Porto Maravilha é tema de debate no IPP-Rio

Especialistas discutem o desafio de revitalizar a região


20/09/2011 18:18:00


O auditório do Instituto Pereira Passos ficou lotado na última quinta-feira. Cerca de 80 pessoas assistiram ao debate sobre o Porto Maravilha, que apresentou um panorama do projeto, discutiu empreendimentos em andamento e o desafio de revitalizar e dar novo sentido à região portuária do Rio.
 
Alberto Gomes Silva, assessor especial da Companhia de Desenvolvimento Urbano da Região do Porto do Rio de Janeiro (CDURP), deu alguns exemplos do que vai mudar: o elevado da Perimetral começará a ser demolido em 2013, os galpões da Gamboa serão restaurados, dois novos museus serão construídos – o do Amanhã e o de Arte do Rio – e dois novos modelos de transporte – o BRT (Bus Rapid Transit) e o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) – vão atender a área. “Todas essas novidades têm o intuito de aumentar a atratividade do Centro”, explicou.
 
A professora de urbanismo Fernanda Furtado, da UFF, alertou para o fato de que poucas pessoas conhecem a fundo o projeto. De acordo com ela, os responsáveis deveriam visitar às universidades. "A população tem que saber o que vai acontecer. Nós, cariocas, queremos o que for bom para o Rio. Parece que há uma falta de transparência proposital”, apontou.
 
Fernanda citou as reformas de Pereira Passos, que expulsou a população de baixa renda do centro da cidade, dizendo esperar que o Porto Maravilha não cometa o mesmo erro do passado. Silva rebateu que a ideia do projeto atual é fazer exatamente o oposto. Segundo o assessor, um conjunto habitacional será construído nos terrenos desapropriados perto da Cidade do Samba. Além disso, após as Olimpíadas de 2016, 5 mil apartamentos da Vila Olímpica serão destinados aos cariocas. Um braço do projeto que visa levar desenvolvimento social aos moradores da região também vai colaborar para o aumento da renda para que eles não precisem deixar a região. “É nosso interessante manter populações de diferentes rendas. É uma coisa do Rio e pretendemos estimular isso”, prometeu.
 
De acordo com Augusto Ivan, assessor especial da Empresa Olímpica Municipal, o atual abandono da zona portuária se deve à perda histórica de centralidade política e econômica sofrida pela cidade desde os anos 1920, e agravada com a mudança da capital do país, com a valorização dos novos bairros da orla e do surgimento de outros na Zona Norte. Para ele, o Porto Maravilha é o primeiro projeto de revitalização do local que pensa no desenvolvimento do bairro. “Falta pouco para que nós possamos ter um Centro bem cuidado”, garantiu. 
 
O tema do próximo debate do ciclo é a evolução do mercado de trabalho na cidade. 

 


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