Companhia Municipal de Limpeza Urbana – COMLURB
O destino final dos resíduos removidos no Rio de Janeiro

Da coleta aos CTR's, o caminho dos detritos gerados no Rio


27/12/2011 14:18:00


 

Destino Final  dos resíduos coletados no Rio de Janeiro 

 

Destino

Do Município do Rio

Aterro de Gramacho

(Lixo domiciliar , público e

outros)

1.725 t / dia

CTR Gericinó

(Lixo doméstico e

de varredura)

2.929 t / dia

CTR Seropédica

Lixo domiciliar, público e outros)

4.771 t/ dia

T O T A I S

9425 t / dia

 

Ref.: Dez/2011 (média 30 dias/mês)

 

 

Estações de Transferência-

 

São locais de onde o lixo é transferido para carretas de grande porte.

 

 

Caju – triagem de materiais recicláveis por associação de catadores, compostagem (fração predominantemente orgânica para produção de composto orgânico) e estação de transferência

· Irajá – triagem de materiais recicláveis por associação de catadores e estação de transferência

· Jacarepaguá – estação de transferência

· Fazenda Botafogo – estação de transferência

 

Há outras estações de transferência (4) do projeto CTR Rio (Seropédica), em fase de projeto e construção.

 

 

Composto orgânico

 

Está prevista a produção 15.000 m³/ano do composto orgânico Fertilurb, produzido pela Comlurb na Usina do Caju, em 2011 e 2012, para utilização nas ações de reflorestamento na cidade, dentro do Programa de Reflorestamento e Preservação de Encostas do Município.

A iniciativa ambientalmente correta da Prefeitura, numa parceria entre a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, a Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos e a Comlurb, contribuirá para economizar recursos com transporte, aumentar a vida útil dos aterros e evitar emissões de gases de efeito estufa responsáveis pelo aquecimento global.

 

 

 

Usina de Biogás

 

Usina de Biogás 

A Comlurb inaugurou no Aterro de Gramacho, em 5/5/2010, a Usina de Biogás, o maior projeto de redução de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Com essa decisão, a Companhia dá um passo histórico em direção ao esforço internacional para combater uma ameaça ao Planeta Terra – o aquecimento global. No ato solene da inauguração, foi acionado o início da queima, em alta temperatura, das três tochas da usina, que são alimentadas por uma rede de gasodutos . Esses gasodutos transportarão o biogás  de 230 poços de captação localizados em toda a superfície do aterro. Isso evitará que, nos próximos 15 anos, cerca de 75 milhões de metros cúbicos de metano por ano sejam liberados para a atmosfera, contribuindo para minimizar o aquecimento global do planeta.

 Durante o processo de decomposição da matéria orgânica ocorre a formação do biogás, constituído por cerca de 50% de metano (CH4), 45% de CO2 e frações de outros gases, que possui um potencial poluidor 21 vezes maior do que o dióxido carbono (CO2). Quando o biogás é queimado em uma tocha ou em um motor a explosão, o metano é transformado em dióxido de carbono (CO2) e vapor d'água (H2O), podendo ainda gerar energia.

 

Vantagens ambientais, econômicas e sociais

 

O sistema de exploração do biogás insere-se no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo – MDL – previsto no Protocolo de Quioto, que permite a venda dos créditos de carbono decorrentes das reduções de emissões de gases de efeito estufa para a atmosfera. O projeto traz ainda uma inédita visão social, através da criação de fundos para a recuperação urbanística do bairro de Jardim Gramacho e a capacitação dos catadores para que se adequem a novas técnicas de reciclagem de resíduos após o encerramento do Aterro.

