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Prêmio Rio Viés da Moda contempla projetos inovadores

02/12/2015 08:48:00  » Autor: Ricardo Albuquerque / Fotos: Paula Johas


A Prefeitura do Rio entregou, na noite desta terça-feira (01/12), o Prêmio 'Rio Viés Moda — Ano Gil Brandão' a seis projetos empreeendedores da cadeia produtiva da moda que desenvolvem ações inovadoras na cidade. Organizado pelo Instituto EixoRio em parceria com a empresa Clave de Fá Pesquisas e Projetos, o concurso reconheceu as práticas que reúnem valor social, inovação, excelência em gestão e sustentabilidade. Um dos premiados foi escolhido por voto popular na internet e os demais passaram pela avaliação de jurados ligados ao mundo da moda. Integrantes da Orquestra Sinfônica Jovem do Rio de Janeiro e o DJ Will-Ow animaram a cerimônia na sede do EixoRio, em Botafogo.

 


— A proposta do prêmio é valorizar as ideias que buscam o equilíbrio do consumo consciente aliado à criatividade e ao bom senso das boas ações. O mais interessante é que as boas ações podem inspirar outros empreendedores — disse a coordenadora executiva do EixoRio, Cristine Nicolay.

 

 

Os cinco projetos escolhidos pelo júri ganharam bolsas integrais em cursos especializados do Instituto Europeu de Design (IED) e o certificado do selo 'Viés Moda de Reconhecimento'. O vencedor do voto popular, Migg Jeans, terá direito a uma pesquisa de mercado, elaborada pela Clave de Fá, voltada para o consumo consciente e a um desfile de moda na sede do EixoRio, com roupas customizadas e reaproveitadas. Os vencedores também serão mencionados no e-book "Inovação e Excelência de Práticas de Gestão". Os idealizadores do prêmio estudam a possibilidade de parcerias para oferecer aos empreendedores individuais um período de vivência em grandes empresas.

 

 

 

No viés valor social, o vencedor foi o Nega Rosa, projeto que utiliza a moda e a arte para atender mulheres em situação de vulnerabilidade, na faixa etária entre 16 e 29 anos, que moram em comunidades como Mangueira, Arará e Barreira do Vasco. O mesmo projeto ganhou edital para produzir as almofadas para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.

 


— Estou muito feliz com esse reconhecimento porque a gente trabalha com o autoestima dessas mulheres que, na maioria das vezes engravidaram cedo e se tornaram chefes de família. Ao chegar na comunidade, o projeto levanta a história do lugar e as estimula a serem empreendedoras e agentes de transformação social — explicou Alan Soares, um dos idealizadores do prêmio.

 

 

O projeto Pipa no Ar, da Associação Pipa Social, conquistou o Prêmio Viés e garantiu a bolsa integral do curso design de moda do IED. A diretora Helena Rocha trabalha em contato direto com costureiras de baixa renda em 49 comunidades da cidade. Segundo ela, a profissionalização da mão-de-obra garante rentabilidade às mulheres, que recebem qualificação, especialização e consultoria de especialistas:

 

 

— O projeto respeita a característica das pessoas, se ela é especialista em tricô será estimulada a incrementar seus conhecimentos. Essas pessoas já estão capacitadas, o que fazemos é qualificar, especializar e abrir os caminhos para que progridam.

 

 

 

No viés 'inovação em design', o escolhido foi Zoia, que utiliza materiais aparentemente supérfulos para confeccionar brincos, pulseiras e outros acessórios. No eixo 'excelência em gestão', o IBBR ganhou o curso de pós-graduação em marketing do IED graças à campanha 'Sim à Igualdade Racial'. Em 'sustentabilidade', quem brilhou foi o projeto Charmosas do Engenho da Rainha.

 

 

 

A primeira edição do prêmio homenageou o pernambucano Gilberto Machado Brandão (1924-1985), um dos ícones da moda brasileira nas décadas de 50 e 60 e precursor do "faça você mesma", que estimulava leitoras de revistas a criar sua própria roupa. O concurso, lançado em setembro pela internet, abriu oportunidade para empreendedores individuais, micro e pequenas empresas, instituições sem fins lucrativos da indústria, comércio e serviços que desenvolvam ações inovadoras.

 

 

O júri do prêmio contou com a participação do estilista e coordenador da Coordenadoria Especial de Diversidade Sexual, Carlos Tufvesson; Larissa Almada, do Senac; Luiz Wachelke, do IED; Carolina Casarin, do Senai-Cetiqt; e Marcos André Carvalho, da Incubadora Rio Criativo.

 

 

 

Instituto EixoRio

 

 

 

Criado em novembro de 2013, o instituto está localizado no casarão 117 da Rua São Clemente, de onde busca potencializar a cena urbana da cidade, funcionando como plataforma de articulação entre o poder público e a sociedade, acelerando o desenvolvimento social, econômico e cultural de diversas regiões. Seus projetos têm como proposta mesclar arte e recuperação urbanística e estimular a reordenação e a conservação urbana, a fim de gerar vitalidade cultural e econômica e melhorar a qualidade de vida dos cariocas.  


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