Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro - RIOTUR
Cristo Redentor

30/01/2010 13:16:00


O Cristo Redentor, símbolo da Cidade do Rio de Janeiro, foi eleito como uma das 7 Novas Maravilhas do Mundo Moderno, em votação realizada pela internet e por mensagens de celular, organizada pela New 7 Wonders Foundation, da Suiça, entre 21 monumentos participantes de todo o planeta. O cartão postal carioca de 38 metros, teve sua pedra fundamental lançada em 1922 e a inauguração em 12 de outubro de 1931, sendo a única maravilha brasileira, ao lado de importantes outras maravilhas, também eleitas, como a Muralha da China (entre 200 a.C. e 1500 d.C.); o templo helênico de Petra, na Jordânia (9a.C. a 40 d.C.); Machu Pichu, no Peru (século XV); Coliseu de Roma, na Itália (70 d.C. a 82 d.C.); Taj Mahal, na Índia (1630 a 1652) e o templo da civilização maia de Chichén Itzá, no México (435 d.C a 455 d.C.). As Pirâmides de Gizé, no Egito receberam o título de hors-concours, por ser o única maravilha (2500 a.C.), remanescente do mundo antigo.

 

E a escolha foi merecida. Do alto de seus 38 metros - e dos 710 metros do Morro do Corcovado -, o Cristo é a imagem da fé e da simpatia do povo carioca e completa, em 2007, 76 anos. Desde o ano de 2000, quando recebeu nova iluminação, o monumento e seus acessos vêm passando por um processo de revitalização. O ponto alto foi a inauguração do acesso mecanizado em 2002, com elevadores panorâmicos e escadas rolantes. Assim, não será mais preciso enfrentar os 220 degraus que levam ao pé da estátua.

 

O Cristo Redentor conta agora com três elevadores panorâmicos, cada um com capacidade para 14 pessoas. O acesso se dá por uma área que atende tanto os visitantes que chegam de carro quanto os que desembarcam na plataforma de trem da Estrada de Ferro do Corcovado. Também foram construídas passarelas metálicas, sustentadas por outra estrutura, com aproximadamente quatro metros de largura e quatro escadas rolantes, com capacidade de tráfego para 9 mil pessoas por hora. O passeio já começa aí, pois a torre, de 31 metros de altura, vai descortinar a primeira vista da cidade. Para completar o acesso à estátua, quatro escadas rolantes foram instaladas.

 

E antes mesmo de chegar ao Cristo, os visitantes já podem conhecer um pouco da história do cartão-postal. A Estação do Cosme Velho, totalmente revitalizada, transformou-se em um ambiente de lazer e entretenimento moderno e confortável. Uma nova área de embarque foi construída, além de lojas de apoio turístico, sala VIP e auditório. O grande destaque é o Espaço Cultural, onde se perpetua toda a rica história da Estrada de Ferro e do Monumento ao Cristo.

 

Endereço: Parque Nacional da Tijuca
Acesso: Estrada de Ferro Corcovado - Rua Cosme Velho, 513


Cristo Redentor - Histórico da Construção
Uma visão deslumbrante encanta turistas e cariocas, ao chegar na cidade do Rio. Lá do alto, ainda no avião, ou mesmo do chão, é possível avistar uma estátua, no topo do morro do Corcovado, em meio ao Parque Nacional da Tijuca. É o Cristo Redentor um ícone do turismo brasileiro, que ganhou destaque em 2007 ao ser eleito uma das maravilhas do mundo, e que há 76 anos abençoa a vida dos cariocas e dá as boas-vindas a todos os visitantes do Rio de Janeiro.

 

Esse “jovem” monumento, de 76 anos, situado a 710 metros acima do mar, que surpreende por sua exuberância e pela visão panorâmica da cidade, possui 38 metros de altura, dos quais, oito são de pedestal. Inaugurado no dia 12 de outubro de 1931, esse que se tornou um dos principais cartões-postais do Rio de Janeiro, e um dos símbolos do turismo brasileiro, agora figura entre as Sete Novas Maravilhas do Mundo.


