Projeto que dá samba: IPP lança Mapa Participativo dos Expositores

28/08/2017 18:21:00


 

 

 

Objetivo é traçar perfil dos profissionais que atuam nas rodas de samba

 

Patrimônio Cultural do Rio, o samba tem rendido bons frutos ao Instituto Pereira Passos. Em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura e a Rede Carioca de Rodas de Samba, o IPP lança o Mapa Participativo dos Expositores. O objetivo é traçar o perfil dos profissionais associados às rodas de samba, entre eles os expositores e os fornecedores de serviços.

 

"Todos esses profissionais atuam no samba há bastante tempo, mas, de certa forma, são invisíveis. Por não fazerem parte do mercado formal, eles não aparecem nas estatísticas oficiais.No entanto, essas atividades geram trabalho e renda e movimentam a economia da cidade", explica o geógrafo do IPP João Grand Junior que, além de ser um dos responsáveis pelo trabalho, é estudioso do assunto: sua pesquisa de doutorado discute o papel das rodas de samba como instrumento de desenvolvimento local no Rio.

 

A primeira etapa do Mapa dos Expositores realiza um levantamento para saber quem são e onde estão esses profissionais.  A ideia é, em seguida, aprofundar a pesquisa e traçar um perfil dos expositores. "O mapeamento é o primeiro passo dentro dessa metodologia de pesquisa que busca identificar e entender o cenário da economia do samba na cidade", diz o pesquisador.

 

Além de potencializar as articulações entre os profissionais e os produtores das rodas de samba, o mapeamento é uma ferramenta importante que contribui para se pensar a cadeia produtiva das rodas de samba na cidade do Rio.

 

Plataforma digital criada pelo IPP  reforça economia em torno do samba

 

A história do Mapa Participativo dos Expositores começa em 2015, quando o IPP realizou um estudo que identificou a existência de quase 150 rodas de samba em atividade. Para entender o funcionamento dessas rodas e a sua localização exata, foi feito um mapeamento das rodas de samba da cidade em parceria com a secretaria de Cultura e a Rede Carioca de Rodas de Samba.

 

Em 2016, esse mapeamento físico deu origem a uma plataforma digital, participativa e aberta. A ferramenta, até hoje no ar, fornece informações para quem quer saber mais sobre as rodas de samba, e permite, também, que qualquer pessoa possa cadastrar sua roda.

 

Em julho deste ano, a plataforma foi reformulada. Além das melhorias tecnológicas, também houve mudanças no processo participativo. "Antes, a maioria das rodas cadastradas eram fruto de um levantamento interno do IPP junto com a Rede. Nesse segundo momento, nós entendemos que as rodas de samba precisam se expressar do jeito que elas são. Deixar que elas alimentem essa base de dados é uma forma de dar voz para se posicionarem nesse cenário do samba na cidade", destaca João Grand.

 

Atualmente, 30 rodas estão cadastradas no site, mas o objetivo é que essa participação com a maior visibilidade da plataforma. Somente nos últimos 30 dias, ela obteve mais de 2.500 acessos.

 

"As rodas de samba são um dos principais ativos da cidade: a economia gerada na cadeia produtiva gira em torno de R$ 1 milhão. É fundamental compreender as interações entre as rodas de samba e a economia cultural-criativa a fim de se pensar o papel delas para o desenvolvimento local na cidade", conclui o pesquisador.




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