Secretaria Municipal de Cultura - SMC
Prefeitura publica nota de esclarecimento após reportagem sobre VLT

24/01/2019 17:49:00


Em relação à publicação intitulada "Está aqui, sob o VLT, o cemitério de escravos que a Prefeitura do Rio dizia ser ‘especulação'", a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro esclarece:
 
 
1-      O texto é mentiroso, preconceituoso e desinforma seus leitores sobre os trâmites legais e obrigatórios da administração pública;
 
 
2-      Cabe destacar que foi justamente na gestão do prefeito Marcelo Crivella que, pela primeira vez, foi montado um grupo de trabalho com representantes dos movimentos negros – o Comitê Pequena África – para acompanhar toda a obra da Linha 3 (fato que não ocorreu durante a construção das linhas 1 e 2 do VLT, durante a gestão do ex-prefeito Eduardo Paes);
 
 
3-      A publicação mente ao afirmar que "as obras da Linha 3 (...) começaram em abril de 2018 sem qualquer conversa com a sociedade civil ou movimentos negros". É o próprio artigo que contradiz esta afirmação, ao reconhecer, no 26º parágrafo, que o projeto é resultado da gestão anterior e que o "VLT atendeu (aos pedidos dos movimentos negros), e começaram ali longos meses de debate; 
 
 
4-      Em relação ao Cais do Valongo e ao Cemitério dos Pretos Novos, o artigo mostra-se tendencioso e de má-fé, sobretudo, quando reconhece que as demandas dos movimentos negros foram atendidas – como o batismo das estações com nomes sugeridos pelas entidades legais de representação;
 
 
5-      O texto ainda revela preconceito ao afirmar que "O prefeito Crivella estava muito mais preocupado com o Memorial do Holocausto", como se uma tragédia histórica tivesse mais importância do que outra. Prova do preconceito* é que ignora que o Cais do Valongo recebeu, por intermédio da Prefeitura, o título de Patrimônio Cultural da Unesco. E mais:
 
 
a) Em 21 de Novembro de 2018, a Prefeitura lançou a pedra fundamental das obras no Cais do Valongo. Na ocasião foi feito o anúncio oficial do aporte de U$$ 500 mil dólares (cerca de R$ 2 milhões) para o projeto.
 
 
b) No dia 23 do mesmo mês, o prefeito Marcelo Crivella enfatizou o simbolismo do Cais do Valongo durante a titulação da Unesco, quando afirmou em evento no Museu de Arte do Rio (MAR):
 
 
"Nossa sociedade tem uma dívida histórica, e a Prefeitura do Rio de Janeiro tem de todas as formas tentado apoiar a luta contra qualquer tipo de discriminação e preconceito. Discriminar o negro é discriminar a si mesmo, é discriminar o Brasil. Hoje o Cais do Valongo passa a ser patrimônio da Humanidade."
 
 
6-      O The Intercept também atesta ignorância ao questionar se "(...) a Prefeitura desconhecia a existência do cemitério?" Cabe esclarecer que a Prefeitura não é órgão responsável para afirmar a existência de um sítio arqueológico. De acordo com a Constituição Brasileira, o subsolo e sítios arqueológicos nele contidos são de propriedade e gestão do Governo Federal, por meio do Iphan (que segue a Instrução Normativa 001/2015** em casos como o Cemitério dos Pretos Novos);
 
 
7-      Portanto, afirmação de que a Prefeitura nada fez em relação ao sítio demonstra, no mínimo, falta de apuração  ou uma clara intenção de induzir o leitor ao erro, com a finalidade de atingir a imagem do Prefeito Crivella.
 
 
8-        O The Intercept ignorou princípios editoriais do jornalismo e não procurou a Prefeitura do Rio de Janeiro antes de publicar um artigo mal apurado, tendencioso e errado em sua concepção, desrespeitando assim os seus leitores.