Localização
Praça
da República, s/n em frente à
Estação da Estrada de Ferro Central do Brasil --Centro
Projeto
Auguste François Marie Glaziou e Francisco José Fialho
Área: 155.200 m² (15,52 ha)
Data da Construção
1873 a 1880
Tutela
FPJ/SMAC
Período Paisagístico / Linha
Projetual
Estilo romântico inglês / Lazer contemplativo
Visitação
Todos os dias de 09:00 às 17:00 horas
Atrativos
Maior área verde do Centro, oferece ampla área arborizada, com bancos
e banheiros (feminino e masculino), com esculturas históricas.
 |
|
Pavão
|
Campo de Santana
é muito procurado para passeios, descanso e contemplação, pois o
visitante pode desfrutar de toda sua beleza, mesmo em meio ao movimento
do centro da cidade.
|
|
|
Cascata do Campo de Santana
|
Jardim histórico
composto por gruta com cascata, lagos, pontes e árvores centenárias.
Obras de arte diversas como as esculturas das Estações em mármore,
monumento a Benjamin Constant, escultura em argamassa Luta Desigual,
fontes francesas centenárias em ferro fundido. Destacam-se entre
muitas árvores notáveis, o Ficus microcarpa, também conhecido
como a "árvore que anda", por lançar suas raízes aéreas ao chão,
formando novos troncos e a Ficus religiosa, um grupo de baobás,
palmeiras originárias de diversas regiões e exemplares significativos
da flora nativa, como o Pau Brasil.
 |
|
|
Baobás
|
Ficus
microcarpa
"A Árvore que caminha"
|
Estação do metrô
e linhas de ônibus nas proximidades.
O Campo de Santana no século XVII, fazia parte de um grande
descampado, denominado Campo da Cidade cuja extensão compreendia
a rua da Vala (atual Uruguaiana) até o caminho de Capueruçu.
No final deste século, passou a área ser chamada de Campo de São
Domingos, quando esta irmandade obteve autorização para construir
ali um templo.
No início do século XVIII surgiram as primeiras chácaras e a igreja
de Nossa Senhora de Santana, que deu nome ao campo.
Neste período o local era utilizado como área de despejo de lixo
e esgotos da cidade, uso que foi abolido com as reformas promovidas
para a chegada de D. João VI, em 1816.
Estas reformas implicaram na instalação do 1º Quartel Militar da
Cidade e na adaptação do Campo de Santana em área de manobras e
exercícios militares.
O campo era
também utilizado para a realização de grandes festas públicas religiosas
e oficiais, como a aclamação de D. João VI e D. Pedro I, Imperadores
do Brasil.
Até
meados do século dezenove, foram feitas diversas tentativas de arborização,
mas nenhuma com sucesso. No início da década de 70 D. Pedro II encomendou
ao paisagista e botânico francês Auguste François Marie Glaziou
e ao engenheiro Francisco José Fialho, um projeto para a área.
A construção
deste jardim pelo período de 1873 até 1880, implicou na implantação
de um traçado inglês semelhante ao utilizado no Passeio Público,
onde se distribuiram mais de 60.000 plantas, grande parte colhidas
na Floresta da Tijuca ou no viveiro que havia na Quinta da Boa Vista.
O parque foi
dotado de pequenas elevações ou depressões gramadas, cercadas de
árvores de copa largas como as figueiras.
Glaziou buscou valorizar espécies nativas, criando um jardim onde
há um jogo permanente entre os tons de verde, entre luz e sombra.
|
|
|
"Gansos
no Campo de Santana"
|
Ainda no tratamento
paisagístico dado
ao Campo de Santana, destacam-se a gruta e as pontes, cuja estrutura
foi feita de trilhos de estrada de ferro, imitando troncos de árvores,
sobre belíssimos espelhos d'água.
Atualmente,
o porte majestoso das figueiras
seculares, com raízes torcidas e trabalhadas pela própria natureza,
fazem do Campo de Santana um oásis de tranquilidade no movimentado
centro comercial do Rio. No
Campo de Santana está situada a sede da Fundação Parques e Jardins.
 |
| Lago no
Campo de Santana |
Várias obras de arte, significativas para a memória da cidade, podem
ser apreciadas pelos visitantes, como o monumento em homenagem a
Benjamin Constant, obra de Décio Vilares, Eduardo Sá e Vicente Ornelas,
as estátuas em mármore "Inverno" e "Verão", de autoria de Paul Jean
Baptist Gasg e "Primavera" e "Outono", de autoria de Gustave
 |
|
Estátua
"Primavera"
|
Frederic Michel,
a escultura Luta Desigual, de autoria de Després de Cluny, quatro
fontes ornamentadas com a figura mitológica europa, de Mathurim Moreau
e o chafariz A Sereia, de Serres - obras em ferro fundido, produzidas
nas Fundições do Val D'Osne, na França.
Por sua importância histórica, foi tombado em 1968, pelo Instituto
Estadual de Patrimônio Cultural (INEPAC).
|