Territórios Sociais: nova fase do programa atenderá 450 mil pessoas em situação de extrema pobreza

22/07/2019 14:23:00


Jussara da Fonseca, moradora de Sepetiba, ao lado dos netos: 1ª fase do programa Territórios Sociais mudou a vida da família. Foto: Marcos de Paula / Prefeitura do Rio

 

A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciou na última semana a segunda etapa do Programa Territórios Sociais, que atenderá 450 mil pessoas nos maiores complexos de favela da cidade. A primeira fase do programa, lançada em 2018, beneficiou 2.324 famílias e conquistou melhorias como a redução de 8,5% para 3% do índice de mortalidade infantil e a queda de 38% para 15% do número de crianças fora da escola.

 

Coordenado por um comitê gestor com representantes da Secretaria da Casa Civil, do Instituto Pereira Passos (IPP) e das secretarias de Saúde; de Assistência Social e Direitos Humanos; de Educação; de Infraestrutura e Habitação; de Cultura; e de Desenvolvimento, Emprego e Inovação, o programa propõe um olhar integrado de ação pública. Ao tratar de questões como segurança alimentar, evasão escolar, falta de documentação, vacinação e monitoramento da saúde, se reduz a vulnerabilidade das famílias até então "invisíveis" para grande parte da sociedade.

 

O Programa Territórios Sociais possui três etapas: busca das famílias, aplicação de uma política pública integrada e monitoramento de resultados por até dois anos. Neste estágio da segunda fase que começa agora, técnicos da Prefeitura avaliam as necessidades das famílias em vulnerabilidade e identificam de que maneira podem ajudar, lançando mão de ferramentas já disponíveis. Uma das iniciativas mais eficazes na primeira fase foi a distribuição de 1.758 filtros de água, que ajudaram a reduzir o surgimento de doenças.

 

A segunda fase de Territórios Sociais trabalhará com um universo de 150 mil domicílios localizados nos grandes complexos com os menores Índices de Progresso Social (IPS): Alemão, Maré, Chapadão, Pedreira, Vila Kennedy, Lins, Penha, Cidade de Deus, Jacarezinho e Rocinha. A estimativa é que cerca de 20 a 25% destas famílias se enquadrem nos critérios. A ONU Habitat contribuirá com sua expertise em metodologias e intercâmbios de ferramentas e experiências internacionais.

 

– A sociedade parece que conhece mais a gente agora. Porque antes, estávamos esquecidos pelo mundo – afirma Jussara da Fonseca, uma das beneficiadas pela primeira etapa.

 

Moradora de Sepetiba (Zona Oeste), Jussara, de 42 anos, comemora as melhorias conquistadas através do programa. Hoje, seus 15 netos estão matriculados na rede pública municipal de ensino, dispõem de uma carteira de vacinação em dia, voltaram a receber o benefício da Bolsa Família e têm o que comer.

 

– As crianças viviam doentes porque tomavam essa água suja que saía da bica. Hoje temos água fresquinha, por causa do filtro, e comida na mesa – comemora.

 

Elizangela Bastos de Almeida, moradora de Costa Barros, também foi beneficiada pelo programa, junto com os cinco filhos.

 

– Se não fosse o Territórios Sociais, nada teria mudado. Se não fosse o programa, meus filhos estariam sem comida e sem escola – disse.




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