Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro - RIOTUR
O Rio recebe o novo ano!

01/01/2017 01:20:00


 

Réveillon de Copacabana festeja a chegada de 2017 com fogos e muita música para 2 milhões de pessoas


Uma das principais celebrações a céu aberto ao redor do mundo, o Réveillon de Copacabana mais uma vez surpreendeu o mundo com seu tradicional espetáculo de queima de fogos e muita música para festejar a chegada do ano novo. De acordo com a Riotur, dessa vez o público chegou de forma mais espaçada às areias da praia, e faltando meia hora para a meia-noite, alcançou a estimativa de 2 milhões de pessoas.

A festa foi promovida pela  Prefeitura do Rio, por meio da  Riotur. O patrocínio foi da Caixa e da Antarctica.

O tradicional espetáculo pirotécnico, assinado pela Pirotecnia Igual Brasil, foi multicolorido, com destaque para o verde e amarelo, lilás, rosa, dourado e branco. Efeitos especiais fizeram palmeiras, corações, flores e carinhas felizes explodirem nos céus. Sincronizado com a trilha sonora, que foi um pot pourri de músicas, da ópera ao funk, o espetáculo de fogos começou pontualmente no primeiro segundo de 2017 e teve duração de 12 minutos, sendo encerrado ao som de Cidade Maravilhosa. Foram 18 toneladas de fogos, sendo 21 mil bombas, de origem espanhola, detonadas de onze balsas fundeadas no mar de Copacabana.

"Foi uma festa incrível e emocionante, com muita energia e calor humano. Continuamos sendo um dos maiores réveillons do mundo, como o de Sidney, que também tem 12 minutos de queima de fogos. Vamos começar o ano com muito amor e esperança", afirmou Antonio Pedro Figueira de Mello, que se despede da Secretaria de Turismo da cidade após oito anos à frente da pasta. 

Para celebrar a chegada de 2017, a noite começou pontualmente no horário marcado, às 18h30, com o cantor Alex Cohen, que festejou seus 20 anos de carreira com um show de hits de Renato Russo, Barão Vermelho e Santana, entre tantos outros. Cohen agradou ao público de todas as idades, e fez todo mundo dançar e cantar junto. Em seguida, foi a vez do DJ MAM, um dos maiores nomes da cena carioca, que ganhou o prêmio Noite Rio de melhor DJ de MPB/Regional em 2012 e 2014, e também é o autor de "Redentor", música tema da comemoração dos 80 anos do Cristo. MAM subiu ao palco comandando uma caravela, vestido como um índio futurista, e abriu o show acompanhado de dois pernas de pau. Um dos pontos altos foi quando ele apresentou um novo remix de "Eu cheguei na Mauá", de sua autoria.

A programação seguiu com o show do cantor Leo Jaime, que comemorou 32 anos de carreira com o show Leo Guanabara, tocando grandes hits como Rock Estrela, As Sete Vampiras, Solange, Sônia, Nada Mudou e A Fórmula do Amor. Ele também apresentou novos trabalhos e clássicos de amigos e ídolos que o influenciaram como Legião Urbana, Rolling Stones, Raimundos, The Cure e Nirvana, entre outros.

O show principal da noite celebrou os 20 anos de O Grande Encontro entre Elba RamalhoAlceu Valença e Geraldo Azevedo. Um dos espetáculos mais aclamados da música brasileira, o trio reuniu arte, união e boas vibrações.

No repertório, além dos clássicos, novidades e tesouros escondidos. Em trio, Geraldo, Elba e Alceu harmonizaram suas vozes para emanar as good vibes de "Anunciação", "Caravana", "Sabiá", "Me Dá Um Beijo" - esta, do primeiro disco gravado em dupla por Alceu e Geraldo, em 1972. No repertório, uma procissão de hits: "La Belle de Jour", "Girassol", "Coração Bobo", "Cabelo no Pente", "Tropicana". E, dentre as surpresas, uma música especialmente preparada para o Réveillon do Rio: "Chega de Saudade", marco zero da Bossa-Nova, de Antonio Carlos Jobim e Vinicius de Moraes.

O set de Elba contou com uma grande surpresa, quando ela parou o show para fazer um apelo de paz. A convite da ONG IMKR, a cantora recebeu no palco o menino Mohammad Zarba, de apenas 9 anos, e sua mãe, Tamador Faher Aldeen, ambos refugiados da Síria. "Fui procurada hoje para convidar ao palco pessoas que necessitam de nós. Nosso Brasil é um país democrático e recebe as pessoas do mundo todo. Aleppo é uma cidade destruída e muitos refugiados estão chegando. Vamos abrir nossos corações e nossas porteiras para que eles entrem", declarou Elba. Mohammad chegou dando "Boa Noite a todo mundo" e foi recebido com os aplausos. "Quero mandar uma mensagem para as crianças lá na Síria que estão morrendo ou estão com muita fome. As crianças que estão morrendo, elas não querem morrer. Elas têm que viver", prosseguiu ele, emocionando o público. "Muito obrigado aos brasileiros que abriram o coração para a gente. O coração de vocês é muito grande", completou. "Foi lançada a semente. O meu Deus é o seu Deus, é o nosso Deus", finalizou Elba. 

