PARQUE LAGE
(Parque Henrique Lage)
Vista aérea do Parque Lage

Categoria
Parque

Área
52,2 ha

Localização
Rua Jardim Botânico, nº 414

Data da Construção
1849. Parcialmente reformado nas décadas de 1920-30; 1930-40 e 2001-02

Autor do Projeto
John Tyndale, paisagista inglês.

Tutela
SMAC / IBAMA (Co-gestão)

Tombamento
Processo nº 537-T, inscrição nº 322, Livro História, fls. 53

Data do Tombamento14/06/1957. Reiterado o tombamento em 30/03/1976.

HISTÓRICO

A área total do Parque é de 93,5 mil m².
Seu primeiro proprietário, Rodrigo de Freitas Melo, vendeu-o a Antônio Martins Lage, em 1859, que o deixou por herança a seu filho, o armador Henrique Lage.
A área foi desapropriada pelo Decreto nº 77.293 de 11/03/1976.

DESCRIÇÃO

O Parque Lage constitui a última arbórea contínua, entre as faldas do Corcovado e a rua Jardim Botânico.

Projetado inicialmente pelo paisagista inglês John Tyndale em 1840 ao gosto dos jardins românticos, foi parcialmente reformulado, nas décadas de 1920-30 e 1930-40, principalmente o trecho à direita, quando seu proprietário, o industrial Henrique Lage, mandou edificar nova residência, em substituição à que fora de seu pai, Antônio Martins Lage.

Esta casa, que tem ao centro, pátio com piscina, possui pórtico saliente na fachada principal e é completamente revestida de cantaria.

Enquadra-se no período artístico denominado eclético.
Os jardins que a ladeiam são organizados de forma geométrica e apresentam áreas amplas desprovidas de arborização mais exuberante, certamente resultado das obras contemporâneas da edificação da casa.

No todo e, principalmente, na área central, para a esquerda, o Parque Lage se apresenta à feição de uma floresta natural, com um intrincado de árvores e arbustos de categorias e dimensões variadas, sem solução de continuidade em relação às faldas do Corcovado.

Ligando os dois portões de entrada e formando uma ampla curva, tendo ao centro a casa residencial, palmeiras imperiais dispõem-se em duas filas contínuas.

Entre os atrativos do parque, podemos destacar o aquário construído em argamassa imitando rochas e troncos de árvores, as pontes, bancos e quiosques próximos ao lago que são representações construídas da natureza e a gruta, também, artística.

Os caminhos de saibro levam o visitante a recantos com vasta vegetação e entremeado das construções citadas e há acesso de um mirante situado próxima a cerca de 0.50m de altura, onde há um lago conhecido como o lago dos patos.

Para aqueles que trazem crianças ao parque, este dispõe de equipamentos infantis, como, balanço e escorrega e aos que desejarem participar de caminhadas ecológicas, o parque tem uma trilha aberta que atinge o Corcovado.

Chafariz e bancos proporcionam ao visitante um agradável momento junto à natureza, no Parque Lage. Há também um estacionamento para cerca de 60 carros, além de banheiros (feminino e masculino).

O visitante também pode apreciar os lagos e o aquário existentes no parque, cujos jardins estão à disposição dos amantes do verde e de um lugar de rara beleza.

O Parque Lage foi recuperado e reinaugurado em 24/02/2002, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, através da Fundação Parques e Jardins, de onde foram retiradas toneladas de lixo acumuladas durante vários anos.

Foi reformado o chafariz e recuperados os caminhos e trilhas que encontravam-se completamente deteriorados.

Atendendo à solicitação constante dos moradores, construiu-se nova calçada externa e uma área para o estacionamento dos visitantes.

Escultura em homenagem
a Tom Jobim

Numa homenagem à Tom Jobim e ao seu filho João Francisco, foi instalada uma escultura em bronze de um pintor retratando em sua tela o momento em que Tom e seu filho plantaram uma palmeira no parque.
A gravura que aparece na prancheta do artista retrata uma foto do jornal O Globo, tirada em 23/09/1984.

Esta iniciativa em 1984, foi feita para chamar a atenção da necessidade de recuperar este patrimônio Histórico - Cultural e natural da Cidade do Rio de Janeiro.



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