Rio: a cidade que está no mapa

06/07/2015 03:00:00


 

Em meio às principais empresas, governos, instituições acadêmicas e de pesquisa, produtores e usuários internacionais de informação geoespacial, o Instituto Pereira Passos (IPP) foi um dos convidados a compartilhar tendências e trocar experiências sobre as melhores práticas na aplicação das geotecnologias no "Geospatial World Forum 2015". Evento que aconteceu em maio no Centro de Congressos de Lisboa, em Portugal. A participação brasileira no Fórum constou de uma palestra que apresentou o Sistema de Informações da Cidade (Siurb) e o Mapa Participativo da Cidade para o público. 

 

Luiz Roberto Arueira da Silva, diretor de Informações da Cidade
 

Segundo o diretor de Informações da Cidade, Luiz Arueira, o maior impacto da apresentação do Instituto no Fórum se deveu à pluralidade, transparência e à metodologia colaborativa do trabalho desenvolvido pelo IPP na área de Informações e Geotecnologias em Gestão Pública Local. "É nisso que o IPP se destaca há vários anos no cenário nacional e, agora, cada vez mais no cenário mundial", ressalta.

 

Já contando com centenas de colaborações espalhadas por todo o território nacional, o IPP já tem um número considerável de comunidades mapeadas. O Mapa Participativo do Rio nasceu de uma parceria com o Conselho Comunitário de Manguinhos. "Desde o início esteve aberto para toda a cidade e para todos os cidadãos", revela Arueira, explicando melhor sobre do que se trata a plataforma web: "o Mapa Participativo da Cidade do Rio é uma plataforma web, acessível por qualquer dispositivo com conexão à internet, onde o cidadão pode explorar o território, visualizando-o através da imagem de ortofoto — conjunto de fotografias aéreas ortorretificadas, ou seja, corrigidas de forma a eliminar as distorções, realizadas em sobrevoos da cidade".

 

"Nessa imagem, temos várias informações já lançadas, como escolas, unidades de saúde, delegacias, pontos de cultura, ruas e endereço e as colaborações feitas pelo cidadão que registra no mapa informações sobre a cidade que não estão em nossa base de dados". Para o diretor de Informações da Cidade, o Sistema Municipal de Informações Urbanas (Siurb) é o que torna todo o trabalho desenvolvido pelo IPP em uma ação sustentável, como Mapa Participativo do Rio, que pode perdurar e funcionar independentemente das iniciativas pessoais de alguns técnicos.

 

Um dos pontos positivos da palestra foi mostrar como o treinamento do Siurb tem levado os técnicos do município a ampliarem seus conhecimentos sobre o uso dessa plataforma, contribuindo assim para a produção e disseminação de informações do Sistema de Informações da Cidade. O que eles conquistam a partir de oficinas. Até agora, 243 servidores, de 29 órgãos e secretarias da prefeitura, já receberam o treinamento.

 

"A função da Diretoria de Informações da Cidade (DIC)", explica Aroeira, "é de capacitar os servidores municipais para utilizar a ferramenta ArcGIS Online, essencial para a existência do Siurb. Com isso, podemos reunir mapas, aplicações e dados para organizar as informações e facilitar a tomada de decisões". A Esri, fabricante deste software, já utilizado pelo município, e as fornecedoras de imagens aéreas Airbus e Digital Globe, foram alguns dos presentes ao Fórum.

 

Para Arueira, o Mapa Participativo do Rio é também uma iniciativa que parte de uma visão de que a construção de um sistema de informações é um trabalho coletivo, colaborativo e participativo, inclusive com a participação da sociedade.

 

A tecnologia permite a demarcação de pontos no mapa por meio do computador pessoal ou até mesmo de um celular
 


"Está comprovado que a população clama por participação e irá abraçar todas as iniciativas que apontem neste sentido. Principalmente aquelas em que consegue perceber que não serão apropriadas de forma privada e comercial", fala Arueira, que acrescenta confiante: "a partir do momento que estas informações retornarem para a população, não apenas pelas ferramentas da prefeitura ou do Mapa Participativo, mas através de empresas como Google, Bing/Microsoft, Here/Nokia e outras que passem a utilizar as informações do Mapa Participativo, como fonte de informações para os seus mapas e mecanismos de busca, a adesão será muito maior".

 

Segundo Aroeira há uma tendência no mundo de fazer um diagnóstico da cidade a partir de informações vindas da população. "A nível internacional já existem diversas iniciativas semelhantes, algumas já até bem consolidadas. Mas, posso dizer que como iniciativa de um órgão da administração pública local, o IPP é um dos poucos que adotam esta metodologia", revela orgulhoso.