Adoção

 
 
Feirinha de adoção da Vigilância Sanitária segue de segunda à sexta-feira nas zonas Norte e Oeste
 
"Se minha casa fosse um pouco maior eu levaria", "Já tenho dois, não posso ter mais um", "Eu amei esse focinho, mas não tenho tempo para cuidar dele". Essas frases, muitas vezes sinceras, simbolizam a longa espera de um animalzinho disponível para adoção. Ao todo, a Subsecretaria de Vigilância Sanitária e Controle de Zoonoses do Rio têm uma média de 400 peludos à espera de um lar. Distribuídos entre as duas unidades veterinárias do órgão, o Instituto Municipal de Medicina Veterinária Jorge Vaitsman (IJV), que fica na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 1.120, em São Cristóvão, e o Centro de Controle de Zoonoses Paulo Dacorso Filho (CCZ), que funciona no Largo do Bodegão, 150, Santa Cruz, os bichinhos são castrados, vermifugados, vacinados e até chipados enquanto aguardam a chegada de uma nova família, que para adotar basta escolher um responsável maior de idade e apresentar RG e comprovante de residência.  
 
No IJV acontece uma feirinha diária de adoção das 9h30 às 11h e das 14h às 16h, sempre com intervalos para higiene do local e alimentação dos animais. Por lá, são cerca de 90 animais entre cães e gatos a espera de um lar. Simone Maia Fernandes, é médica-veterinária da unidade, onde atua há 16 anos nos cuidados com os animais do canil e gatil. Ela ressalta que a adoção animal é tão séria quanto a humana. 
 
"Adotar um animal é opção de vida e um compromisso que se assume por pelo menos 20 anos, que é o tempo médio de vida deles (cães e gatos), não podem ser adotados por vaidade, por exemplo. Sem esquecer que também vão ficar idosos e aí os cuidados são ainda maiores.", pontua Simone, que busca sempre conhecer os hábitos, a rotina e condições gerais de vida das pessoas que se interessam em adotar algum peludo do instituto. 
 
"Quero que eles (animais para adoção) saiam daqui para um ambiente que seja fonte de alegria para todos e não de tristezas.", destaca Simone. 
 
IJV e CCZ
 
O Instituto realiza uma série de cirurgias veterinárias e tem o único crematório público de animais da cidade do Rio, e até uma capela para as despedidas. Desde o início da atual gestão as castrações saltaram de 400, para 2,5 mil ao mês. E junto com o CCZ, desde o lançamento do Sisbicho, plataforma digital que viabiliza o Registro Geral de Animais na cidades, foram colocados quase 6 mil chips em animais de toda a cidade em apenas um mês, o que abastece de dados o Registro Geral de Animais (RGA), mais recente programa da Vigilância Sanitária, que em pouco tempo será a base para a criação de um censo animal no Rio de Janeiro.  
 
Com a inauguração, no último dia 12 de agosto, do centro cirúrgico veterinário do CCZ, a unidade passou a oferecer, também, o serviço de castração e chipagem animal. Com isso pôde ampliar o número de adoções do Centro, uma vez que, castrar o animal faz parte da posse responsável. 


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