Complexo Cultural do IPP sedia lançamento do livro “Diálogos Suburbanos”

13/12/2019 17:32:00


Na tarde de ontem (12/12), o Instituto Pereira Passos (IPP) promoveu uma roda de conversa e sessão de autógrafos do livro “Diálogos Suburbanos: identidades e lugares na construção da cidade". Organizada por Joaquim Justino dos Santos, Rafael Mattoso e Teresa Guilhon, a obra reúne pesquisas sobre a memória urbana dos subúrbios cariocas, por meio de temas como os usos da moradia, os espaços de sociabilidade e a resistência cultural.

 

Na abertura do evento, o coordenador técnico de Informações da Cidade do IPP, Carlos Krykhtyne, deu as boas-vindas aos participantes e falou sobre a importância do Complexo Cultural do Instituto para a realização do encontro. “O objetivo do nosso Complexo Cultural é fortalecer discussões sobre temas relevantes para a cidade, que é justamente o que está sendo proposto aqui por meio do debate sobre a valorização da identidade dos subúrbios cariocas”, ressaltou o coordenador.

 

O encontro contou, ainda, com a participação dos arquitetos Antonio Pedral, Nilce Aravecchia-Botas e Rodrigo Bertamé, que assinam capítulos do livro; de dois dos organizadores, Teresa Guilhon e Rafael Mattoso; do vice-presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio de Janeiro, Lucas Franco; e do coordenador do Núcleo de Memória Urbana do IPP, Paulo Reis.

 

Dando início ao debate sobre a obra, Antonio Pedral, conselheiro do IAB-RJ, apresentou o conceito de cidade híbrida e sua relação com os subúrbios contemporâneos. “Dentro da cidade, o conceito de hibridismo se dá quando dois tempos convivem simultaneamente: o da América Colonial e o do mundo informatizado de hoje. Um exemplo é a Praça Agripino Grieco, no Méier, um espaço urbano que foi apropriado pelos coletivos suburbanos, como o projeto Leão Etíope do Méier, que faz uma reinterpretação híbrida de uma manifestação cultural”.

 

A professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Nilce Aravecchia-Botas, apontou o caso do Conjunto Residencial da Penha como elemento fundamental na ressignificação do termo subúrbio. “Hoje, ele não é mais só resultado desse momento em que ele foi construído, ele é um híbrido, como disse o Pedral. Ou seja, é fruto de outras temporalidades”.

 

Rodrigo Bertamé, presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Estado do Rio de Janeiro, destacou as potências produtivas dos subúrbios cariocas. “O viaduto Negrão de Lima, em Madureira, por exemplo, mesmo com a construção do BRTranscarioca, teve seu espaço apropriado e ressignificado e, hoje, é reconhecido por sua potência cultural”, contou Bertamé.

 

No final do debate, as pessoas seguiram para a Livraria do IPP, localizada no andar térreo do Instituto, onde os autores autografaram a obra.




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