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Registro
de Acervo de Fitas
Discursos
| Nº |
Título |
Data |
Sumário |
Temas |
| 10 |
Palavras
do Governador em várias solenidades:
Visita de cortesia ao bairro do Jacaré - 1ª fita.
Inauguração de Luz de Vapor no Centro Comercial
do Méier - 2º fita.
Inauguração das novas instalações
do Hospital de Jesus - 3ª fita.
O governador Negrão de Lima faz a defesa veemente de
seu governo.
Local: Rio de Janeiro, RJ.
Duração: 13 minutos. |
s/d |
O
Governador fala que seus adversários tentaram atacá-lo
dizendo o que o seu governo não fazia nada. Diz que
encontrou tudo por fazer. Comenta que seus adversários
se enganaram e que seu governo estava agindo, porque ele conseguiu
romper um caminho repleto de obstáculos. O governador
afirma que está calmo, porque tem a consciência
tranquila, que ainda não fez tudo, mas não podia
fazer milagres, nem fabricar dinheiro, então teria
que definir prioridades para os investimentos do governo.
Critica seus antecessores por deixarem uma dívida de
180 bilhões, mas explica que apesar disso pretendia
atender a todos os pedidos da população. Ressalta
que algo já foi feito e que está aprovado o
plano capital para o bairro que tem como principal objetivo
combater as enchentes. Conta que por não agir irresponsavelmente,
como seus adversários,seu governo ficou associado à
imagem de imobilismo, mas que logo quepôde começou
a fazer obras e implantar melhorias na cidade. Agradece a
presença de todos. |
Endividamento,
inércia. |
| 10
Lado 1
Cont. |
Inauguração
da nova iluminação do Centro Comercial do Méier.
O governador Negrão de Lima inauguração
o Centro Comercial e fala da sua campanha política no
Méier.
Expositores: Governador Negrão de Lima.
Local: Méier - Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 8 minutos. |
s/d |
O
governador Negrão de Lima agradece a presença
de todos, diz que será breve, mas que não poderia
deixar de mencionar o último comício que fez em
sua campanha, exatamente no Méier. Diz que, apesar das
dificuldades, estava conseguindo cumprir o que prometeu durante
a campanha e relembra que o comício foi feito embaixo
de uma chuva torrencial e mesmo assim a população
ficou até o final. Acende as novas lâmpadas do
Centro, de vapor de mercúrio. |
Inauguração,
comício, campanha, iluminação. |
| Fita
10 Lado 2 |
Governador
Negrão de Lima inaugura o hospital falando no filho de
Deus, patrono do estabelecimento.
Expositores: Governador Negrão de Lima.
Local: Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 5 minutos. |
s/d |
Exalta
a realização da obra, apesar das dificuldades
enfrentadas pelo governo. Faz elogios ao hospital e à
sua função de atender às pessoas Fala sobre
a importância de Jesus, que morreu para salvar a humanidade,
e que estava emocionado por estar visitando o hospital. Deseja
a todos que trabalham na unidade de saúde votos de felicidade.
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Inauguração,
hospital, Jesus. |
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Fita
10 Lado 2 Cont. |
Visita às
Novas Instalações do Hospital Souza Aguiar.
Governador Negrão de Lima inaugura as novas instalações
e fala das melhorias que ainda desejava fazer no estabelecimento.
Expositores: Governador Negrão de Lima.
Local: Rio de Janeiro, RJ.
Duração: 9 minutos. |
s/d |
Destaca a inauguração
de quatro andares de enfermaria, que vão resultar no
aumento da capacidade do hospital para 432 leitos. Diz que a
obra e o esforço de todos aumentaram de importância
devido à situação em que se encontrava
o estado da Guanabara. Afirma que o hospital foi inaugurado
antes da hora, sem condições de funcionamento,
e que além de pagar dívida de 4 bilhões,
ainda conseguiu mais recursos para fazer obras no hospital.
Mas afirma que ainda fará mais obras no hospital, até
que ele fique à altura dos melhores hospitais. Faz saudações
a todos os funcionários do hospital. |
Obras,
endividamento, saúde. |
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22 |
Palavras
do Governador do Estado da Guanabara Francisco Negrão
de Lima na Cerimônia de Assinatura do Protocolo Cidades
Irmãs entre Rio de Janeiro e São Paulo.