A idéia da construção da estátua veio muito antes da década de trinta. Data do século XIX, quando em 1859, numa visita à cidade, o padre Pedro Maria Boss, sugeriu que fosse erguido no topo do morro do Corcovado – à época Pináculo da Tentação -, um monumento religioso. A sugestão foi levada ao conhecimento da princesa Isabel, que segundo o historiador e professor Milton Teixeira, deu o primeiro apoio oficial, porém não deu prosseguimento ao projeto.

 

“Em 1891, a República separou a Igreja do Estado. Em 1912, o Cardeal Dom Joaquim Arcoverde, passou a perseguir a idéia da construção de um Cristo, como uma forma de mostrar que a Igreja está presente no povo brasileiro, apesar da República ser laica”, lembra Milton.

 

Com a construção do bondinho do Pão de Açúcar, no mesmo ano, pensou-se na possibilidade de construir uma imagem de Jesus Cristo no alto do Morro do Pão de Açúcar, mas somente no ano de 1921 o projeto foi retomado, tendo como foco as comemorações do Centenário da Independência do Brasil. Além da escolha do monumento, coube também, ao Círculo Católico, a decisão do local, já que o Pão de Açúcar tinha como concorrentes o Morro de Santo Antônio (proposto em 1918, onde hoje se encontra o Convento do Santo Antônio, no Centro) e o Corcovado. Uma assembléia criada pelo Círculo decidiu pelo último, por ser este o mais alto.

 

Em 1922, um abaixo-assinado com mais de 20 mil nomes solicitou ao presidente Epitácio Pessoa que a estátua fosse construída. Segundo o historiador, como o presidente Epitácio Pessoa, “um católico fervoroso” era amigo do Cardeal Arcoverde e de seu sucessor, Cardeal Dom Sebastião Leme, o presidente doou o topo do Morro do Corcovado para a construção da estátua. No mesmo ano, no dia 4 de abril, foi lançada a pedra fundamental da construção.

 

Em 1923, através de um concurso, foi escolhido o projeto do engenheiro Heitor da Silva Costa. A estátua foi desenhada pelo artista plástico Carlos Oswald e projetada pelo arquiteto francês Paul Landowsky, trazido da Europa especialmente para a execução do projeto, em particular para a construção da cabeça e das mãos, cujas habilidades de um escultor era fundamental.

 

Durante muito tempo, acreditou-se que o monumento do Cristo Redentor fosse de autoria do francês, mas um estudo recente realizado pela cineasta Maria Izabel Seabra de Noronha (Bel Noronha), bisneta de Heitor Costa, revela a autenticidade da obra do engenheiro brasileiro.


À época, no mês de setembro, foi iniciado no Rio de Janeiro, pela Igreja Católica, a Semana do Monumento, uma campanha nacional com o intuito de se arrecadar fundos para a construção. A campanha durou dez anos e reuniu dinheiro suficiente para o trabalho. Segundo Milton Teixeira, o valor estipulado era de duzentos réis (cerca de R$ 0,20), uma quantia baixa, que possibilitava a participação de todas as classes sociais. Durante a pesquisa, que desencadeou o curta chamado Christo Redemptor”, Bel Noronha encontrou personagens que fizeram parte desta história, como uma estudante que tocou piano na escola para arrecadar dinheiro, um casal que lembrava de pessoas desfilando com lençóis abertos pelas ruas do Cosme Velho, enquanto outras jogavam dinheiro pela janela, e alguns escoteiros que pediam dinheiro para a campanha, como o atual presidente de Honra da Fifa, João Havelange. Só isso já acaba com a história de que foi presente do governo francês”, destaca Izabel.

 

Após quatro anos do lançamento da pedra fundamental, no ano de 1926, finalmente teve-se iniciada a obra, cuja demora resultou das alterações sofridas nas maquetes e dos estudos realizados para a definição do melhor material.


A CONSTRUÇÃO

Antes de se chegar à forma que conhecemos, a idéia da estátua do Cristo passou por várias reformulações. O projeto aprovado de Heitor Costa constituía a imagem de Jesus, segurando uma cruz na mão esquerda e um globo na mão direita, que segundo Izabel “eram os atributos materiais e mais importantes na visão do engenheiro”. Mas no decorrer do ano, até chegar 1923, o Cardeal pede ao engenheiro que repense seu projeto para que de longe se veja o monumento e se visualize algo religioso.

