Laboratório Municipal de Saúde Pública (LASP)

Um dos muitos programas diferenciados implantados pela Prefeitura do Rio na área de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses, o Laboratório Municipal de Saúde Pública (LASP) trabalha com a promoção da qualidade de vida da população carioca por meio do monitoramento sanitário. O projeto de revitalização, que completouum ano em 2019, trouxe 75 novos equipamentos e agilizou os procedimentos, com  mais de 20 ensaios, exames e técnicas que permitiram um crescimento expressivos de análises que, até o fim do ano, devem chegar a 100 mil, quase o dobro do número registrado em 2017, quando o Lasp foi inaugurado, resultado da unificação das seis unidades de coleta e análises de produtos e das cinco de análises de zoonoses.

 

Pautada no conceito de Saúde Única, a junção e a revitalização permitiram o aumento das ações de segurança alimentar para a população, com os serviços de coleta e de análise de produtos crescendo substancialmente. 

 

- Essa agilidade nos ensaios e os resultados que agora são mais precisos ajudam a manter  uma espécie de barreira sanitária na cidade, evitando surtos de doenças e prevenindo diversas zoonoses - pontua a médica-veterinária Roberta Ribeiro, coordenadora do Lasp. 

 

O fruto desse investimento também tornou o LASP capaz de realizar testes de ELISA, o único aceito pelo Ministério da Saúde para fornecer diagnóstico confiável de doenças como a leishmaniose. Foi graças a essa capacitação que a Vigilância Sanitária do município confirmou com rapidez dois casos da doença entre moradores na comunidade Camarista Méier, este ano, e tomou medidas para evitar que o surto se expandisse.
 
A melhora desses indicadores é parte de um conjunto de ações mais amplo. O marco foi a criação do LASP em 2017, início da atual gestão, com a unificação das seis unidades de coleta e análises de produtos e cinco de análises de zoonoses. A revitalização da unidade foi fundamental já no primeiro ano de governo, quando o Estado do Rio enfrentou um surto de febre amarela, e a Vigilância Sanitária do município teve estrutura para analisar mais de mil primatas de diversas unidades fluminenses.

 

 

Vigilância da água

 

O Laboratório Municipal de Saúde Pública também é responsável pelo monitoramento de toda a rede de água do município Rio de Janeiro, desde a captação até o fornecimento, como exigido pelo programa VigiÁgua, do Ministério da Saúde. A capital fluminense foi a primeira cidade a implantar esse programa.

 

A vigilância da água começa nos mananciais, onde se busca controlar a quantidade de matéria orgânica, para evitar a proliferação de algas e a contaminação da água. Depois, acompanha-se toda a distribuição da água, em 130 pontos, que são definidos por geoprocessamento, para facilitar o monitoramento. A inspeção mais delicada e rigorosa é feita nas estações de tratamento (ETA), que são a barreira entre o cidadão e a poluição, que é o principal risco à saúde dos consumidores da água. Após a ETA, são avaliados a adutora de água tratada e os reservatórios de distribuição. Os pontos de consumo também são avaliados via geoprocessamento, principalmente em áreas de maior risco, como clínicas de hemodiálise, escolas, unidades de saúde e pontas de rede (último lugar aonde a água chega, como é o caso da região da Urca).

 

Liberada para consumo, o trabalho de inspeção da água continua nas caixas d'água, cisternas, filtros domésticos e piscinas de uso coletivo, já que a água pode estar  isenta de micro-organismos patogênicos, mas continua com uma biota própria (conjunto de organismos), que vai poluindo o ambiente, caso fique acomodada por muito tempo sem tratamento. O serviço de inspeção é feito rotineiramente, mas pode ser solicitado pela Central de Atendimento 1746.    

 

 

Vigilância do ar 

 

A qualidade do ar em ambientes internos e climatizados também é alvo de inspeção, vigilância e fiscalização sanitária. Espaços de grande circulação de pessoas recebem, frequentemente, a visita de técnicos da Subvisa solicitada pelos supervisores desses espaços ou por denúncias feitas na Central de Atendimento 1746.

 

 

Locais e ambientes

 

O Laboratório Municipa inspeciona, ainda, locais com insalubridade ambiental, estabelecimentos e instituições contemplados pelos programas de Vigilância em Controle Ambiental, piscinas e suas instalações, parque aquático e outros de uso coletivo. A inspeção é feita seguindo os mesmos procedimentos de denúncias e solicitações feitas pela Central de Atendimento 1746 ou pelos supervisores desses espaços.

 

 

Caixas d'água e Cisternas

 

Filtros Domésticos

 

Piscinas

 

 

CLIQUE AQUI para acessar folhetos e cartazes sobre Cuidados com a Água.

 

 

Endereço: Rua Bartolomeu de Gusmão, 1.120 – São Cristóvão 

 

 

Legislação específica 

Portaria nº 2.031/GM de 23/09/2004

Dispõe sobre a organização do Sistema Nacional de Laboratórios de Saúde Pública.