Assinatura de protocolo de intenções no qual
as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo firmam intercâmbio
para solução de problemas comuns.
Expositores: Chefe da Casa Civil do Estado da Guanabara, Alberto
Bahia, prefeito de São Paulo, Brigadeiro Faria Lima,
governador do estado da Guanabara, Negrão de Lima.
Local: Palácio da Guanabara - Laranjeiras - Rio de
Janeiro - RJ.
Duração: 28 minutos.
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18/12/1967 |
O chefe da Casa Civil do Estado
da Guanabara, Alberto Bahia, lê o protocolo firmado
entre o prefeito de São Paulo e o governador do Estado
da Guanabara, que prevê a realização de
congressos, simpósios, seminários para discutir
e buscar soluções para problemas em comum. Fala
que também está previsto um intercâmbio
nas áreas de saúde, organização
administrativa, transportes, turismo, educação,
assistência social e defesa civil. Explica que também
está previsto no protocolo a elaboração
conjunta de um calendário turístico. O prefeito
Brigadeiro Faria Lima diz que aquele era um momento histórico,
que reafirmava os laços de amizade que sempre existiram
entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Ressalta que para
resolver os problemas do país era preciso haver solidariedade
e que o protocolo representava muito mais que um simples acordo.
Para Faria Lima, São Paulo e Rio de Janeiro já
tinham atingido um nível de progresso social e econômico
muito bom e acima da média do Brasil. Ele considera
que o protocolo poderia servir de estímulo para uma
mobilização que levasse o Brasil a sair do subdesenvolvimento,
eliminando as desigualdades que existiam no país. O
governador Negrão de Lima comenta que a cerimônia
fazia história, porque a História era feita
pelos homens. Segundo ele, o protocolo antecipava o futuro
e traçava a rota a ser seguida pelas duas cidades.
O governador prevê que futuramente São Paulo
e Rio de Janeiro poderiam se unir territorialmente, como já
ocorria, por exemplo, com as cidades de Nova York e Filadélfia.
Negrão de Lima diz que o protocolo poderia ajudar as
duas cidades a avançarem em conjunto. Cita o Vale do
Paraíba como um local em que os problemas deveriam
ser resolvidos pelas duas cidades. Faz elogios ao discurso
do prefeito de São Paulo e diz que o protocolo iniciava
uma nova era, que teria reflexos em todo o país. Deseja
a todos um Feliz Natal e Ano Novo. |
Protocolo,
intercâmbio, problemas, soluções. |
| 88 |
Discurso
do chefe da Casa Civil do Governo do Estado, jornalista Luiz
Alberto Bahia, em homenagem ao aniversário do Governador
da Guanabara,
Francisco Negrão de Lima. |
26/08/1976 |
- |
- |
| 37 |
Discurso
no IASEG - 1ª fita. |
s/d |
- |
- |
| 79 |
Discurso
do Governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima,
na inauguração de melhoramentos no Conjunto
Pedregulho. |
05/08/1967 |
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- |
| 82 |
Discurso
do Governador Negrão de Lima, no Teatro Municipal. |
23/08/1967 |
- |
- |
| 80 |
Discurso
do Governador da Guanabara, Negrão de Lima - 1ª
fita. |
s/d |
- |
- |
| 83 |
Discurso
do Governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima,
no Palácio Guanabara. |
01/09/1967 |
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- |
| 20 |
Discurso
do governador do estado da Guanabara
na inauguração da ponte do rio da Mata. |
28/11/1967 |
- |
- |
| 23 |
Discurso
do Embaixador Francisco Negrão de Lima, Governador
do Estado da Guanabara, na Rio-São Paulo. |
18/12/1967 |
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| 43 |
Palavras
do governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima,
por ocasião da solenidade da CEDAG - 1ª fita. |
10/12/1967 |
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| 76 |
Discursos
do governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima
e de Álvaro Americano - 1ª fita. |
s/d |
- |
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| 77 |
Discurso
do Governador do Estado da Guanabara, Francisco Negrão
de Lima, na formatura de técnicos de educação
primária no Instituto de Educação - 1ª
fita. |
11/12/1967 |
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- |
| 81 |
Discurso
do Governador do Estado da Guanabara, Francisco Negrão
de Lima, na formatura de técnicos de educação
primária no Instituto de Educação"
- 2ª fita. |
11/12/1967 |
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- |
| 81 |
Discurso
do Governador da Guanabara montado pelo Mota Gravação
3/4. |
s/d |
- |
- |
| 101 |
Discurso
do Governador da Guanabara, Negrão de Lima, por ocasião
do lançamento da pedra fundamental do Hospital Pedro
II, em Santa Cruz. |
26/12/1967 |
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- |
| 386 |
Discurso
do Cesar Hack Serôa da Mota (Chefe de Gabinete) no aniversário
do Prefeito Marcos Tamoyo.
