08/07/2015 14:02:00 » Autor: Juliana Romar / Fotos: Tarso Ghelli
A Prefeitura do Rio lançou nesta quarta-feira (08/07) o prêmio Territórios de Cultura para os complexos do Alemão e da Penha, que vai selecionar e premiar 15 iniciativas que valorizam a cultura e os moradores das regiões. Cada realizador selecionado receberá o prêmio de R$ 25 mil para desenvolver seus trabalhos e movimentar a cena local ao longo de um ano. As inscrições abrem no dia 20 de julho e vão até 3 de setembro, o resultado sairá no dia 16 de novembro. O prêmio conta com investimento de R$ 1 milhão e será realizado também no Complexo da Maré, Senador Camará e Vila Kennedy, com 15 premiados.
Com quase 400 mil habitantes, as regiões contempladas têm uma cena cultural vibrante, mapeada pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC). A iniciativa surgiu depois do sucesso do Prêmio de Ações Locais – Rio450, que beneficiou 85 manifestações culturais em toda a cidade.
- A maioria desses programas encontra no jovem o seu principal beneficiário. E quando a prefeitura leva cultura para esses locais, sem dúvida nenhuma está dando uma imensa contribuição no plano da pacificação, oferecendo a oportunidade de um futuro melhor pra esses jovens - disse o secretário executivo de Coordenação de Governo, Pedro Paulo, no lançamento do prêmio na Arena Dicró, na Penha.
O prêmio Territórios de Cultura reforça o compromisso da Prefeitura do Rio de estreitar os laços entre cultura e cidadania e valoriza uma grande tradição carioca: a capacidade de criar, inovar e se renovar. A partir de 20 de julho, as propostas deverão ser enviadas pelo Correio ou entregues pessoalmente no Protocolo da SMC, de segunda a sexta-feira, das 10h às 17h. O endereço é Rua Afonso Cavalcanti, 455, prédio principal, sala 263, Cidade Nova, Rio de Janeiro, CEP 20211-110. O regulamento completo estará disponível para consulta em breve no site da SMC.
Para participar, são necessárias apenas cópia de RG e CPF e os interessados devem ser moradores desses complexos, além de ter experiência comprovada de, no mínimo, um ano no território. Desburocratizados, o processo de inscrição e a prestação de contas democratizam o acesso ao financiamento público para a cultura.
- A Prefeitura do Rio viu que grande parte dos recursos da Cultura ia para quem tinha CNPJ, como os grandes produtores. A ideia agora é fazer com que haja uma repleta desburocratização, ou seja, um financiamento público de cultura chegue ao realizador que não tem uma estrutura tão grande, que está começando e já desenvolve um trabalho bacana, mas que nunca teve condições de ampliar seu projeto – explicou o secretário municipal de Cultura, Marcelo Calero.
Ao longo do período de inscrição, articuladores locais realizarão um trabalho de pesquisa e identificação dos agentes culturais nas áreas pacificadas e nos dois territórios da Zona Oeste (Senador Camará e Vila Kennedy). Eles terão também a missão de ajudar os interessados no preenchimento da ficha de inscrição, mostrando o que é relevante para que o projeto seja avaliado, além de fazerem a interlocução com a Secretaria de Cultura, quando necessário.
A seleção dos projetos contemplados inclui avaliação e escuta. Nesta fase, os concorrentes farão uma defesa do projeto diante de uma banca formada por conhecedores dos territórios onde as iniciativas serão desenvolvidas.
Criador do jornal Voz da Comunidade, do Complexo do Alemão, o jovem Rene Silva, 22 anos, falou sobre a importância dessa iniciativa:
- Esse projeto é muito importante para essa região da cidade, que ficou muito tempo esquecida pelo poder público. Aqui é um lugar onde poucos investimentos acontecem, principalmente na área de cultura. Essa iniciativa é um ganho e espero que as pessoas aproveitem essa oportunidade para levar mais ações culturais para dentro das nossas comunidades.
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