Projeto da Secretaria de Ciência e Tecnologia beneficia seis áreas da cidade
03/05/2012 17:00:00
Vinte e uma cidades globais da Ásia, África, Europa, América do Norte e América Latina anunciaram os projetos vencedores do prêmio mundial “Living Labs Global Award 2012(LLGA 2012)”, a maior competição entre cidades na busca de soluções para os principais problemas urbanos. A entrega dos prêmios ocorreu nesta quarta, dia 2, na Associação Comercial do Rio de Janeiro. Cidades mundiais como o Rio de Janeiro, Barcelona, São Francisco, Cidade do Cabo, Cidade do México e Lagos selecionaram as soluções inovadoras que iniciarão um projeto piloto em seus municípios, dentre um total de 555 empresas inscritas de 50 países.
O vencedor da categoria do Rio de Janeiro, que participou com o projeto da “Praça do Conhecimento” (espaço multimídia que está sendo construído em Padre Miguel, na Zona Oeste), foi o aplicativo “Contactless tags to bridge real and physical worlds”, da empresa Connecthings. A empresa desenvolve serviços móveis sem contato, que permitem que os cidadãos interajam com o ambiente ao redor através de "tags" (ou "etiquetas") colocadas em objetos ou edifícios que permitem o acesso a conteúdos e serviços específicos simplesmente aproximando o celular, graças à tecnologia sem contato.
O projeto da Praça do Conhecimento é uma iniciativa da Secretaria Especial de Ciência e Tecnologia da Prefeitura e inclui, ainda, cinco “Naves do Conhecimento” espalhadas pelo município (Santa Cruz, Vila Aliança, Realengo, Madureira e Irajá). Para o secretário de Ciência e Tecnologia da Prefeitura do Rio, Franklin Coelho, o prêmio Living Labs Global 2012 é um evento importante para a cidade do Rio de Janeiro, que no próximo mês sedia também a Rio + 20 e, depois, uma Copa do Mundo e uma Olimpíada.
- Unimos conhecimento e inovação em um evento de troca de experiência e apresentação de soluções. Só no Rio, foram apresentadas 108 sugestões de aplicativos para serem desenvolvidos no nosso projeto da ‘Praça do Conhecimento’ - comemorou o secretário.
Durante o primeiro encontro mundial na América Latina sobre o uso inteligente de tecnologias e serviços, autoridades destas 21 cidades globais revelaram também as soluções inovadoras vencedoras do concurso, para atender aos desafios de Habitação Acessível na cidade de Lagos (Nigéria), Prevenção da Obesidade na cidade de Eindhoven (Holanda), Informação Digital no Transporte e Mobilidade na Cidade do México, Governo Inclusivo em Sant Cugat (Espanha) e Gestão Eletrônica Inteligente de Resíduos Orgânicos em Birmingham (Reino Unido). Cada uma das soluções vencedoras do prêmio LLGA 2012, por cidade, iniciará um projeto piloto durante os próximos 12 meses para avaliar o seu impacto e resposta aos desafios.
A cerimônia de premiação do LLGA 2012, que aconteceu ontem, contou com 200 participantes de 22 países, incluindo secretários e outros líderes das 21 cidades globais, o apoio da cidade do Rio de Janeiro, a parceria de Barcelona e outras 19 cidades globais, o Citymart.com, a Oracle e o The Climate Group. Entre fevereiro e abril deste ano, as cidades selecionaram um grupo de 109 projetos finalistas, dentre 555 soluções inscritas de 50 países. Os vencedores foram escolhidos por um júri internacional composto por um total de 147 especialistas, num processo organizado pela associação Living Labs Global.
O diretor geral da instituição, Sascha Haselmayer, disse que “hoje assistimos a um compromisso para atender a alguns dos maiores desafios urbanos, através do uso de tecnologias e serviços mais sustentáveis e promovendo um melhor acesso. Os vencedores do prêmio terão a oportunidade de implementar suas soluções nos municípios e testar o seu impacto, trabalhando conjuntamente com as nossas 21 cidades parceiras”.
O representante de Barcelona destacou a troca de experiências e lembrou dos eventos que o Brasil está por sediar.
- Estamos transformando Barcelona em uma plataforma de inovação. Queremos proporcionar que projetos bem sucedidos nesta cidade sejam replicados em outras, como o Rio de Janeiro e Paris, para citar apenas dois exemplos. O Rio tem que pensar no legado que será deixado pela Copa do Mundo e pelas Olimpíadas. Pensar no evento, mas ter o olhar no pós evento, ou seja, o que ficará para a cidade, como ela pode transformar a infraestrutura montada para essas competições em benefícios constantes para seus moradores - disse Josep M. Piqué, diretor de Setores Estratégicos do distrito 22@ de Barcelona.
Molly Webb, diretora de Tecnologias Inteligentes do The Climate Group, lembrou da luta ecológica.
- Mais de 50% da população mundial vive em cidades e será com elas que ganharemos a batalha contra a poluição e construiremos um mundo melhor. Temos que continuar disseminando a revolução verde para os líderes das cidades.