Expositores: Seroa da Motta, Marcos Tamoyo.
Local: Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 15 minutos.
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06/09/1978 |
Prefeito
Marcos Tamoyo, mais uma vez estamos reunidos nas vésperas
do feriado nacional de 7 de setembro para apresentar a Vossa
Excelência nossas felicitações pelo seu
aniversário que se comemora amanhã. Na primeira
ocasião estávamos ainda na avenida Erasmo Braga,
sede inicial e provisória da recém-criada Prefeitura
da Cidade do Rio de Janeiro. Já decorridos quase seis
meses de lutas, dificuldades e obstáculos, mas com
uma visão do futuro que nos fazia superar tudo, pois
a sua promessa do discurso de posse de garantir que daria
tudo que possuía de engenho e arte para atingir em
êxito pleno a sua missão de implantar uma nova
prefeitura era uma constante diária em suas atitudes,
declarações e debates públicos. Naquela
época já nos preparávamos para a mudança
para o Palácio da Cidade, parece que o tempo foi curto
desde 1975. Mas quem viveu desde o início da sua administração
os problemas e impasses, dificuldades e embaraços para
atingirmos o dia de hoje, com toda certeza achará um
longo período, mas terá a satisfação
profissional de ver tudo que conseguiu realizar e organizar.
Faltam pouco mais de 6 meses para a sua missão estar
cumprida e o panorama é inteiramente diverso de nossa
primeira reunião em 1975. A esperança de poder
realizar transformo -se na satisfação de poder
ter realizado talvez muito mais do que se sonhava. Temos contudo
a consciência tranqüila, nós os funcionários
que temos atendido às suas ordens e determinações
que puderam superar todos os obstáculos. Todos os funcionários
da Prefeitura se sentem agradecidos pela confiança
depositada por Vossa Excelência. Funcionário
público como nós damos votos de felicidades
ao senhor e a sua família. Resposta de Marcos Tamoyo:
Meu caro Seroa, meus amigo de 30 anos de convivência.
Eu acho que o Seroa foi muito sincero e muito bondoso no que
diz respeito a mim, mas eu não vejo nostalgia nessa
comemoração, como ele comentou, porque há
30 anos que nós vimos acontecer juntos, principalmente
eu e ele. De modo que acho que ainda dá mais uns 10
anos para ver aonde vamos nos encontrar. De maneira que não
acaba para mim e nem para vocês que são mais
moços. Eu nunca me espantei com o pouco de ferramentas
que nós tínhamos ou não para trabalhar.
De modo que as coisas acontecerão por conta da ajuda
de nossa equipe. Eu aprendi uma coisa com o Carlos Lacerda,
que dizia: "Olha Tamoyo, quando a gente chega de noite
em casa e não se aborreceu pelo menos umas dez vezes
é sinal que estamos administrando mal." E eu tenho
deixado essa marca de 10 vezes longe, compreendeu? De modo
que estou tranqüilo, sem dúvida nenhuma. Pedindo
a quem sabe fazer, que é o caso de vocês, nós
podemos dar à cidade o que ela merece receber. Se tivéssemos
mais recursos, mais teríamos feito. |
Aniversário
do prefeito, balanço da administração |
| 404 |
Agradecimentos
Prefeito Júlio Coutinho - lado 2.
O prefeito recebe na Prefeitura o Grupo Folclórico
Torradeira, reforçando os vínculos entre Brasil
e Portugal.
Expositores: Alcides Simões, do Grupo Folclórico
Torradeira, prefeito Júlio Coutinho.
Local: Rio de Janeiro.
