Fundação Parques e Jardins - FPJ
Campo de Santana

28/06/2013 16:38:00


Campo de Santana

Cenário das principais festas oficiais e populares do Império, palco da aclamação de D. Pedro I e da proclamação da República, o Campo de Santana foi considerado, desde os primórdios, um local de importância histórica. Maior área verde do centro da cidade, já em meados do Século XIX s clamar por seu ajardinamento, com a finalidade de "dar um pulmão à capital do Império". Muita coisa mudou, mas esta função permaneceu, atualmente reforçada pela necessidade de amenização da paisagem local e de refúgio para a vizinhança e para aqueles que estão envolvidos nas atividades de comércio e serviços da área central.

A exuberância de sua vegetação, cuja variedade de tons de verde compõe um conjunto de grande harmonia, é um atrativo para a avifauna.  A disponibilidade de alimentos tem atraído um contingente faunístico cada vez maior, aumentando a biodiversidade e a beleza do parque.

 

 

Breve histórico

No Século XVII, a área fazia parte do que se denominava Campo da Cidade – vasta área além da Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana, lugar onde se soltava a reunia o gado para o corte no Matadouro. A região era um vasto areal entremeado por charcos, coberto por vegetação típica de restinga, atravessada por uma vereda que se dirigia aos engenhos dos jesuítas, o Caminho de Capueruçu. A área passou a ser chamada de Campo de São Domingos, quando essa Irmandade obteve autorização para construir a sua modesta igreja.

No início do Século XVIII, surgiram as primeiras chácaras no Campo de São Domingos. Pouco tempo depois, foi erguida a Igreja de N. Sra. de Santana e o Campo passou a ser chamado Campo de Santana. Era tão deserto, que em meados do Século XVIII, o local foi escolhido para o despejo de detritos que eram recolhidos na cidade, uso que foi logo abolido em função da rápida expansão da cidade.

Em 1816, após a chegada de Dom João VI ao Rio, o Campo de Santana recebeu melhoramentos. O vasto campo, aterrado e saneado, havia se tornado uma área ideal para exercícios e manobras militares e grandes festas públicas. A partir de 1822, a área passou a se chamar Campo da Aclamação, em virtude de D. Pedro I lá ter sido aclamado Imperador do Brasil. Recebeu ainda os nomes de Campo de Honra, Campo da Redenção e Campo da Liberdade, voltando a ser nomeado Campo da Aclamação por Dom Pedro II, em 1840. A denominação foi alterada para Praça da República, no início do período republicano, tornando-se definitivamente Campo de Santana em 1965.

Até meados do Século XIX, foram feitas várias tentativas de arborização da grande praça, mas nenhuma com sucesso. Finalmente, o projeto do Campo foi entregue ao paisagista e botânico francês Auguste François Marie Glaziou. A construção, sob a liderança do empresário Francisco José Fialho, se iniciou em 1873 e foi inaugurada em 1880, com a presença de Dom Pedro II. Pelo jardim, de traçado inglês, se distribuíram mais de 60 mil plantas, das quais muitas perduram até hoje. O parque foi dotado de pequenas colinas gramadas e cercado de árvores de copas densas. Foram introduzidos elementos ornamentais como fontes, cascatas, riachos, lagos sinuosos, pedras e pontes rústicas, todos artificiais, executados em concreto e argamassa.

Para a abertura da Av. Presidente Vargas, em 1944, foram cortadas cerca de 60 árvores, sendo a área reduzida em cerca de 1800m2.

Em 1968, o Campo de Santana foi tombado pelo então Estado da Guanabara, em reconhecimento de seu valor histórico e artístico. Em agosto do ano passado o IPHAN também promoveu o tombamento do Parque.

 

Flora e Fauna

Os jardins são compostos por Marantáceas e Aráceas cultivadas, onde podem ser apreciados a cotia que hoje tornou-se típica do local.

As árvores se destacam pela sua imponência, muitas delas com mais de um século de existências, como as figueiras. Boa parte destas espécies é exótica, destacando-se a figueira-religiosa, com seus imensos troncos e raízes entrelaçadas,  a figueira-miúda, os jequitibás, a jaqueira, a figueira-bronzina e a figueira-elástica. Junto aos lagos encontra-se a areca-bambu. Existem também espécies nacionais como o tão disseminado oitizeiro, o abricó-de-macaco e o xixá. Sob estas árvores, especialmente as mais antigas, desenvolve-se o cacto-rabo-de-rato.

As aves são uma atração especial no parque, sejam a típica rolinha, o pardal. Destacam-se ainda o beija-flor-tesourão e a cabbacica, que são atraídos pelas diversas floradas, além de outras espécies visitantes. Anualmente surge, geralmente solitário, o falcão-peregrino migrando do hemisfério norte.

Nos lagos e gramados pode-se observar os irerês, o pato-do-mato, domesticado e introduzido pelo homem, e o pavão asiático. Nos lagos foram introduzidos a colorida carpa híbrida e o larvófago barrigudinho.

Entre os insetos, verifica-se a borboleta Maria-boba e a borboleta gema.

Criação: 1880

Tutela: Fundação Parques e Jardins – FPJ

Ecossistema: antropomorfizado

Área: 15,52 há

Localização: Praça da República s/n na área central da cidade, em frente à Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil

Visitação: diariamente, das 9h às 17h. O acesso é gratuito.

Telefone: 2224-8088 (Fundação Parques e Jardins)


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