IRPH cadastra terreiros de Umbanda até o fim do ano

22/11/2016 12:21:00



Depois de considerar a umbanda patrimônio imaterial da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) vai cadastrar os terreiros localizados no Rio de Janeiro. O objetivo é mapear e criar uma valorização da religião. Desde a semana passada, quando o prefeito Eduardo Paes assinou o decreto de proteção, mais de 70 instituições já procuraram a prefeitura. Até o dia 31 de dezembro, as instituições interessadas poderão passar todas as informações ao IRPH.



As instituições devem enviar informações sobre a sua história, suas atividades e o calendário de festividades para este e-mail de cadastro do IRPH. Também é possível enviar fotos, reportagens e outros documentos que comprovem a história da instituição e suas relações com a cidade e seus moradores. O cadastro também deverá contar com o nome do responsável pelo terreiro, telefone e e-mail. Se a instituição tiver estatuto, registro ou outro tipo de formalidade, os documentos também deverão ser anexados.



Após a análise, o IRPH divulgará a lista completa dos terreiros que farão parte do cadastro. A primeira instituição cadastrada foi a Tenda Espírita Vovó Maria Conga de Aruanda, localizada na Rua São Roberto 20, no Estácio. A instituição foi a pioneira e a responsável pelo pedido de análise da umbanda como patrimônio da cidade.



 — É importante que os terreiros nos procurem e passem a maior quantidade de informações. A criação deste cadastro será um marco na luta pelo respeito à diversidade religiosa — destaca o presidente do IRPH, Washington Fajardo.



No último dia 8 de novembro, a umbanda entrou para a lista de patrimônios imateriais do Rio de Janeiro. Após estudos, o reconhecimento foi realizado pela necessidade de políticas públicas de respeito à diversidade religiosa, além de lembrar a importância de reflexões sobre as religiões de matriz africanas. Tão celebradas no Circuito Histórico e Arqueológico da Celebração da Herança Africana, as religiões de origem africana também são valorizadas no Cais do Valongo, redescoberto e aberto à exposição pública em 2012 na Região Portuária.



A listagem dos bens imateriais da cidade conta com a Bossa Nova, as escolas de samba, os blocos carnavalescos Cordão da Bola Preta e Cacique de Ramos, a obra literária de Machado de Assis, o Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, os vendedores de mate e biscoitos de polvilho das praias cariocas, as festas de Iemanjá, diversos bares tradicionais da cidade, a tradicional procissão de São Sebastião, a Bênção dos Barbadinhos, as marchinhas do carnaval, o frescobol, entre outros.



Bens imateriais – Com a inclusão da umbanda, a cidade conta com 54 bens imateriais chancelados pelo município. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), são considerados patrimônio imaterial práticas, representações, expressões, conhecimentos e técnicas que as comunidades, grupos e indivíduos reconhecem como parte integrante de seu patrimônio cultural. 




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