 

“Acontece uma coisa curiosa, em 1922. Devido ao Centenário da Independência, são colocadas antenas de rádio de 40 metros de altura (por Roquete Pinto), no alto do Corcovado, com traves horizontais, que da Praia de Botafogo, Heitor vê uma cruz e como ele já estava repensando seu projeto, surgiu a idéia de transformar o Cristo na própria cruz e o mundo passa a ser representado pela cidade do Rio de Janeiro”, relata Bel Noronha, se referindo a um dos escritos deixados pelo próprio Heitor, num caderno especial da Revista Cruzeiro quando da inauguração do monumento.

 

Segundo o historiador Milton Teixeira, há controvérsias e essa história é negada por alguns, que dizem que o terceiro colocado do concurso, o arquiteto Morales de Losvis, já apresentava a imagem do Cristo com os braços abertos.

 

Definido o formato, partiu-se para o estudo de uma nova forma para o monumento, erguido acima de um pedestal de oito metros de altura. Estudos revelam que Silva Costa morou na Europa de 1924 a 1927, para participar de todos os detalhes dos estudos até sua concepção. O que o fascinava era que o Cristo, diferente de muitos outros monumentos, ganhava um destaque especial, por se posicionar acima da cidade, num ambiente sem disputa de atenções, sem desarmonia com as construções, justamente por não haver nada que impedisse ou dificultasse sua visualização.

 

Foi somente em 1924, com a maquete final, que Heitor Costa resolve ir à Europa buscar profissionais para fazer os traços finais externos e conhece Landowsky e Albert Caquot, responsável pelos cálculos estruturais que garantiram a estabilidade do Cristo com seus quase 30 metros de distância entre uma mão a outra “e uma capacidade para suportar até 200 quilômetros de vento” , como complementa Milton Teixeira, vento este que não existe na cidade do Rio de Janeiro.

 

Para atingir a perfeição da imagem de um Cristo Redentor, foi necessário adotar uma técnica de quadriculação, onde 163 pontos foram demarcados para auxiliar na precisão da obra. Com corpo ereto e braços abertos, iniciou-se a construção de um homem, um Deus, que abençoaria toda a cidade e assim receberia seus visitantes. A face, levemente voltada ara baixo e para a esquerda, também foi estrategicamente planejada para ser avistada da cidade e para dar à estátua a suavidade de quem protege e abençoa. Da mesma forma, a expressão de seu rosto, a túnica e o manto foram elaborados para dar ao Cristo um imponente respeito.

 

Muitos projetos e estudos foram realizados também para a escolha do material a ser utilizado. No projeto inicial constava a utilização de bronze, porém um episódio ocorrido na Rússia – na época da Revolução Bolchevique, em que o governo soviético mandou fundir todas as estátuas de santos, de construção metálica para reaproveitar o material – fez os idealizadores voltarem atrás. Para a estrutura foi decidido utilizar cimento armado, ao invés de armação metálica, e para o revestimento foi escolhido pedra-sabão, material muito resistente às variações climáticas.

 

A construção da estátua foi de tamanha ousadia, tanto por sua estatura, como por sua localização. Içar blocos de cimentos, ferros, ferramentas, equipamentos e água a 300 metros de altura, sem falar na locomoção de todo o material até o topo do morro, foi um trabalho de reconhecida dificuldade. As peças foram transportadas nos trens da Estrada de Ferro do Corcovado e montadas no alto do morro. Vale destacar que a estrada de ferro foi aberta graças a uma visita realizada em 1924, por Dom Pedro I, ao Corcovado (nome dado ao morro no século XVII pela semelhança a uma corcunda), que ao se vislumbrar com a vista de lá proporcionada, solicitou que fosse aberto um caminho ao cume, que deu início ao trajeto da estrada de ferro. Porém, somente em 1884 foi que Dom Pedro II concedeu aos engenheiros Francisco Pereira Passos e João Teixeira Soares, a permissão para a construção da estrada, cujo primeiro trecho, Cosme Velho – Paineiras, foi inaugurado em 1884 e o segundo, Paineiras – Corcovado, no ano de 1885, totalizando os 3800 metros de ferrovia.

