IPP e Ministério Público do Trabalho incentivam projeto social no Salgueiro

30/01/2015 15:02:00  » Autor: Márcia Miranda / Imagem: Natan Pereira


Iniciativa foi viabilizada por parceria entre o poder público e a ONG Moda Fusion
 
A tarde do dia 22 de janeiro foi de glamour e brilhos na sede da Escola de Samba Salgueiro. O show foi das 20 costureiras participantes do projeto "Samba, Moda e Sustentabilidade", que exibiram, orgulhosas, as criações que aprenderam a fazer durante quatro meses de aulas do projeto no barracão da escola.
 
A iniciativa foi fruto de uma parceria entre o Instituto Pereira Passos (IPP), o Ministério Público do Trabalho, a ONG Moda Fusion e o Grêmio Recreativo e Escola de Samba (GRES) Acadêmicos do Salgueiro. Assinado em abril de 2014, o convênio viabilizou a liberação de mais de R$ 180 mil para a profissionalização de 20 moradoras das comunidades do Salgueiro e arredores.
 
A proposta de trabalho desenvolvida e aplicada no Projeto Samba, Moda e Sustentabilidade — por meio do Programa Pense Favela, cuja metodologia foi desenvolvida pelo IPP — faz parte do conceito do Pacto do Rio, que tem como meta mobilizar diferentes seguimentos da sociedade com a finalidade de promover a monitorar o desenvolvimento sustentável da cidade.
 
As aulas aconteceram de agosto a novembro de 2014, com noções de estamparia em tecido, mistura de cores, desenho, corte de moldes, costura e adereçamento. Durante a celebração, que reuniu todas as alunas para um desfile da coleção preparada por elas, as peças e material de estudo, como cadernos de trabalho, ficaram expostos.
 
"O Projeto Samba, Moda e Sustentabilidade é um exemplo ímpar do trabalho desenvolvido pelo Instituto Pereira Passos, a fim de promover a integração de diferentes atores e instituições para o desenvolvimento socioeconômico das comunidades do Rio de Janeiro", explica Daniela Tavares, diretora da Diretoria de Desenvolvimento Econômico Estratégico do IPP, área responsável pela articulação entre as instituições que participaram do projeto.
 
Os recursos que o MPT/RJ destinou ao projeto são resultados de execuções judiciais e extrajudiciais, que iriam para o Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) se não tivessem sido destinados a organizações sem fins lucrativos. O objetivo conquistado com as aulas emocionou o promotor do Ministério Público João Carlos Teixeira, que fez questão de assistir ao desfile.
 
"Vendo este resultado nos estimulamos cada vez mais a manter iniciativas semelhantes", disse, destacando que o projeto casa-se perfeitamente com as expectativas do MPT, de qualificação, aumento de autoestima dos trabalhadores, educação pelo trabalho e criação de alternativas para renda.
 
A Acadêmicos do Salgueiro foi responsável por oferecer material de consumo e permanente para costura, arcar com despesas administrativas, questões de contabilidade e comunicação. Patrícia acompanhou o trabalho de perto:
 
"Ensinamos a elas a execução de pequenas peças de artesanato com retalhos, cola quente e costura com linha grossa, para que pudessem se tornar empreendedoras. No ano passado a escola promoveu três eventos para que elas vendessem e apresentassem as peças", contou a gestora de projetos da agremiação carnavalesca, Patrícia Nascimento.
 
Márcia Pires, de 46 anos, participou das aulas e comemorou a conquista: "Esse projeto é importante, porque mostra o quanto somos capazes de coisas que a gente nem sabia que poderia fazer".



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