28/01/2014 15:51:00 » Autor: Ricardo Albuquerque / Fotos: Renato José Sette Camara
A Autoridade Pública Olímpica (APO) divulgou nesta terça-feira (28/01) a Matriz de Responsabilidades dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016. De acordo com o documento - que engloba os compromissos assumidos pelos entes governamentais associados exclusivamente à organização e realização do evento - cerca de 75% dos investimentos que já foram anunciados serão custeados pela iniciativa privada. Nesta primeira publicação, 24 projetos já licitados ou com pedido de proposta somam R$ 5,64 bilhões em obras e organização. Desse total, R$ 4,18 bilhões são financiados por parcerias com o setor privado e R$ 1,46 bilhão por recursos dos governos municipal, estadual e federal.
Ao todo, a matriz relaciona 52 projetos, dos quais três estão concluídos: o Parque dos Atletas, as novas arquibancadas do Sambódromo e o reparo das fundações do mesmo local. Doze projetos já tiveram os contratos de execução assinados e nove têm edital de licitação ou pedido de proposta publicado. Entre os 28 projetos restantes, 17 estão em fase de anteprojeto e 11 na etapa conceitual.
A dois anos e meio dos Jogos Olímpicos, a presidente da EOM, Maria Silva Bastos Marques, garantiu que o município está dentro do cronograma previsto em acordo com Comitê Olímpico Internacional (COI):
— Estamos confortáveis em relação aos prazos porque fazemos questão de monitorar diariamente cada detalhe da organização, por meio de reuniões e visitas aos locais. Trata-se de um desafio entusiasmante a cada etapa superada, em virtude do legado que deixaremos para a cidade.
No documento, a APO inclui apenas projetos que não seriam executados se os Jogos não fossem disputados na cidade, o que exclui ações de interesse social e ambiental, como a despoluição da Baía de Guanabara e os investimentos em mobilidade urbana. Cada projeto é classificado por níveis de maturidade (execução), que vão do 1 (conceito) ao 6 (conclusão). Somente os relacionados a partir do nível 3 - com edital de licitação ou pedido de proposta publicados, custo e cronograma - têm seus valores de investimento definidos. Além disso, a Matriz de Responsabilidades está organizada agrupando obras e serviços relacionados às regiões olímpicas: Barra da Tijuca, Deodoro, Maracanã e Copacabana.
O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, participou da apresentação e ratificou o compromisso e a parceria dos três níveis de governo para o cumprimento dos prazos previstos para a realização das Olimpíadas:
— O governo reafirma o compromisso de tirar do papel todas as exigências e entregaremos no prazo.
A Matriz é um documento dinâmico, com permanente acompanhamento e atualização. Terá divulgações semestrais e quando necessário com o objetivo de garantir a transparência do processo e prestar contas à sociedade. Na segunda quinzena de março será lançado o plano de antecipação e ampliação de investimentos em políticas públicas.
— A Matriz será atualizada frequentemente e a cada atualização o valor poderá mudar. Os projetos mais complexos e que exigem maior tempo de desenvolvimento, como a Vila dos Atletas e o Parque Olímpico, por exemplo, já apresentam seus prazos e valores estimados — disse o presidente da APO, general Fernando Azevedo e Silva.
Segundo a APO, mesmo projetos exclusivamente relacionados à organização dos jogos deixarão benefícios para a cidade após o evento. O Centro de Treinamento (COT) será um dos legados permanentes para o esporte brasileiro de alto rendimento, além de possibilitar que a cidade receba mais competições internacionais. Já em Deodoro, o Parque Radical será importante legado esportivo e de lazer.
Imagens relacionadas:


