Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro

 

 


 

Estudo aponta redução do número de acidentes de trânsito no Centro do Rio

11/10/2016 13:38:00  » Autor: Juliana Romar / Fotos: J.P. Engelbrecht, Ricardo Cassiano e Eliane Carvalho


Um estudo realizado pela Prefeitura do Rio aponta que, em sete anos (2008-2015), o número de acidentes de trânsito no Centro reduziu 30,5%, devido a ajustes na sinalização e à criação de novas travessias. O resultado foi divulgado no último mês de julho, através do "Estudo de Segurança de Pedestres e Plano de Ação", que integra o programa Passos Seguros, uma parceria com a consultoria internacional Bloomberg Associates, que ajuda as prefeituras de todo o mundo a melhorar a qualidade de vida dos seus cidadãos.

 


De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), de janeiro a dezembro de 2015, a cidade do Rio de Janeiro teve aproximadamente 500 vítimas fatais. Além disso, os casos de lesões graves se mantiveram em 20 mil, entre as mais altas do mundo. Em comparação, a cidade de Nova Iorque, com 2,5 milhões de habitantes adicionais, tem aproximadamente 3.500 mortes e lesões graves por ano.

 


Dessa forma, o programa Passos Seguros, iniciado no Município do Rio de Janeiro em abril de 2015, teve como objetivo reunir órgãos municipais (secretarias municipais de Transportes (SMTR), de Ordem Pública (Seop), de Conservação, CET-Rio e Guarda Municipal), organizações da sociedade civil e consultores para criar intervenções rápidas para melhorar a segurança viária com foco nos usuários mais vulneráveis: pedestres, ciclistas e frequentadores de transporte público.

 


O programa possui duas fases. A Fase 1, de abril a dezembro de 2015, contou com uma série de visitas a locais com altos índices de acidentes, realizadas pela equipe da CET-Rio junto com a consultoria da Bloomberg Associates. Nessa etapa, foram implantados projetos de segurança viária para mitigação de acidentes em cinco áreas de planejamento da cidade. Os projetos incluíram melhorias na sinalização gráfica vertical, horizontal e semafórica, como, por exemplo, a instalação de speed tables (lombadas redutoras de velocidade e de topo achatado) e de equipamentos de fiscalização eletrônica; correção dos retornos; alteração de circulação viária; retirada de baias; criação de vagas carga e descarga; implantação de redutores de velocidade; entre outras.

 


Ao todo, foram implantadas na primeira fase 19 interseções ao longo de 47 corredores em cinco áreas administrativas; 24 novas sinalizações gráficas verticais, 23 horizontais e 19 semafóricas; 33 novas faixas ou ilhas de pedestres; três novas fiscalizações eletrônicas; oito redutores de velocidade incluídos em uma estratégia abrangente de segurança viária.

 


Com essas medidas, a região do Centro foi a que registrou maior queda do número de acidentes, de 30,5%; seguida da Zona Sul, com 28,7%; e Zona Oeste, região de Bangu e adjacências, com 26,4%. As áreas da Barra da Tijuca e entorno e Zona Norte tiveram uma redução de 25,1 % e 24,7%, respectivamente.

 


A Fase 2, iniciada imediatamente após a conclusão da primeira, incluiu mais seis pontos na área 1 (Centro), considerando as alterações significativas de fluxo a partir da operação do primeiro trecho do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e o aumento do número de visitantes até os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 


Nessa região, o estudo apontou a necessidade de reforço da segurança viária em seis importantes interseções: Rua Comandante Garcia Pires x Praça Marechal Hermes x Rua General Luis Mendes de Morais; Av. Rio Branco x Rua Visconde de Inhauma; Av. Presidente Vargas x Av. Rio Branco; Av. Rio Branco x Rua da Assembleia; Av. Rio Branco x Av. Nilo Peçanha x Rua da Carioca; Av. Rio Branco x Av. Presidente Wilson x Av. Beira Mar.

 

 

Esses pontos estão no percurso do VLT que foi contemplado com projetos de segurança viária em toda sua extensão. Os projetos de segurança viária tiveram como público-alvo ciclistas e pedestres. O foco foi a sinalização gráfica vertical, horizontal e semafórica, a melhoria do espaço de acomodação e travessia dos pedestres, além da orientação de condutores, pedestres e ciclistas.

 


A segunda fase será estendida para as outras áreas administrativas da cidade sucessivamente, buscando um maior e melhor cumprimento das leis de trânsito nas interseções mais perigosas da cidade, iniciativas para aprimorar a educação viária e intervenções rápidas para melhorar a infraestrutura.


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