Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas

14/01/2012 02:09:00


 

 

Consulte os Boletins da Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas

Ano - 2016

Ano - 2015

Ano - 2014

Ano - 2013

Ano - 2012

Ano - 2011

 

 

Consulte as legislações

 

Resolução CONAMA Nº357, de 2005

Resolução CERHI-RJ Nº63, de 2011

Decreto Nº9396 de 1990

Decreto "N" Nº18415, de 2000

DZ-115.R-1 - Diretriz de Classificação da Lagoa Rodrigo de Freitas 

ALERTARIO - Definições 

Plano de Contingências e Monitoramento da Lagoa Rodrigo de Freitas (PCMLRF) - 2013

Plano de Gestão Ambiental da Lagoa Rodrigo de Freitas - 2013

 

 
  

O Monitoramento da qualidade da água da Lagoa Rodrigo de Freitas, dos canais e rios a ela ligados visa acompanhar as alterações físicas, químicas e biológicas decorrentes de atividades antrópicas e de fenômenos naturais, que podem tanto comprometer a qualidade da água para proteção das comunidades aquáticas, como para as práticas esportivas de contato secundário.


Estão sendo realizados dois tipos de monitoramento na Lagoa:

- Contínuo: feito através de sonda multiparamétrica instalada no ponto central da Lagoa (LRF3), com transmissão de dados de hora em hora;

- Pontual: com coletas de amostras duas vezes por semana em seis estações de amostragem (LRF1, LRF2, LRF3, LRF4, LRF5 e LRF6).


O Monitoramento Contínuo possibilita o acompanhamento da variação da qualidade da água da Lagoa em tempo real permitindo uma rápida ação em situações de desequilíbrio. O Monitoramento Pontual permite a avaliação setorizada do corpo hídrico considerando a dinâmica local e as alterações provocadas por cargas de poluição que chegam à Lagoa.  


O principal parâmetro de qualidade da água monitorado é o Oxigênio Dissolvido por ser essencial à manutenção e proteção das comunidades aquáticas. Além do parâmetro Oxigênio Dissolvido, também são monitorados continua e pontualmente os parâmetros Temperatura, Turbidez, Salinidade, pH e Clorofila a. O monitoramento pontual está acrescido dos seguintes parâmetros: Nitrogênio Amoniacal, Fósforo Total, Carbono Orgânico Total, Escherichia coli, Coliformes Totais e Comunidade Fitoplanctônica.


Além do monitoramento da qualidade da água, também é realizado o monitoramento das condições climáticas, através de uma estação meteorológica instalada no Lagoon, que avalia os seguintes parâmetros: Pluviosidade, Radiação Solar, Umidade e Temperatura do Ar, Pressão Atmosférica, Velocidade e Direção dos Ventos. O conhecimento das condições meteorológicas proporciona um melhor entendimento dos fenômenos climáticos da região e permite a associação do clima com as alterações da qualidade da água.


Todos os resultados do monitoramento são utilizados na obtenção dos diagnósticos da qualidade da água voltados para as práticas esportivas e para a vida aquática.


Considerando as práticas esportivas permitidas nas águas da lagoa, a classificação será de "própria" ou "imprópria", conforme dispõe a Resolução CONAMA 357/2005, que classifica, dentre outras, as águas salobras.


Em relação à vida aquática, a água da lagoa pode receber uma das seguintes classificações:

- Estado de Equilíbrio: quando não há risco para as comunidades aquáticas;
- Estado de Alerta: quando as condições da Lagoa se encontram em desequilíbrio, com redução dos valores de parâmetros avaliados, principalmente do Oxigênio Dissolvido;
- Estado Crítico: quando há risco de mortandade da ictiofauna da Lagoa.


Esta classificação é divulgada em dois pontos às margens da Lagoa, nos Parques dos Patins e Cantagalo (junto aos Pedalinhos) com o hasteamento de bandeira Verde (Estado de Equilíbrio), Amarela (Estado de Alerta) ou Vermelha (Estado Crítico). Junto aos mastros estão afixados painéis explicativos sobre o significado das bandeiras.


As ações da Prefeitura do Rio de Janeiro que compõem a Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas envolvem a Secretaria de Meio Ambiente, responsável pelo monitoramento da qualidade da água, a Secretaria de Saneamento e Recursos Hídricos, através da Fundação Rio Águas, responsável pelo manejo das comportas e vistoria das galerias de águas pluviais que desembocam no sistema da lagoa e a COMLURB, responsável pela limpeza do espelho d'água e das áreas do entorno da Lagoa. Os objetivos desta gestão ambiental são a manutenção da vida aquática da Lagoa, a drenagem e conservação do entorno, de forma a preservar as condições de lazer e de acessibilidade de um dos principais pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro.


O Boletim, além das classificações relativas à proteção das comunidades aquáticas e ao contato secundário, também contém informações sobre a variação do nível da lagoa, o manejo das comportas existentes nos canais do Jardim de Alah e nas avenidas Visconde de Albuquerque e General Garzon, os pontos de lançamento de efluentes em tempo seco que reagem ao Reativo de Nessler (substância indicadora de compostos de amônia) e as condições meteorológicas.


A divulgação dos resultados da Gestão Ambiental do Sistema da Lagoa Rodrigo de Freitas é feita através de boletins disponibilizados no Centro de Operações Rio e no Portal da Prefeitura (www.rio.rj.gov.br).




Serviços Serviços