O Gran Finale tornou a unir os três artistas em cena, em "Táxi Lunar" (da safra setentista de Alceu, Geraldo e Zé Ramalho), na inédita "Ciranda da Traição" (de Alceu), nos clássicos "Pelas Ruas Que Andei", "Banho de Cheiro" e "Frevo Mulher".

Pra fechar a noite e encerrar com chave de ouro o ano do centenário do samba, dose dupla de carnaval: Mangueira e Unidos da Tijuca colocaram todo mundo pra sambar até o dia clarear. Campeã do carnaval 2016, a Mangueira esquentou o público logo após a queima de fogos com seu enredo vitorioso, que comemorou os 50 anos de carreira da cantora Maria Bethânia – além, claro, de sambas inesquecíveis de outros carnavais. A bateria da Tijuca, que não leva o nome de Pura Cadência à toa, manteve o público com os sambas que ajudaram a conquistar tantos títulos para a escola amarela e azul – entre eles, o segundo lugar do ano passado, "Semeando sorriso, a Tijuca festeja o solo sagrado". A festa terminou em grande estilo, com a volta do DJ MAM.

 

Grande público prestigia festa em diversos palcos da cidade

No Parque Madureira, mesmo debaixo de forte chuva, 50 mil pessoas curtiram a Velha Guarda da Império Serrano, DJ Michel do Baile do Viaduto, Grupo Arruda, Naldo Benny e Portela. No Flamengo, um público de 450 mil pessoas festejou a virada ao som de Luiz Kiari, Vtrix, Dudu Nobre, São Clemente e Salgueiro. Cinquenta mil insulanos aproveitaram a tradicional festa na praia da Bica, com DJ PH, Bruno Maia, Intimistas, ImaginaSamba e União da Ilha. No Piscinão de Ramos, 40 mil pessoas celebraram com funk e pagode: DJ Érick, Bonde do Vinho, Ferrugem, Beija-Flor e Grande Rio. No IAPI da Penha, DJ Café, Beleléu, Banda Holograma, Grupo Clareou e Imperatriz colocaram 30 mil pessoas pra dançar. A bucólica Ilha de Paquetá reuniu quatro mil pessoas em sua festa da virada na praia da Moreninha, que contou com DJ Beto Mancha, Claudio Zolli, Swing & Simpatia e Paraíso do Tuiuti. Na Praia do Recôncavo, em Sepetiba, DJ Alex Correia, Jonathan Alexandre, Coisa Séria, Chininha e Príncipe e Mocidade Independente atraíram 40 mil na virada. Em Pedra de Guaratiba, a Rua Barros de Alarcão recebeu 20 mil ao som de DJ Moisés Junior, Pura Amizade, Tá na Mente e Vila Isabel.

A Barra da Tijuca, que esse ano se consolidou como o segundo maior Réveillon do Rio e o maior da história da região, marcou 79% de ocupação na virada. Com apoio da ABIH-RJ, Rio CVB e Riotur, o bairro contou com onze pontos de queima de fogos, distribuídos estrategicamente para presentear turistas e moradores com um verdadeiro espetáculo pirotécnico, visível da Barra às Vargens.

Além do Quebra-mar e dos shoppings Village Mall e Barra World, os hotéis Windsor Barra, Sheraton Barra, Brisa Barra, Grand Hyatt Barra, Ramada Recreio, Hilton Barra e Courtyard Marriott também foram pontos de queima de fogos. Os cinco estrelas do bairro, que além da queima de fogos contaram com grandes festas, comemoraram média de 87%.

 

Hotelaria celebra bons números na virada

O balanço da hotelaria no Réveillon foi considerado positivo pela Associação de Hotéis do Rio (ABIH-RJ), confirmando as estimativas de fechamento médio perto de 80% de ocupação na Barra da Tijuca e 85% na Zona Sul. No ano passado, a média geral da capital ficou em 82,97% de quartos ocupados. A cidade recebeu 865 mil turistas no período, que movimentaram a economia carioca com US$ 691 milhões, de acordo com a Riotur.

Segundo levantamento da ABIH-RJ, neste fim de semana a capital registrou média geral de 78% de quartos vendidos. O desempenho foi bem superior nos bairros de Copacabana/Leme (86%) e Ipanema/Leblon (83%). Flamengo e Botafogo registraram 81%, enquanto o Centro teve 61% de ocupação.




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