Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos - SMASDH
Casa Viva de Bangu é reaberta, após passar por reformas

11/12/2017 15:17:00  » Autor: Renata Sequeira


Fechada há um mês e meio, a Casa Viva Bangu, que acolhe 16 meninos, com idade entre 12 e 17 anos, foi reaberta, nesta segunda-feira (11/12), após passar por reformas. A unidade é da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e atende adolescentes envolvidos com drogas psicoativas ou com dependência química, incluindo o crack.
 
"É com alegria que reabrimos mais uma Casa Viva para jovens na cidade do Rio. Essa é a sexta unidade aberta, nos últimos dois meses, e o desafio é grande quando trabalhamos com adolescentes em situação de vulnerabilidade, muitos dependentes químicos. Agora, teremos a oportunidade de recebê-los de forma digna. Não temos luxo, mas esses adolescentes terão um ambiente arrumado com cama e banheiro adequado e uma alimentação decente e terão o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, que vai ajudá-los a encontrarem um caminho para se tornarem cidadãos melhores", disse o secretário Pedro Fernandes.
 
Desde que assumiu a pasta, no dia 6 de outubro, a prioridade do secretário Pedro Fernandes, é reformular a estrutura dos abrigos, de modo que se tornem locais realmente acolhedores e que promovam a ressocialização dessas pessoas. Essa é a terceira Casa Viva que tem os seus serviços retomados. Em outubro, a Secretaria reabriu as Casas Viva de Del Castilho e da Penha, que são unidades de acolhimento para adolescentes em situação de vulnerabilidade social. Além das Casas Viva, outros três abrigos passaram por reformas: Malala, em Botagofo; Plínio Marcos, em São Cristóvão, e o albergue na Central do Brasil.
 
G., de 17 anos, está há um ano e meio na Casa Viva de Bangu. Ele foi encaminhado pelo Conselho Tutelar de Campos dos Goytacazes, porque estava correndo risco, após se envolver com o tráfico de drogas. Com a mãe, fala apenas por telefone e diz sentir saudades de casa, com quem morava com dois irmãos. "Eu perturbava muito e recebia muitas críticas da minha família. Sai de casa e acabei me interessando pelas drogas. O primeiro abrigo que passei foi com 13 anos de idade e, a pedido da minha mãe, há um ano e meio estou no Rio. Nesse tempo que estou aqui, estou me cuidando e já penso em fazer várias coisas diferentes na minha vida, porque é uma oportunidade que estou tendo", contou o jovem, que achou a reforma da casa "bem legal".
 
A parte elétrica foi refeita, assim como a tubulação. As áreas externa e interna foram pintadas. Foram colocados ar-condicionado nos três quartos e vidro nas janelas. A piscina e a rede de esgoto foram limpas. 
 
 



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