Duração: 60 minutos. |
s/d |
Alcides
Simões fala em nome do grupo. Ele diz que o grupo existe
há 20 anos e faz muitas apresentações
em Portugal e no exterior. Agradece a forma como o grupo foi
recebido no Rio de Janeiro, e diz que considera o Brasil um
prolongamento de Portugal. Faz vários elogios ao Brasil
e aos brasileiros antes de anunciar a apresentação
do grupo. Segue a apresentação do grupo, cantando
e dançando músicas típicas de Portugal.
O prefeito Júlio Coutinho agradece a visita do grupo
à Prefeitura e diz que os brasileiros têm muito
interesse na cultura portuguesa e por isso ficou muito satisfeito
com a visita. Exalta a união entre Brasil e Portugal,
e diz que o intercâmbio entre os dois países
deve ser incentivado. Agradece, mais uma vez, a visita do
grupo Torradeira. |
Amizade
Brasil/ Portugal, intercâmbio cultural. |
| 414 |
Discurso
do Prefeito Julio Coutinho - Fim de Ano - lado 2. |
24/12/1981 |
Com
defeito |
- |
| 437
Lado2 |
Discurso
sobre Decreto de Enquadramento do funcionalismo municipal.
Dia do
Funcionário Público
Comemoração
do Dia do Funcionalismo com a aprovação do
Plano de Reclassificação de Cargos
Expositores:
Prefeito Júlio Coutinho, Joaquim Torres (chefe de gabinete)
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Duração:
20 minutos |
27/10/1982 |
O
prefeito Júlio Coutinho fala que no dia seguinte comemorariam
o dia do servidor, que era o dia de todos os que trabalham
na administração pública, e fala que
junto com os secretários presentes, gostaria
de convidar os demais funcionários do município
– os 88 mil – para virem à casa de
todos, o Palácio da Cidade, para estarem juntos e conversarem
um pouco e também para visitarem uma casa tão
bonita e tão pouco conhecida. Diz que gostaria de falar
sobre os atos que vinha realizando com os secretários
e se referir especificamente ao plano de classificação
de cargos. Menciona que tinha assinado diversos decretos de
enquadramento que seriam publicados no dia seguinte,
numa edição especial do Diário Oficial.
Ressalta que com a publicação dos decretos,
o município completaria o enquadramento definitivo
de todos os funcionários municipais. Inicia uma recapitulação
sobre o enquadramento dos funcionários do município,
assim como os do estado, que era previsto na Lei nº 20,
de 1 de julho de 1974, que era chamada Lei da Fusão.
Fala que o governo da fusão, que ocupou tanto o governo
do estado quanto o do município durante 4 anos, não
teve condições, por várias razões,
e não cumpriu o previsto na Lei nº 20 e nos últimos
dias da administração anterior fora elaborado
mais um plano mais ou menos inspirado no plano federal, mas
limitado a uma despesa de um bilhão de cruzeiros da
época, de 1979. Destaca que esse um bilhão era
restrito ao âmbito do município e este plano
foi aprovado pela Lei nº 95, de 16 de março de
1979. Completa afirmando que a sua administração
iniciou imediatamente o enquadramento, numa edição
especial do D.O., enquadramento provisório de todos
os funcionários, procurando corrigir as imperfeições
do plano, como aconteceu com os grupos de educação
e saúde. Adenda que era uma tarefa gigantesca
e que estavam completando o enquadramento definitivo. Conta
que acabara de assinar os últimos decretos meia hora
antes da cerimônia, que beneficiaram 13.178 professores,
1042 especialistas de educação e 502 engenheiros
e arquitetos. Afirma que não vai parar, que os primeiros
que se beneficiaram desse propósito foram os membros
do magistério através do projeto de lei que
acabava de ser aprovado na Câmara dos Vereadores e que
estava aguardando para sanção. O segundo ponto
sobre o qual o prefeito queria conversar com todos era sobre
a sanção da lei. Menciona que convidou os professores
para sancionarem a lei em conjunto naquela cerimônia
tão bonita, mas comenta que os documentos ainda não
tinham chegado. Por isso, diz, não pôde,
como desejava, sancionar a lei na frente de todos. Garante,
no entanto, saber que foi aprovada, através de
comunicação com os vereadores que apoiavam
seu governo. Adianta que assim que receber, vai examinar para
a sanção. Comenta que ao longo do tempo, utilizando
o mesmo processo, corrigiria as imperfeições
do plano de reclassificação de cargos. Diz que
o objetivo é que todos tenham uma reclassificação
de acordo com a sua situação. Congratula-se
com todos os funcionários municipais pela conquista,
e, afirma que por uma questão de justiça,
não poderia deixar de louvar a Secretaria Municipal
de Administração, especialmente os membros da
Comissão de Reclassificação de Cargos,
que tanto trabalharam para conseguir o que todos desejavam.