 

Manguezal nos arredores de GramachoCom redução estimada das emissões em cerca de 6.000.000 tCOe para os primeiros 7 anos, o projeto vai assegurar a manutenção do aterro por mais 15 anos após o seu encerramento, dando especial atenção ao seu monitoramento ambiental e geotécnico. Segundo o contrato de concessão firmado com o Consórcio Novo Gramacho, 36% dos ganhos com a venda dos créditos de carbono serão revertidos, em partes iguais, à Comlurb e à Prefeitura de Duque de Caxias, que administrará sua parcela através de um fundo para recuperação do bairro de Jardim Gramacho.

 

 

 

 Assista em vídeo como se produz o Biogás

 

 

Faça download da apresentação em Powerpoint (arquivo em formato .zip)

 

 

 

 Estação de Tratamento de Chorume

 

 
A Comlurb construiu, também no Aterro de Gramacho, as novas instalações da Estação de Tratamento de Efluentes Líquidos.Essa nova Estação terá capacidade de tratar, diariamente, 1920m3 de chorume/dia, tornando-se uma das maiores unidades de tratamento desse tipo de efluente do mundo.
A iniciativa faz parte do processo de recuperação e manutençãodo aterro de Gramacho, iniciado em 1996.
O chorume é um líquido escuro e com alto teor de matéria orgânica, formado pela passagem da água da chuva no lixo depositado nos aterros. Sua carga de matéria orgânica é alta, e, desta forma, como o esgoto sanitário, precisa de tratamento adequado antes de ser lançado em algum corpo hídrico, como rios, lagoas, baías etc.
O sistema de tratamento construído em Gramacho é composto de quatro etapas: tratamento preliminar do chorume bruto com equalização em lagoa, tratamento físico-químico, seguido de tratamento biológico aeróbio por lodos ativados. A última fase deste sistema consiste na passagem do líquido pelo processo de nanofiltração, onde são removidas partículas na faixa de um nanômetro (milésima parte de um milímetro).
A nova estação de tratamento de chorume contribuirá não só para o aumento da qualidade ambiental de Gramacho e da população em seu entorno, como também para  melhorar suas condições geotécnicas e operacionais, em função da redução da quantidade de líquido dentro do maciço de lixo.
 

 

CTR de Seropédica

 

 A nova Central de Tratamento de Resíduos (CTR), em Seropédica, que vai gradativamente receber os resíduos que iam para o Aterro de Gramacho, está em funcionamento desde 20 de abril de 2011. A Central reúne tecnologia de ponta, inédita na América Latina, para garantir o destino adequado dos resíduos, sem riscos para o meio ambiente. Com a CTR, a Prefeitura vai encerrando as atividades no Aterro Controlado de Gramacho, em Duque de Caxias, que deve ser completamente desativado em 2012.

 Atualmente, são vazadas cerca de 4 mil toneladas diárias de resíduos. Na atual logística, o local tem abrigado os detritos vindos da Estação de Transferência do Caju e de Jacarepaguá.

 

A Central de Tratamento de Resíduos em Seropédica é uma concessão da Companhia de Limpeza Urbana (Comlurb) à Ciclus e, além dos resíduos do Rio, receberá os detritos dos municípios de Itaguaí e Seropédica. A empresa foi responsável por projetar o empreendimento, realizar as obras e vai operar a CTR.

 

 

Tecnologias utilizadas

 

Entre as principais tecnologias empregadas pela CTR Ciclus estão a tripla camada de impermeabilização do solo feita com mantas reforçadas de polietileno de alta densidade (PEAD) e sensores ligados a um software que indica qualquer anormalidade no solo. Além disso, no local, o chorume, líquido resultante da decomposição dos resíduos, vai virar água de reuso, e o biogás será transformado em energia e convertido em créditos de carbono.

A redução de emissões de gases do efeito estufa propiciada pela implementação da CTR vai contribuir para que a Prefeitura do Rio de Janeiro cumpra a sua meta de redução de Gases de Efeito Estufa, assinada pelo prefeito Eduardo Paes em 2009, na apresentação do Plano Rio Sustentável, pouco antes da Conferência das Nações Unidas (COP 15), em Copenhague. O objetivo é reduzir as emissões em 8% até 2012, 16% até 2016 e 20% até 2020. Os lixões existentes na Região Metropolitana do Rio são responsáveis, ainda hoje, por uma das maiores parcelas de lançamento de gás estufa no Estado do Rio.

