Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro

Primeira noite do Grupo Especial reforça importância de operação para atendimentos médicos

04/03/2019 10:10:00


A primeira noite de desfiles do Grupo Especial no Carnaval 2019 foi marcada pela tensão com atendimentos a pacientes em condição grave e casos inusitados nos sete postos de atendimento Saúde montados pela Prefeitura do Rio na Passarela do Samba. Durante a apresentação, pelo menos quatro pacientes que estavam no entorno do Sambódromo foram trazidos para as estruturas montadas na Marquês de Sapucaí para receberem assistência médica.

 

 

O caso mais grave foi o de uma mulher que estava no bairro do Catumbi, próximo à dispersão, e foi levada para o posto da Praça da Apoteose por policiais militares. Em parada cardiorrespiratória, a paciente foi reanimada e estabilizada pela equipe e removida, de ambulância para o Hospital Municipal Miguel Couto, no Leblon. A chegada causou tensão entre os que acompanhavam a ocorrência, uma vez que a viatura da PM usada no socorro entrou pelo portão por onde o carro abre-alas da primeira escola, Império Serrano, deixava a passarela.

 

 

A paciente foi atendida por equipe de profissionais como a jovem médica Larissa Cruz. Formada há sete anos, participa há quatro da equipe de grandes eventos da Secretaria Municipal de Saúde, atuando no Carnaval e no réveillon. Para ela, a experiência de lidar com diferentes públicos em diferentes contextos engrandece seu profissionalismo e faz com que se dedique ainda mais para contribuir para o bem estar das pessoas.

 

 

"A gente vive situações difíceis nas unidades regulares. Trabalho na Coordenação de Emergência Regional da Barra e no Hospital Lourenço Jorge. Lidamos recentemente com o incêndio, com atendimentos violentos na virada do ano e, hoje, com as surpresas, como traumas, intoxicações alcoólicas e até trabalho de parto. É gratificante quando a gente vê que nosso trabalho está rendendo bons frutos", garantiu a médica.

 

 

Ao citar o trabalho de parto, Larissa se referiu ao caso de uma jovem de 22 anos que entrou em trabalho de parto prematuro. A paciente foi transferida para o Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no Centro.

 

 

Postos médicos da Prefeitura realizam 417 atendimentos médicos no Sambódromo naprimeira noite do grupo especial

 

 

Das 17h30 até o fim da apresentação das escolas de samba do Grupo Especial, foram 417 atendimentos, dos quais 19, com quadro mais complexos, precisaram ser removidos para unidades hospitalar. O número proporcionalmente pequeno de transferências mostra a capacidade de resolutividade desses postos. Esta terceira noite registra número de atendimentos menor do que no domingo de carnaval do ano passado, quando 700 pessoas foram atendidas, com 20 remoções. A redução em 40% dos atendimentos se deve ao clima mais ameno.

 


Somando os dois dias de desfile da Série A com o primeiro do Grupo Especial, os atendimentos chegaram neste período a 825, número 32% menor que os casos registrados no mesmo período do Carnaval 2018, quando 1.219 pessoas procuraram os postos da passarela.

 

 

A Prefeitura também montou quatro postos médicos no circuito dos blocos de rua, sendo dois no Centro, um em Ipanema e um em Copacabana. No domingo de carnaval, 84 pessoas recorreram a esses postos médicos e apenas oito precisaram ser transferidas para hospitais da rede. Para as transferências, tanto os postos do Sambódromo quanto do circuito de blocos contam com suporte de ambulâncias exclusivas.

 


As principais causas que têm levado os foliões a procurarem atendimento, não só no Sambódromo, mas também nos blocos, são ingestão de bebida alcóolica em excesso, mal-estar geral, hipertensão, entorses/luxações, cortes e traumas diversos.

 


Os hospitais da rede municipal seguem de prontidão, atendendo foliões transferidos das unidades pré-hospitalares e os que chegam por meios próprios ou socorridos pelos Bombeiros. Desde a abertura oficial do carnaval, o Hospital Municipal Souza Aguiar, no Centro, recebeu 70 foliões em busca de assistência médica. No Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, foram atendidos 41. O Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, recebeu 14 foliões e a UPA Paciência assistiu um caso.

 

 

Vigilância Sanitária

 

 

A Vigilância Sanitária da Prefeitura do Rio fechou o terceiro dia de atuação no Sambódromo registrando 113 inspeções, com 23 autuações e quase dez quilos de alimentos descartados. A maioria das infrações (12) foi emitida pela Coordenadoria de Saúde que fez 44 vistorias. Outras dez multas foram da Coordenadoria de Alimentos (10) que fez 51 inspeções. O Laboratório municipal de saúde pública terminou a ação do dia com a coleta de 17 amostras em 11 estabelecimentos inspecionados e a Coordenadoria de Engenharia fez vistorias em sete estabelecimentos, um deles o Bobs do setor 8 que acabou interditado parcialmente. A maioria das infrações foi por produtos impróprios ao consumo e falta de higiene, com um total de R$ 29.324,03 arrecadados.

 


Na avaliação da atuação do órgão nesses três primeiros dias, a subsecretária de Vigilância Sanitária, Márcia Rolim, lamentou que, mesmo com tantas ações de orientação feitas ao longo do ano, alguns estabelecimentos ainda apresentam irregularidades como a inadequação na conservação de alimentos. "Registramos uma expressiva melhora no cumprimento dos procedimentos. Mas prezar pela qualidade dos alimentos continua sendo um de nossos maiores desafios". A Vigilância prossegue com o planejamento de Carnaval que conta com 115 fiscais, mantendo também o atendimento à população em geral.




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