Um bairro que ainda fecha as suas ruas para festas

16/09/2013 03:00:00


 

Marco Antônio Bellandi, 37 anos de prefeitura,
sendo 26 anos como fotógrafo do Arquivo da Cidade
nas áreas de reprodução do acervo fotográfico,
reportagens, publicações e vídeos.

Bairro de antigas fábricas como GE, Nova América e Hitachi, com suas vilas operárias, Maria da Graça recebeu há muitos anos atrás um novo morador vindo do Largo do Bicão, na Vila da Penha: Marco Antônio Bellandi. Na verdade, ainda garoto, ele sempre passava de ônibus por ali a caminho da escola em Vila Isabel. Só não sabia, que no futuro, casado pela 2ª vez, iria passar a viver em Maria Graça.

 

Hoje, depois de trazer também sua mãe e 2 sobrinhos para morar perto dele, Marco Antônio e seus filhos não querem saber de outro bairro.

 

"Minha vida lá é maravilhosa. Talvez por ser um bairro dormitório, seja muito sossegado. Principalmente depois da UPP," fala.

 

Apesar de Maria da Graça não possuir supermercados (o mais próximo fica em Cachambi), nem shoppings, nem cinemas, Marco Antônio não se ressente. "Caminho muito pelas ruas arborizadas e tranquilas escutando os passarinhos. E quando tenho que ir ao shopping, vou a pé".

 

Transporte também não é problema para ele. Tem à vontade e direto para o Méier, Tijuca, Penha, Olaria e até para a Zona Sul. É só escolher: ônibus, trem ou metrô.

 

Segundo Marco Antônio, Maria da Graça também possui vários bairrinhos, tipo "feudos", dentro do próprio bairro, como o da Candelária e dos Ingleses. " Tem casas maravilhosas," diz.

 

Apesar de eterno morador da zona norte, ele teve o privilégio de conhecer toda a cidade por conta da profissão, que exerce desde os 14 anos. " Acompanhei muitos prefeitos por aí", fala com orgulho.

 

Mas no final das contas, Marco Antônio se sente em casa mesmo é em Maria da Graça, um bairro pequeno que tem boas escolas, mas por incrível que pareça, nenhuma papelaria.

 

É lá onde ele trata pelo nome os mesmos vizinhos há 30 anos.

 

 


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