Menciona que foi um trabalho muito longo, extenuante e meticuloso,
realizado em muito pouco tempo, com equipes se revezando dia
e noite para conseguirem dar todos os dados a tempo
e a hora para que todo o plano de reclassificação
de cargos fosse publicado no dia seguinte numa edição
especial do D.O. Aproveita para dizer que estavam no
final da administração e que havia um processo
democrático em vias de execução, pois
estavam num clima pré-eleitoral e passariam o cargo
no dia 15 de março. Por isso, faria uma pequena retrospectiva:
primeiro disse que exerceram o governo com muita intensidade,
com muita dedicação; que não conseguiram
fazer tudo que queriam, mas fizeram o que era possível.
Fala que numa comunidade como o Rio de Janeiro, muito complexa
e heterogênea, lida-se com muitos fatores e forças
que conjugados atuam em toda a cidade, e é preciso
ouvir a todos. Fala que conseguiram controlar o orçamento
e que esse foi o primeiro passo para uma vida administrativa
tranqüila e coordenada durante sua gestão. Conta
que quando assumiu, havia certa inquietude com a saúde
financeira do município. Ressalta que os pagamentos
estavam em dia, que nunca atrasaram o pagamento de pessoal
um só dia. Destaca que executaram obras, como a duplicação
da Grajaú-Jacarepaguá, que custou cerca de 2
bilhões e 600 milhões de cruzeiros, com recursos
do município. Fala que, com o dinheiro do imposto,
conseguiram economizar e investir em obras que consideraram
prioritárias para o desenvolvimento da cidade. Diz
que não podiam investir só em áreas carentes,
pois seria um suicídio administrativo, e que nem podiam
investir apenas no desenvolvimento econômico. Destaca
que é do equilíbrio entre esses dois extremos
da administração que procuraram achar um denominador
comum e procuraram agir em todas as áreas. Fala que,
prioritariamente, investiram em educação e saúde,
que são as áreas mais importantes da administração
de uma comunidade que conta com quase 6 milhões de
habitantes. Afirma que um dos projetos mais importantes que
fizeram foi o de recuperação de escolas. Diz
que deviam atentar para o fato de que o município tinha
800 escolas e que a vida média de uma escola era de
cerca de dez anos, o que significava que a cada ano teriam
de recuperar 80 escolas, recuperar pelo seu uso, seu gasto.
Fala que centenas de crianças – havia escolas
com 3 mil alunos – diariamente, numa fase de muita agitação,
propiciam o desgaste da escola. Comenta que o plano, que prevê
a recuperação de 80 escolas por ano, não
era feito há muito tempo. E que nos últimos
3 anos, tinham recuperado cerca de 500 escolas. Fala que na
manhã daquele dia tinham ido a duas escolas que estavam
em mau estado, que eles tinham ampliado e melhorado, dando
melhor condição de vida às crianças
e de trabalho aos professores que, durante 20, 30, 40 anos
de suas vidas devotam-se à formação das
crianças. Narra que na saúde introduziram o
conceito de saúde médica, com a criação
de 16 unidades auxiliares, evitando que a população,
principalmente a mais carente, tivesse que viajar longas horas
de madrugada para ocupar os jardins e corredores dos grandes
hospitais. Diz que com o atendimento primário de saúde,
nas regiões mais carentes e densamente povoadas, existia
então o cuidado, facilitando a vida da população
e criando condições de melhor funcionamento
nos hospitais que, assim, podiam voltar-se para as suas atividades
principais. Diz que todas as obras que iniciaram haviam concluído
e que isso evitava que deixassem heranças de projetos
iniciados e não concluídos e que tanto dificultam
a vida de todos. Fala que iriam manter o ritmo das inaugurações
de obras até o fim do governo, com a participação
de todos. Comenta que está muito emocionado e que era
muito grato a todos. Fala que o Joaquim Torres (chefe de gabinete)
estava lhe dizendo que o enquadramento definitivo iria ser