 

Outra parte da história contada errada durante muito tempo é que o Cristo tenha sido feito na França e trazido ao Brasil. Segundo Izabel Noronha, o Cristo Redentor foi todo modelado no próprio Corcovado. “A primeira maquete feita em Paris apresente uma túnica rebuscada em torno do corpo e o Heitor não aprovou porque não teria como modelá-la no local”, explica. “Ao chegar na maquete final, esta conhecida, Heitor pede a Landowsky que faça outra maquete, de quatro metros de altura que foi toda recortada em blocos para servir de base para a planta, no tamanho original da estátua, a ser modulada no Rio. As únicas coisas que foram construídas na França foram os moldes da cabeça e das mãos, porém em gesso, em tamanho natural, que foram recortadas, trazidas ao Brasil e aqui reconstruídas em concreto armado”, complementa a cineasta.

 

Segundo Milton Teixeira, em 1925 é realizada a exposição de Art Déco, que prenuncia o modernismo, e a partir daí dá-se a remodelação da aparência do Cristo. “O interessante é que o Cristo é o primeiro monumento Art Déco do mundo, um estilo que preconizava o contraste entre as linhas verticais e horizontais e não há nada mais perfeito do que a estátua do Cristo Redentor.

 

Dita uma lenda, contada pelo historiador, que uma aluna de Paul Landowsky, chamada Margarida Lopes de Almeida, uma pianista, com longos dedos, tenha sido a inspiradora para o molde das mãos do Cristo. Embora a pianista tenha contado essa história durante toda a sua vida, na hora de morrer, ela negou. E a verdade nunca foi revelada.

 

Os engenheiros Pedro Vianna da Silva e Heitor Levy foram os encarregados pela construção das partes em concreto, que seriam levadas para montagem no alto do morro. Levy cedeu sua chácara em São Gonçalo (Niterói) para o trabalho. O engenheiro que era judeu, se converteu ao cristianismo logo em seguida. Outra curiosidade, embora não comprovada, é que seu envolvimento com a construção do Cristo foi tão grande, que Levy colocou o nome da família em um vidro e o misturou na massa de concreto, guardando-o na altura do coração da estátua.

 

Toda a montagem durou cinco anos, sendo finalizada em 1931. Primeiro foram montadas as estruturas de concreto armado, que davam forma à cruz, depois foram aplicadas às partes, constituindo a imagem da estátua. O monumento foi criando forma da cabeça para os pés. Depois de todo revestido de cimento, foi aplicada uma malha metálica coberta por pedra sabão. Não há registro de quantas pessoas participaram da construção do Cristo, mas sabe-se que não morreu ninguém durante todo o período da obra.

 

INAUGURAÇÃO

É chegado o dia. Em 12 de outubro de 1931 finalmente é inaugurado o monumento do Cristo Redentor, que anos depois se consagrou como símbolo do turismo brasileiro. O mau tempo não possibilitou a entrada triunfal. As luzes seriam acionadas em Roma (e não na cidade de Nápoles, como muitos livros informam), na Itália, pelo cientista italiano Guglielmo Marconi, através de sinal elétrico que seria captado por uma estação em Dorchester, na Inglaterra, e retransmitido por uma torre em Jacarepaguá, no Rio. No entanto, o mau tempo impossibilitou o contato e as luzes foram acionadas do local. Um contra-tempo que não apagou o brilho da festa.

 

Conforme Milton Teixeira, o monumento já estava pronto no ano de 1930, e seria inaugurado pelo presidente católico Washington Luís, também no dia 12 de outubro – data firmada pela igreja desde o início do projeto, por ser o dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Porém, no dia 3 de outubro ocorreu a Revolução de Getúlio Vargas e o evento foi prorrogado.

 

A cerimônia de abertura contou com a presença de autoridades como o chefe do Governo Provisório, Getúlio Vargas e com a Bênção do cardeal Dom Sebastião Leme, cujas palavras definiam a importância do monumento para o catolicismo, mais precisamente para a retomada do poder da Igreja no Estado Republicano. No dia 21 de outubro, do mesmo ano, em substituição à Comissão Organizadora do Monumento, foi criada a Arquidiocese do Cristo Redentor, que seria responsável pela administração e conservação do monumento, sendo a mesma extinta no ano de 1960, quando a Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro, assume as responsabilidades.

