Profilaxia da Raiva Humana

Caracteriza-se por uma encefalomielite progressiva e aguda, causada por um rabdovírus neurotrópico do gênero Lyssavirus. Acomete somente mamíferos e é transmitida ao homem pela introdução de saliva contendo vírus no interior de tecidos, comumente pela mordedura de um animal raivoso.

 

Considerada como um grave problema de saúde pública, é uma das doenças mais antigas que se tem conhecimento no mundo, uma zoonose aguda e praticamente 100% letal.

 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde anualmente ocorrem cerca de 59.000 óbitos da doença em mais de 150 países, 95% deles na região da África e da Ásia. Devido à subnotificação e estimativas incertas, especialmente nos países de extrema pobreza, é provável que este número esteja subestimado e não traduza a verdadeira carga da doença.

 

A distribuição no Brasil apresenta variações entre suas regiões. No período de 2010 a 2018, foram registrados 36 casos de raiva humana, sendo que em 2014, não ocorreram casos.

 

Em 2015, os dois casos de raiva humana no Brasil, ocorreram na Paraíba, transmitidos por gato. Em 2016 foram notificados dois casos de raiva humana, um em Boa Vista/RR, transmitido por felino e um caso em Iracema/CE por morcego (Desmodus rotundus).


Em 2017 foram registrados 6 casos, 2 deles na região nordeste nos estados da Bahia e Pernambuco, e 4 casos na região norte sendo 1 no Tocantins e 3 no Amazonas, onde um dos casos  evoluiu para cura, sendo a segunda registrada no Brasil.

 

Em 2018, houve registro de surto no Pará, acometendo 10 pessoas, todos os casos com morcegos envolvidos na transmissão. Em 2019 houve registro de um caso na região Sul, estado de Santa Catarina.


No ano de 2020 um caso no Rio de Janeiro, na cidade de Angra dos Reis. O último caso no estado ocorreu em 2006 na cidade de São José do Vale do Rio Preto. 

 

Com a intensificação das ações de vigilância e controle da raiva canina e felina nos últimos 30 anos, o Brasil alcançou significativa redução nas taxas de mortalidade por raiva humana, com o predomínio de casos em caráter esporádico e acidental.

 

Características do Agravo

O ciclo da raiva apresenta dois grupos básicos de transmissão: o urbano e o rural. No urbano os principais animais envolvidos são o cão e o gato e no rural, a doença afeta os animais de produção como bovinos, equinos, suínos e outros, e tem no morcego o principal responsável pela transmissão.

 

No município do Rio de Janeiro não há registro de Raiva em animais domésticos desde 1995, porém o ciclo aéreo da doença (por morcegos) continua ativo. Em relação aos casos de Raiva Humana, não há registros na cidade desde 1986. Esse resultado no controle da Raiva só é possível, graças aos investimentos contínuos da Secretaria Municipal de Saúde nas ações de prevenção e controle da doença em humanos e animais.

 

 

Conduta frente a um acidente com animal potencialmente transmissor da raiva

É fundamentoal lavar o local do ferimento com água e sabão e procurar uma unidade de atenção primária para avaliação do caso e prescrição de conduta e acompanhamento pela equipe de saúde. 

 

Definir conduta frente a esses acidentes é atribuição de profissional de saúde capacitado e varia de acordo com o tipo e condições do animal envolvido e características do ferimento.

 

A profilaxia da raiva humana inclui a vacinação humana e dependendo do caso a utilização de Soro antirrábico ou Imunoglobulina antirrábica.

 

 

Hospitais que fazem a administração do soro no MRJ:

 

Hospital Municipal Souza Aguiar

Endereço: Praça da República, 111 - Centro

 

Hospital Municipal Lourenço Jorge

Endereço: Av. Ayrton Senna, 2.000 – Barra da Tijuca

 

Hospital Municipal Pedro II

Endereço: Rua do Prado, 325 - Santa Cruz

 

 

 

Para acessar a lista das unidades que fazem a administração da vacina Clique aqui

 

 

Dados Epidemiológicos

 
 


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