Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual - CEDSRIO
CEDS-RIO promove cerimônia de formatura do programa social Trans+Respeito

01/11/2019 14:35:00


 
 A Prefeitura do Rio promoveu nesta quinta-feira, 31 de outubro, a formatura da turma de 2019 do programa social Trans+ Respeito. O projeto da Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual (CEDS RIO) que acontece com apoio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (SMASDH) busca desenvolver habilidades pessoais e, preparar pessoas transexuais para o mercado de trabalho. Neste ano, o programa contou com o apoio do Acessuas Trabalho – o Acessuas é incentivado pelo Ministério da Cidadania, através da Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, que busca promover a inserção de grupos socialmente vulneráveis, como negros, indígenas e LGBTs-. As aulas semanais foram realizadas na Universidade Estácio de Sá, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. 
 
 
 Os encontros das turmas do programa Trans+Respeito acontecem no decorrer do ano, em diferentes regiões da cidade, organizados pela prefeitura, com gestão da CEDS Rio. Nesta edição de Santa Cruz, 18 participantes trans se inscreveram para fazer parte das atividades. Para o Coordenador Especial da Diversidade Sexual, Nélio Georgini, o projeto social de apoio para travestis e transexuais, exerce um papel fundamental de inclusão, geração de oportunidades, e autoestima para um grupo social extremamente segregado. 
 
 
 A transexual, Rhannah Rangel de Oliveira, de 36 anos, desempregada há seis meses, conta que se sente mais confiante e preparada para competir por uma vaga de emprego depois de ter sido assistida pelo projeto.  "Com certeza minha vida mudou depois que participei do curso. Aprendi que devo sempre aprender. Estudar é vida. Sinto-me, hoje, extremamente preparada em todos os sentidos. Principalmente mentalmente, pois a mente comanda todo o corpo. Hoje tenho certeza de vou vencer", comemora a aluna.
 
 Ela destaca ainda que ser trans não influencia em suas escolhas profissionais e que não ter medo das dificuldades no mundo corporativo.  "Obstáculos existem, sim, mas vem pra todos. Aprendi a me posicionar diante deles". 
 
 O homem trans Daniel Farias de Viana, 28, também participou do programa social Trans+Respeito,  revela que está longe do mercado de trabalho há três anos. E que devido sua identidade de gênero, já foi agredido e sofreu transfobia no ambiente de trabalho. "Aprendi muito durante esse tempo do curso, melhorei meu vocabulário, aprendi a me portar em diferentes situações, sem falar na minha autoestima e principalmente na confiança que adquiri enquanto um profissional autônomo. Já consigo pensar na possibilidade de montar um negócio próprio. Procuro sempre dar o meu melhor em tudo o que faço. Obstáculos, enfrentamos diariamente, como preconceito das pessoas mal informadas. Já fui agredido por um cliente com uma garrafada no rosto durante um serviço de tatuagem quando ele viu meu top (para esconder os seios). Tive que parar o serviço e ir direto para o médico", conta. 
 
 



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