 

A impermeabilização do solo

 

A proteção do solo é garantida por um sistema de impermeabilização completo. Entre o solo e o resíduo, há várias camadas de proteção: um metro de argila, uma manta de PEAD de 1,5 milímetro, 30 centímetros de areia, tecido geotêxtil, 15 centímetros de argila, um sensor com cerca de 300 eletrodos, uma manta de PEAD de 2 milímetros e, por fim, mais 50 centímetros de argila. Depois de cada camada de resíduo depositada, o solo ainda recebe mais 30 centímetros de argila.

A primeira fase da impermeabilização é feita com a colocação de uma camada de areia e uma camada de argila compactada, que praticamente impedem a infiltração de líquidos. Acima, será colocada uma camada de manda de PEAD, material altamente resistente, com vida útil de 700 anos. Então, será aplicada mais uma camada de areia e uma de argila, sobre as quais serão colocados os eletrodos.

Em cada uma das células do aterro bioenergético da Ciclus, será implantada uma rede de sensores. A cada 20 metros haverá um eletrodo, somando cerca de 300 na primeira célula da CTR da Ciclus, que terá aproximadamente 140 mil metros quadrados. No caso de haver qualquer ruptura da manta, a corrente elétrica circula e o circuito entre os pólos se fecha, gerando uma informação que segue para as caixas de controle. Os dados são analisados por um software específico de computador, que gera gráficos e relatórios a partir dos resultados do monitoramento. Por causa de sua alta sensibilidade, os eletrodos são capazes de detectar qualquer perfuração.

A tecnologia, que é inédita na América Latina, foi trazida dos Estados Unidos e está sendo instalada por técnicos americanos.

 

Biogás

 

Composto por cerca de 50% de metano, o biogás é um dos principais poluentes gerados pela decomposição do lixo, colaborando com o efeito estufa. Na CTR, esse passivo será transformado em ativo econômico. O biogás pode ser levado a uma usina de geração de energia ou ser tratado e purificado para ganhar propriedades semelhantes às do gás natural, para comercialização.

Para a geração de energia, o gás captado no aterro é levado para seis rotogeradores com capacidade de absorver dois mil metros cúbicos do gás por hora. Como o biogás é altamente inflamável, ele é usado como combustível para os equipamentos, que gerarão energia. O aproveitamento bioenergético previsto para ser desenvolvido na CTR terá capacidade de gerar 30 MW de energia quando o empreendimento estiver em pleno funcionamento, o que corresponde à iluminação de uma cidade de 200 mil habitantes.

O biogás que não for aproveitado na geração de energia ou no processamento será transformado em CO2 através da incineração em flares. O processo está dentro das especificações previstas em lei. Como o metano é 21 vezes mais poluente do que o gás carbônico, o processo gera uma redução significativa de emissões de gases do efeito estufa.

 

Do chorume à água de reuso

 

O tratamento do chorume, um dos principais passivos da má gestão de resíduos, também ganha tecnologia inovadora com a implantação da CTR. O fim do problema, que é histórico no entorno da Baía de Guanabara, será dado através da Estação de Tratamento de Chorume (ETC), que transforma o líquido tóxico em água de reúso. Ao todo, quando estiver em pleno funcionamento, dois mil metros cúbicos do efluente serão tratados por dia.

Depois de tratado, o líquido clarificado se torna um produto: a água de reúso, que pode ser usada de diversas formas pela empresa ou até como água de serviço em processos industriais. Já o concentrado obtido nas etapas de filtração passa por um processo de oxidação avançada. Todo o lodo tratado, após a desidratação, retorna para o aterro como resíduo sólido.

 

 

 

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