IPP apresenta Plano de Ação Climática da cidade em evento internacional

06/06/2019 10:35:00


O gerente de Estudos Ambientais e Mudanças Climáticas do Instituto Pereira Passos (IPP), Felipe Mandarino, participa nesta quinta-feira (6) do workshop "NDCs: O que significam para as grandes cidades da América Latina?", realizado no Rio de Janeiro com diversos convidados internacionais. O evento é organizado pela fundação alemã, Konrad Adenauer (KAS), por meio de seu Programa Regional Segurança Energética e Mudanças Climáticas na América Latina (EKLA) e o Instituto Internacional para Sustentabilidade (IIS).

 

Mandarino foi convidado a falar sobre a adaptação da cidade do Rio de Janeiro às mudanças climáticas. Em sua palestra abordará o Plano de Ação Climática, focado em elencar as ações prioritárias do governo municipal para possibilitar as adaptações necessárias. Além disso, falará sobre o que já vem sendo colocado em prática no município, baseado em projetos e pesquisas do IPP e de outros órgãos municipais, além de trabalhos realizados em colaboração com universidades, como a COPPE/UFRJ.

 

Uma das iniciativas trata-se do acordo de cooperação técnica entre a Prefeitura do Rio de Janeiro e a NASA, que possibilitou o desenvolvimento de um modelo matemático inédito no mundo: o LHASA Rio. Acrescido de dados em escala local, ele já está em fase de teste para a previsão de deslizamentos de terra no curto prazo. Outro estudo, fruto dessa parceria com a agência espacial americana, é sobre as Ilhas de Calor Urbanas na metrópole. O objetivo do estudo é medir as temperaturas de superfície de diferentes áreas da cidade, através do uso de imagens do satélite Landsat-8, desenvolvido pela NASA. Os resultados dessa parceria aperfeiçoarão a capacidade do Rio de Janeiro de monitoramento e gestão dos impactos de eventos climáticos extremos.

 

O objetivo deste workshop, que vai até sexta-feira (7), é apoiar países e cidades da América Latina para avaliar sua vulnerabilidade às mudanças climáticas, preparar e fortalecer seus respectivos planos de adaptação, alinhando as NDCs dos países (compromissos definidos na esfera nacional para atender o Acordo de Paris) com os objetivos definidos pelas cidades.

 

O Acordo de Paris e as NDCs do Brasil

 

O Acordo de Paris é um tratado mundial que tem como objetivo a redução do aquecimento global e de seus impactos. Negociado durante a COP21, em Paris, este acordo foi aprovado em 12 de dezembro de 2015, entrando em vigor oficialmente no dia 4 de novembro de 2016. Pelo acordo, cada governo apresentou sua proposta de redução de emissões dos gases de efeito estufa, a partir do cenário social e econômico local. No caso do Brasil, o processo de ratificação do Acordo de Paris foi concluído em 12 de setembro após a aprovação pelo Congresso Nacional.

 

Depois de entregue às Nações Unidas, as metas brasileiras tornaram-se compromissos oficiais. As NDCs do Brasil comprometeram o país a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 37% abaixo dos níveis de 2005, em 2025, e, em seguida, reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 43% abaixo dos níveis de 2005, em 2030. 




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