Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro


Vigilância Sanitária lança campanha para denúncia de macacos

19/04/2017 11:15:00


A Vigilância Sanitária lança, nesta quarta, dia 19, a campanha "Macaco no seu galho não oferece risco. Caído, sim", que alerta os cariocas sobre a importância de não tocar em primatas encontrados mortos e acionar, imediatamente, os técnicos da área de zoonoses do órgão, para recolhê-los e evitar a contaminação de doenças virais que pode acontecer mesmo com o animal sem vida.


A campanha conta com flyers com dicas e orientações, para serem distribuídos à população que mora e frequenta áreas com concentração desses animais; cartazes e placas orientando a não matar os animais e nem tocá-los, para serem afixados em parques e trilhas da cidade; e informativo com orientações para profissionais que trabalham nesses locais.

 

No dia de lançamento da campanha, haverá distribuição desse material dentro do Jardim Botânico, onde médicos veterinários vão orientar visitantes e moradores do entorno sobre o comportamento dos primatas e a importância de não agredi-los. Os técnicos estarão próximos à entrada principal, partir das 9h.

 

Desde o início do ano, técnicos de zoonoses estão monitorando primatas encontrados mortos no município do Rio de Janeiro e ainda não encontraram ameaças à saúde da população. No entanto, o órgão alerta para a necessidade de quem encontrar ligar para o 1746 e solicitar o recolhimento de macacos e saguis por um dos técnicos, para que seja realizada a coleta adequada do material, de modo a não comprometer a realização do exame. Por isso é muito importante não tocar no animal morto ou caído.

 

Primatas não humanos frequentemente morrem por causas diversas, como traumas, doenças infecciosas e parasitárias. Mas a febre amarela é hoje o grande desafio para a saúde pública e essas ações do órgão, com a finalidade de detectar precocemente a circulação viral, enquanto apenas animais silvestres são acometidos, previnem que chegue aos seres humanos.

 

Apesar da febre amarela ser transmitida por mosquitos e não por macacos, o monitoramento facilita a detecção precoce da presença do vírus, evita a disseminação da doença e facilita a elaboração de medidas de controle e prevenção, como a vacinação e o combate ao vetor. Portanto, o órgão informa que não há motivos para pânico da população, pois está sendo feito um trabalho preventivo e todas as amostras analisadas neste ano não apresentaram indícios de contaminação por essa doença.
 




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