Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho

Forte de Nossa Senhora da Glória do Campinho A história do Forte da N. S. da Glória do Campinho está relacionada com a própria história do surgimento do Brasil como nação: foi construído em 1822, para defender o país recém-nascido de um possível ataque a partir das praias de Guaratiba.
Assegurada a soberania ele perdeu suas funções de combate, e a partir de 1831 passou a ser utilizado pelo exército diversos fins, quase sempre vanguardistas: primeira fábrica de munições do Brasil em 1851; provedor de soldados à segunda guerra mundial na década de 40; sede do primeiro grupo de reconhecimento mecanizado do país, em 1944; centro de elite bélica do Exército nas décadas de 60 e 70.
Desde 1972 até hoje, abriga o 15º Reg. de Cavalaria Mecanizada. O Forte sempre manteve uma ligação estreita com a comunidade de Madureira, promovendo atividades sociais, participando das ocasiões solenes e dando suporte em momentos difíceis.

 

Estação Ferroviária de Marechal Hermes

Quem aguarda o trem na plataforma da Estação de Marechal Hermes, muitas vezes não repara
na beleza arquitetônica do prédio que a abriga. Em cada detalhe, estão registrados episódios da História do Rio de Janeiro.
Construída em 1912, a estação foi influenciada pelo modelo das ferrovias inglesas. Feito de
tijolo maciço, o prédio é resultado de um período arquitetônico eclético. Sua estrutura é marcada pela presença de telhas francesas, quatro fachadas, amplas coberturas e detalhes em azulejos
de origem alemã e belga e arcos de ferro fundido franceses.
Inaugurada durante o Governo de Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente do Brasil, a estação não guarda somente lembranças de valor arquitetônico. Foi graças a ela que o bairro operário batizado com o nome do presidente se desenvolveu.
As obras de duplicação da estrada de ferro, no mesmo período, também possibilitaram a integração da região, considerada de difícil acesso, ao Centro do Rio. No rastro das reformas vieram as novas moradias, o comércio, a urbanização e o saneamento.
Desde a sua construção, a estação já passou por algumas reformas e sofreu modificações. A mais profunda foi a demolição de uma torre de aproximadamente seis metros de altura, que
exibia um relógio com quatro faces. Segundo o relatório do Instituto Estadual de Patrimônio Artístico e Cultural (Inepac), o relógio foi levado para Minas Gerais.
Apesar das diversas obras, no entanto, a estação até hoje conserva as características originais e, por isso, é considerada uma das mais bonitas do Rio de Janeiro.
Estação Ferroviária de Marechal Hermes

 

Mercadão de Madureira

Mercadão de Madureira
Com certeza, o Mercadão é atração mais conhecida e a que mais projeta o nome de Madureira para fora de suas fronteiras. Conhecido como o maior mercado popular do Rio de Janeiro, sua importância econômica não é maior que a afetiva, sendo ele motivo de orgulho e uma referência importante para toda a população de seu entorno. Foi inaugurado primeiramente em 1914, e com seu crescimento foi transferido para o local atual em 1916.
O Mercado possuía no início o perfil de um entreposto agro-pecuário e seu crescimento foi vertiginoso. Em 1929 já era realizada uma obra de ampliação, quando o mercado já se tornara o maior distribuidor de alimentos da zona suburbana. Em 1949 são construídos mais 26 boxes para distribuição direta de mercadorias dos produtores à população.
Em 59, Juscelino Kubistchek faz novos investimentos de ampliação e o antigo Mercado ganha o carinhoso apelido de “Mercadão”. Com a inauguração da CEASA em Irajá, as vendas caíram fortemente, mas isso só serviu para atestar a capacidade do “Mercadão” de se reinventar. Os produtos foram diversificados: artigos para festas, roupas e artigos religiosos, sempre vendidos a preços populares, mudaram o seu perfil e seu público, e ele continuou firme.
Em 2000 veio o trauma do incêndio que destruiu todas as suas instalações, e que causou uma verdadeira comoção pública. Ciente da enorme importância do Mercadão, a Prefeitura deu um suporte imediato aos comerciantes, o que possibilitou a reinauguração em instalações modernizadas já em 2001. Hoje o querido “Mercadão” continua mais forte do que nunca, sendo uma das mais autênticas instituições cariocas e oferecendo produtos a preços acessíveis a um grande contingente popular.

 

Escola Municipal Santos Dumont (Marechal Hermes)

Construída no início do século XX, e tombada em 1990, a escola faz parte do conjunto arquitetônico da Praça XV de Novembro em Marechal Hermes, competindo em pé de igualdade com outros importantes monumentos arquitetônicos da cidade. Seu destaque está em estilo Eclético, então em voga, acrescido pelo belo imponente portão de ferro com desenho em art nouveau.
O prédio foi originalmente um quartel de Polícia Militar do antigo Distrito Federal, passando a abrigar a Escola Nair da Fonseca em 1913, cujo nome foi uma homenagem à mulher do fundador do Bairro, o Marechal Hermes da Fonseca. Em 1946 o prédio da escola foi reformado e recebeu o nome atual. Àqueles que se encontram nas proximidades, vale uma parada oportuna para o deleite da alma.
Escola Municipal Santos Dumont





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