SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO - SME
 Educação Especial

 


O Instituto Municipal Helena Antipoff (IHA) é o órgão da Secretaria Municipal de Educação responsável pela Educação Especial nesta Rede Pública de Ensino. O IHA, através das Equipes de Acompanhamento, auxilia o trabalho das 11 Coordenadorias Regionais de Educação no sentido de garantir uma educação de qualidade para os alunos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento/tea e altas habilidades/superdotação. Além disso, promove ações de formação inicial e continuada para os profissionais da educação, em atenção ao imperativo de atender às especificidades de nossos alunos, respeitando ritmos de aprendizagens diferenciados e apostando nas possibilidades desses sujeitos. Tais ações contam, inclusive, como o apoio de reconhecidos pesquisadores de universidades parceiras.

 

Em consonância com o preconizado na Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (MEC, 2008), esta Rede Pública de Ensino prioriza a inserção dos alunos público-alvo da Educação Especial em classes comuns, assegurando o Atendimento Educacional Especializado (AEE), em Salas de Recursos Multifuncionais. No ano de 2015, já existem 464 espaços implementados. O AEE tem a função de auxiliar o processo de inclusão dos educandos, eliminando barreiras para a plena participação dos mesmos nas atividades propostas no cotidiano escolar. Cabe notar que este Atendimento não é substitutivo ao processo de escolarização, sendo ofertado no contraturno do horário escolar dos alunos.

 

Além dos profissionais que atuam no prédio situado na Rua Mata Machado, n.º 15- Maracanã, o IHA mantém professores atuando no Centro Integrado de Atendimento ao Deficiente Mestre Candeia (CIAD), localizado na Avenida Presidente Vargas, n.º 1997- Centro. Neste espaço, são oferecidas oficinas de Artes Visuais, Cerâmica, Teatro, Dança, Música e Artes Integradas, destinadas a jovens (maiores de 18 anos) e adultos matriculados no sistema de cadastro do CIAD. As oficinas têm por objetivos oferecer espaços de trabalho com linguagens artísticas, visando o desenvolvimento do processo de criação, comunicação, expressão, integração e conhecimento em arte e pela arte e favorecer a inclusão de jovens e adultos com deficiência nos espaços culturais da cidade (museus, teatros, centros culturais, galerias, etc.), com vistas à formação de plateia.

 

O acompanhamento das Classes Hospitalares também é realizado por este Instituto. Atualmente, a Secretaria Municipal de Educação possui convênio com 9 (nove) unidades de saúde, onde são ofertados esses espaços. São unidades conveniadas:

  • Instituto Nacional de Câncer (INCA)
  • Instituto Estadual de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti (HEMORIO)
  • Hospital Federal dos Servidores do Estado (HSE)
  • Hospital Municipal Jesus
  • Instituto Nacional Fernandes Figueira (IFF)
  • Hospital Naval Marcílio Dias
  • Hospital Federal de Bonsucesso
  • Hospital Federal Cardoso Fontes
  • Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG)

 

Convém esclarecer que o atendimento pedagógico em ambientes hospitalares deve assegurar não apenas o acesso à Educação Básica, mas também a atenção às necessidades educacionais especiais. Além de um espaço próprio para a Classe Hospitalar, o atendimento propriamente dito poderá desenvolver-se na enfermaria, no leito ou no quarto de isolamento, uma vez que restrições impostas ao educando por sua condição clínica ou de tratamento assim requeiram.

 

Como Centro de Referência em Educação Especial, os profissionais do Instituto Municipal Helena Antipoff produzem recursos pedagógicos adaptados para o atendimento às especificidades do público atendido e desenvolvem pesquisas que têm contribuído para as discussões em curso no campo da Educação Especial. Por sua atuação, o IHA tem sido uma referência importante para Redes de Ensino de diferentes localidades do país. Tendo o seu trabalho reconhecido até mesmo por órgãos internacionais.

 

Quem foi Helena Antipoff

 

Professora e psicóloga, desenvolveu um trabalho pioneiro com Educação Especial no Brasil. Nascida na Rússia, em 1892, veio para o Brasil a convite do Governo de Minas Gerais, em 1929, para participar da reforma do ensino público mineiro. A reforma, inspirada no ideário da Escola Novista, previa a criação de um Instituto de Aperfeiçoamento de Professores, dedicado à formação de normalistas e com ênfase no ensino da Psicologia. Criou um laboratório de psicologia neste centro e iniciou o estudo e a pesquisa em psicologia da educação. Os estudos práticos do laboratório originaram importante programa de pesquisa sobre o desenvolvimento mental, ideais e interesses das crianças mineiras, produzindo testes de inteligência. A partir destas pesquisas, Helena introduziu, pela primeira vez, o termo "excepcional", ao invés de "retardado". O termo cunhado pela educadora queria eliminar o estigma. Na visão de Helena, seria possível levar ao aluno excepcional programas de educação compensatória, que o fizessem alcançar um aprendizado mais incisivo.
 



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