01/08/2017 14:30:00
A exposição "Ressignificação", de Carlos Esquivel, nome de batismo do artista-plástico Acme, pode ser visitada, até o próximo dia 11, de segunda a sexta-feira, no Galpão das Artes Urbanas Hélio Pellegrino, na Gávea. Em suas criações, o artista dá nova utilidade a objetos descartados, entre eles pedaços de bicicleta, máquina de costura, fogão, piano, relógio de corda, geladeira, ventilador, panelas e talheres.
Na Sala Contemporânea, o escultor apresenta trabalhos feitos com materiais provenientes de entulhos recolhidos nas comunidades do PavãoPavãozinho e Cantagalo. Também faz parte da mostra algumas peças interativas, como o "Trem Acme", duas mesas quebra- cabeça e um trapézio-balanço. Além disso, na Galeria II do Galpão, estão expostos seis quadros de 1,50m X 1,50m, em técnica de pintura mista sobre tela.
Nascido na comunidade do Pavão-Pavãozinho, em Copacabana, Acme se baseia no cotidiano da favela onde mora, em sua memória comunitária e no panorama político-social para criar suas obras. Participante constante de projetos em comunidades do Rio tornou-se um verdadeiro "artivista" urbano, palavra que, segundo ele, une os conceitos de artista e ativista.
Entre outras iniciativas, foi um dos fundadores e presidente do Museu de Favela; criador e coordenador artístico do Circuito das Casas Telas, e curador artístico de graffiti da GaleRio - Plataforma de Arte Urbana Oficial da Prefeitura do Rio.
Com mais de 20 anos de caminhada, o artista resiste em abandonar o morro, persistindo na intenção de criar uma cultura de acesso e maior interação entre os moradores da favela e do asfalto por meio das artes urbanas.
A mostra pode ser visitada, das 9h às 17h, na Avenida Padre Leonel Franca, s/n.


