Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro


Dia 7 de outubro tem vacinação em bairros das zonas Norte e Oeste

02/10/2017 15:57:00


No próximo sábado, dia 7, a campanha "Se liga, bicho! Raiva é caso sério" estará em bairros das zonas Norte e Oeste, para vacinar cães e gatos contra a raiva. As vacinas serão aplicadas gratuitamente, das 8h às 17h, em 146 postos. Essa será a terceira etapa da campanha que começou no dia 2 de setembro e já contabiliza 174.651 animais, mais que o dobro de todo o ano passado, onde foram aplicadas 72.525 vacinas. A meta para 2017 é chegar a, pelo menos, 500 mil animais em toda a cidade. São cinco etapas, ao todo.

 

A vacinação vai acontecer nos bairros de Madureira, Quintino, Engenheiro Leal, Cascadura, Cavalcanti, Bento Ribeiro, Oswaldo Cruz, Marechal Hermes, Jacarepaguá, Gardênia Azul, Anil, Tanque, Vila Valqueire, Freguesia, Taquara, Cidade de Deus, Praça Seca, Campinho, Curicica, Camorim, Vargem Grande, Vargem Pequena, Pechincha, Guadalupe, Acari, Coelho Neto, Anchieta, Barros Filho, Costa Barros, Honório Gurgel, Ricardo de Albuquerque, Pavuna, Barra da Tijuca, Recreio dos Bandeirantes e Grumari. Os endereços de cada posto podem ser conferidos no site www.prefeitura.rio/vigilanciasanitaria.

 

Durante o dia, cinco kombis irão percorrer os lugares de difícil acesso, com capacidade de vacinar 1.000 animais, cada. Na hora da vacinação, os cães deverão estar com coleira e guia, e os gatos em caixas de transporte apropriadas. Animais com temperamento agressivo devem estar com focinheira. Sintomas como dores no local vacinado, febre e comportamento mais quieto do animal podem ocorrer por até 36h após a aplicação. As vacinas são repassadas pelo Ministério da Saúde, responsável pela aquisição.

 

A raiva é uma doença que compromete o sistema nervoso do homem, sendo incurável e com índice de letalidade próximo a 100%. É uma zoonose viral e todos os mamíferos estão suscetíveis ao vírus da raiva, podendo transmiti-la. Mas cães, gatos e morcegos são os principais transmissores. A vacina é a única maneira de controlar a doença.

 

Caso uma pessoa seja mordida por um desses animais, deve lavar o local machucado imediatamente, com água e sabão. Ao mesmo tempo, deve-se procurar a unidade de saúde mais próxima, onde receberá os primeiros cuidados e será encaminhada para uma das unidades especificas que funcionam como polo de profilaxia da raiva. Se possível, isolar o animal por 10 dias, para ver o grau de manifestação da doença, e informar se tem dono e o endereço onde habita.

 

A raiva está controlada e sem apresentar registro de casos em humanos há mais de 27 anos no Rio, mas ainda oferece risco à população, pois a cidade conta com um número alto de morcegos, cachorros e gatos, principais transmissores do vírus.

 

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