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REDE ACOLHEDORA
PROJETOS - FAMÍLIA ACOLHEDORA
CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Assistência Social desde 2000, o Família Acolhedora foi ampliado em 2006. O programa se destina a atender famílias que apresentem ocorrência de algum tipo de negligência ou violência tanto doméstica como sexual, praticados contra crianças/adolescentes de até 18 anos incompletos no município do Rio de Janeiro.

A família acolhedora é uma família que acolhe em sua casa, por um período de tempo determinado, uma criança ou adolescente que vem sofrendo algum tipo de violência em sua própria família. Isto não significa que a criança vai passar a ser "filho" da família acolhedora, mas que vai receber afeto e convivência desta outra família até que possa ser reintegrado à sua família de origem.

A necessidade da ampliação foi apontada na avaliação da Vara da Infância, da Juventude e do Idoso da cidade do Rio de Janeiro, parceira do programa. O objetivo da ampliação é promover a desinstitucionalização do maior número de crianças e adolescentes atendidos nos centros de acolhimento para que elas sejam encaminhadas à famílias acolhedoras. Os Centros de Acolhimento serão transformados Centros de Referência e Apoio às famílias, ficando as equipes técnicas responsáveis pela captação, seleção, acompanhamento, avaliação e desligamento previstos no Projeto Família Acolhedora.

Cada família que acolher uma criança/adolescente receberá uma bolsa auxílio mensal que varia de acordo com a faixa etária: crianças de 0 a 6 anos, será concedida bolsa-auxílio de R$350; de 7 a 14 anos, bolsa de R$450 e adolescentes de 15 a 18, uma bolsa de R$600.

Casais, mulheres e homens solteiros podem ser acolhedores. Para isso, eles precisam ter disponibilidade de tempo e afeto para cuidar da criança, idade entre 24 e 65 anos, boa saúde e zelar pela saúde da criança, garantir a freqüência em escola. Além disso, é preciso que o interessado não esteja respondendo a inquérito policial ou envolvido em processo judicial, não tenha problemas psiquiátricos, alcoolismo ou vício em drogas ilícitas e ter residência fixa no município do Rio.

Os acolhedores passam por capacitação de dois meses em aulas semanais e em qualquer fase do processo de seleção, acompanhamento e avaliação, a equipe técnica poderá indeferir a solicitação de inclusão, inabilitar ou desligar a família do programa.

Os que desejarem passar pela entrevista do serviço social da Prefeitura do Rio, devem ligar para o Tele-Família Acolhedora, no telefone 2293-6479 de segunda a sexta-feira, entre 9 e 18 horas.

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