 

Ainda na década de 1930, dois feitos ocorrem em relação ao monumento. Em 1932, a estátua ganhou uma iluminação definitiva em substituição à instalada na ocasião da inauguração. E, dois anos depois, a Ordem Arquidiocesana do Cristo Redentor recebeu da União, o domínio de 477m² de área situada no alto do Morro do Corcovado.

 

No ano de 1942, uma estrada de cimento foi construída para facilitar o acesso de automóvel ao Morro do Corcovado. Na mesma época foi retirado o mirante Chapéu do Sol, construído nos idos dos anos 1885, quando a estrada de ferro atingiu o topo do morro, de onde os turistas contemplavam o visual da cidade.

 

No ano de 1973, o conjunto paisagístico do monumento foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (Iphan), mas a escultura só conseguiu o feito em março de 2005. O anúncio ocorreu dia 10 de março do mesmo ano, no Paço Imperial, no Rio, quando 17 integrantes do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovaram, por unanimidade, o tombamento do Cristo Redentor.

 

Em 1980, em virtude da visita do Papa João Paulo II ao Brasil, o monumento recebeu sua primeira reforma, sendo a segunda realizada dez anos depois, mesmo ano em que a estátua foi tombada pelo Município do Rio de Janeiro. Por estar localizada no Parque Nacional da Tijuca, que é uma unidade de conservação, o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), assume a responsabilidade de conservação, limpeza e vigilância da estátua do Cristo Redentor, cujo direito de imagem, no mesmo ano, foi fixado sob a exclusividade da Mitra Arquiepiscopal do Rio de Janeiro.

 

DE SÍMBOLO RELIGIOSO A SÍMBOLO TURÍSTICO

Numa parceria da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, Arquidiocese, Fundação Roberto Marinho, Banco Real ABN AMRO e Ibama, teve-se início, no ano de 2000, o Projeto Cristo Redentor, cujas obras beneficiaram não só a estátua, que teve o manto recuperado, como também o complexo que ganhou nova iluminação e sinalização, devido ao aumento da visitação turística.

 

Com a nova reforma, finalizada em 2003 – quando completou 72 anos -, tendo também como parceiros o grupo Gerdau e Otis, um conjunto de obras modernizou e beneficiou o acesso dos turistas ao monumento. Antes, para se chegar aos pés da estátua, era necessário subir 220 degraus de escada, existentes até hoje. Porém, novos acessos foram implantados, inclusive para portadores de necessidades especiais. Ao desembarcar do Trem do Corcovado, três elevadores panorâmicos, com capacidade para 14 pessoas cada, conduzem os visitantes a um ponto intermediário, onde estão localizadas quatro escadas rolantes – duas em cada direção. Uma curiosidade é que, para oferecer maior comodidade e possibilitar aos visitantes deslumbrar o visual, as escadas foram postas na mão inglesa. A subida é feita pelo lado esquerdo, proporcionando ao visitante contemplar a paisagem da cidade, antes mesmo de se atingir o topo do mirante. Para descer, as escadas de acesso são as da direita, mais próximas da parede de pedra, o que diminui o desconforto de se descer olhando para baixo.

 

A preocupação com o meio ambiente e economia de energia foram fatores decisivos para a escolha também dos elevadores, cujos modelos dispensam a casa de máquinas e substituem cabos de aço por cintas que não utilizam lubrificantes. À véspera de completar 72 anos, na noite do dia 11 de outubro de 2003, os olhos da cidade se voltaram para a imagem situada no topo do morro. Com iluminação em tons de azul, o Cristo Redentor reluzia sobre o Rio de Janeiro. A responsável pelo feito foi a artista plástica francesa, Agnès Winter (na ocasião com 43 anos), que se deslumbrou com a imagem do Cristo, aos dez anos de idade, quando recebeu um cartão-postal do Rio e, desde então, disse que faria algum trabalho na cidade. Agnès, além do projeto de iluminação, trouxe da França uma exposição denominada Cor Quo Vado (coração, onde vou) – Uma Homenagem Européia.