pago ainda naquele ano. Joaquim Torres, adianta, então,
que os que não receberam no mês corrente, receberiam
em dezembro, contanto que todos recebessem, ainda, naquele
ano como havia ordenado o sr. Prefeito. Júlio Coutinho
volta a falar, agradecendo a todos e dizendo que está
se despedindo. Ironiza, falando que a sua despedida parece
até com a despedida de Pelé ou a do Frank Sinatra,
mas que a sua se concretizaria no dia 15 de março de
1983. Destaca que sua preocupação era
deixar recursos bastantes na caixa para que a nova administração
pudesse contar com recursos financeiros extras durante dois
meses. Finaliza dizendo que continuariam cidadãos cariocas
e se encontrariam pelos caminhos da vida. |
Inauguração
de Delegacia do Trabalho, reivindicações de
melhorias- |
| 441
LadoB |
Abertura
do Grande Prêmio Brasil - Fórmula 1 - Discurso
de Roberto Marinho, Presidente das Organizações
Globo, sobre o evento e sua organização - lado
B
Expositores:
Roberto Marinho, Joaquim Cardoso de Melo (presidente da
Confederação Brasileira de Automobilismo)
Local:
Rio de Janeiro - RJ
Duração:
25 minutos |
09/03/1983 |
Na
abertura oficial do GP Brasil de Fórmula 1
o prefeito Júlio Coutinho ficou de entregar a chave
da cidade à Bernie Eclestone e à Jean-Marie
Balestre (figuras empreendedoras do ramo do automobilismo).
O
presidente da Foca (Formula One Constract Association),
Bernie Eclestone entregou a Roberto Marinho um troféu
comemorativo. Roberto Marinho, então, destaca
a importância do esporte, da Fórmula 1 em especial,
e sua relação com a emissora Rede Globo de
Televisão. Comenta que devido à transmissão
dos GPs-Brasil de Fórmula 1 ter sido feita sempre
pelo canal 4, existia, segundo ele, uma relação
de origem comum, quase intrínseca: início
da emissora Globo (1969) e o primeiro GP-Brasil de Fórmula
1 (1970). Afirma que se tratava, portanto, de
uma “fascinante aventura”, nas palavras dele,
a conquista de um grande público alcançado
por empreendimentos como que nasceram praticamente juntos.
Há um esforço no discurso de Roberto Marinho
no sentido de relacionar o evento “Fórmula
1” (e a projeção de pilotos brasileiros
no mundo do espetáculo, como Nelson Piquet e Emerson
Fittipaldi) com a idéia de desenvolvimento do país,
o “atual estado de desenvolvimento” do Brasil.
Afirma ele, ainda, que a Rede Globo sempre esteve
presente nos eventos com sentido ‘comunitário’,
e o automobilismo seria uma dessas ocasiões. Por
fim, ressalta o apreço e a amizade que o prefeito
Júlio Coutinho tinha por ele ao promover e convidá-lo
para um evento de caráter internacional, bem à
altura de uma cidade como o Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa.
Fala de Joaquim Cardoso de Melo (presidente da Confederação
Brasileira de Automobilismo) reafirmando a importância
do GP-Brasil de Fórmula 1, ressalta porém
que não se trata apenas de um evento desportivo,
mas sim de um fato que toca os interesses da nação,
já que é o único momento em que os
diversos meios de comunicação estavam acompanhando
e fazendo a transmissão do evento para o mundo inteiro.
Explica que ao mostrar uma imagem de um piloto brasileiro
campeão para o mundo estariam, assim, divulgando
uma representação positiva do país.
Dirigindo-se aos esportistas, empresários amigos
etc., Julio Coutinho afirma que naquele momento o cenário
internacional do automobilismo estava voltado para o Rio
de Janeiro, pelo fato de a cidade se tornar palco de abertura
do campeonato mundial de Fórmula 1. Ressalta que
uma vez que a cidade há algum tempo tem como assunto
principal o evento, ela portanto, segundo ele, se ajustaria
muito bem ao espetáculo. Diz que o espírito
esportivo tem que prevalecer (“o importante é
competir”) e que faria de tudo para que isso ocorresse,
desejando aos melhores, piloto e máquina, a vitória
no próximo GP-Brasil de Fórmula 1.
|
Grande
Prêmio de Automobilismo |
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