Diário Oficial do Município do Rio de Janeiro

 

Projeto em escola municipal da Pavuna trabalha o emponderamento da mulher na sociedade

08/03/2017 15:40:00  » Autor: Mariana Magro / Fotos: Ricardo Cassiano


Diariamente as adolescentes se questionam: o que é ser mulher, o que é ser mulher na favela, como a sociedade vê as mulheres negras e gravidez na adolescência. E foi com a ajuda da professora de artes Pamela Souza que as alunas da Escola Municipal Levy Miranda, na Pavuna, despertaram para além da questão da estética. A partir do projeto Solta Esse Black, iniciaram, então, debates sobre empoderamento da mulher na sociedade.

 

 

- A maioria das meninas não tem apoio em casa e passam a não se gostar, por isso é muito importante promover essas discussões – contou a aluna Lidiane Ribeiro, de 16 anos, que já está no ensino médio.

 

 

O projeto extracurricular, que acontece fora do horário normal de aula, é realizado com alunos do Ginásio (6º ao 9º ano). A atividade aborda três segmentos: autoestima, aceitação e motivação. O Solta Esse Black promove oficinas de turbante, roda de conversa e troca de livros sobre feminismo e racismo.

 

 

Grande entusiasta do projeto, a professora Pamela disse ser muito difícil abordar temas como machismo e racismo dentro e fora das salas de aula:

 

 

- Quando iniciava a abordagem os meninos começavam a debochar e fazer piadas, mas depois do projeto muita coisa mudou e eles respeitam as mulheres – contou orgulhosa a professora, que não imaginava que um trabalho para o dia da Consciência Negra poderia virar esse lindo projeto.

 

 

E não para por ai. A consequência desse projeto que ganhou toda a escola Levy Miranda é enorme. Além de ampliar o número de estudantes que assumiram o cabelo crespo original, o projeto contribuiu para a criação do grupo Afro Girl que também aborda as questões de racismo, machismo e a cultura na forma da dança afro dentro e fora da escola.

 

 

- As meninas do Solta Esse Black nos inspiram e apoiam. Temos um trabalho fora da escola com a nossa professora de dança Afro e estimulamos outras meninas – comentou Natália Cristina, de 14 anos. 


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