 

Aos 75 anos, o aniversário do monumento foi marcado por grandes eventos, dentro dor quais, uma missa realizada na capela Nossa Senhora de Aparecida, na base da estátua, marcando o início da disponibilização da igreja para realizações de casamento, batizados e ritos católicos, quando a mesma se tornou um santuário da igreja católica.
Para o início de 2008 serão feitas de obras de impermeabilização de proteção interna e externa da estrutura do corpo do Cristo, recolocação de parte do revestimento externo da cabeça e a troca do piso do patamar, sendo este realizado pela primeira vez, em toda a história do monumento.

 

UMA NOVA MARAVILHA

O dia sete de julho de 2007 já entrou para a história do Cristo Redentor. Numa festa realizada no Estádio da Luz, em Portugal, o monumento foi eleito como uma das Novas Sete Maravilhas do Mundo, co mais de 100 milhões de votos por meio de Internet e telefone.


O monumento brasileiro foi o terceiro da noite a ser anunciado e competiu com mais 20 finalistas: as ruínas da Acrópole (Grécia); Alhambra (Espanha); Angkor (Camboja); Basílica de Santa Sofia (Turquia); Castelo de Neuschwanstein Füssen (Alemanha); Chichén Itzá (México); Coliseu (Itália); Estátua da Liberdade (EUA); Estátuas da Ilha de Páscoa (Chile); Grande Muralha (China); Kremlin de Moscou (Rússia); Ruínas de Machu Picchu (Peru); Opera House de Sydney (Austrália); Ruínas de Petra (Jordânia); Stonehenge (Reino Unido); Palácio Taj Mahal (Índia); Templo Kiyomizudera (Japão); Timbuktu (Mali); Torre Eiffel (França), e Pirâmides do Gizé (Egito), as únicas maravilhas que sobraram do Mundo Antigo.

 

A primeira parte da história foi resgatada e pode ser contada em sua versão oficial. Cabe a todos nós, brasileiros, fazer a nossa parte para que tudo isso não fique esquecido. “Cada vez mais percebo que essa pesquisa e o filme foram um resgate muito importante para minha família e para o Brasil. Eu gostaria que essa história não se perdesse de novo. A grande contribuição que vejo do trabalho é que a história já está bem contada, que os veículos já conseguem escrever a história real e, como o legado já existe, é fazer com que as pessoas conheçam a história verdadeira do Cristo Redentor”, almeja Bel Noronha.

 

Este artigo foi escrito pela jornalista Carla Vieira para o Suplemento do Jornal de Turismo de 2008, que autorizou a publicação neste site.

 

AS MEDIDAS DA ESTÁTUA DO CRISTO REDENTOR

Localização - Cume do Morro do Corcovado, 710m acima do nível do mar

Visibilidade - 360°

Altura total do monumento - 38m

Altura da estátua - 30m

Altura do pedestal - 8m

Altura da cabeça - 3,75m

Comprimento da mão - 3,20m

Peso da estátua - 1,145 toneladas

Peso da cabeça - 30 toneladas

Peso de cada mão - 8 toneladas

Peso de cada braço - 57 toneladas

Distância entre os extremos - 30m


CURIOSIDADES

• Mesmo com toda a grandiosidade do monumento, não há registros de morte em seu período de construção.

• Durante a obra, o acesso à visitação ao Morro do Corcovado, não foi interrompido. A cada dois trens de transporte de passageiros, subia um, especialmente montado para o transporte das partes do Cristo.

• Quando o Cristo ainda estava em obra, algumas senhoras subiam à estátua para beijar suas mãos.

• O revestimento em pedra sabão foi aplicado pelas senhoras católicas. O revestimento é feito por pedaços em forma de triângulo, coladas em papelão para serem aplicadas à estátua.

• O monumento era de cor verde e durante 50 anos, por não haver limpeza, ele assumiu a cor cinza.

• Durante a inauguração, o Cardeal Dom Sebastião Leme faz um discurso contra Vargas, o qual não respondeu, fazendo um discurso neutro, sendo muito político.

• O brasileiro que ligou a chave para iluminar o Cristo Redentor foi o soldado Gustavo Corsão, que posteriormente se tornou um escritor católico.

• A iluminação do Cristo Redentor é mantida até os dias de hoje pela General Eletric (GE), sem custo, por isso ela detém o direito de imagem de uso nas lâmpadas.

• A cabeça do Cristo é constituída de 50 pedaços. Em seu interior há 12 pavimentos, sendo no 11º, o coração.
 


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