer informações ambientais de alta qualidade.

 




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