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Registro de Acervo de Fitas

Discursos

 

Título
Data
Sumário
Temas
10
Palavras do Governador em várias solenidades:
Visita de cortesia ao bairro do Jacaré - 1ª fita.
Inauguração de Luz de Vapor no Centro Comercial do Méier - 2º fita.
Inauguração das novas instalações do Hospital de Jesus - 3ª fita.
O governador Negrão de Lima faz a defesa veemente de seu governo.
Local: Rio de Janeiro, RJ.
Duração: 13 minutos.
s/d
O Governador fala que seus adversários tentaram atacá-lo dizendo o que o seu governo não fazia nada. Diz que encontrou tudo por fazer. Comenta que seus adversários se enganaram e que seu governo estava agindo, porque ele conseguiu romper um caminho repleto de obstáculos. O governador afirma que está calmo, porque tem a consciência tranquila, que ainda não fez tudo, mas não podia fazer milagres, nem fabricar dinheiro, então teria que definir prioridades para os investimentos do governo. Critica seus antecessores por deixarem uma dívida de 180 bilhões, mas explica que apesar disso pretendia atender a todos os pedidos da população. Ressalta que algo já foi feito e que está aprovado o plano capital para o bairro que tem como principal objetivo combater as enchentes. Conta que por não agir irresponsavelmente, como seus adversários,seu governo ficou associado à imagem de imobilismo, mas que logo quepôde começou a fazer obras e implantar melhorias na cidade. Agradece a presença de todos.
Endividamento, inércia.
10
Lado 1
Cont.
Inauguração da nova iluminação do Centro Comercial do Méier.
O governador Negrão de Lima inauguração o Centro Comercial e fala da sua campanha política no Méier.
Expositores: Governador Negrão de Lima.
Local: Méier - Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 8 minutos.
s/d
O governador Negrão de Lima agradece a presença de todos, diz que será breve, mas que não poderia deixar de mencionar o último comício que fez em sua campanha, exatamente no Méier. Diz que, apesar das dificuldades, estava conseguindo cumprir o que prometeu durante a campanha e relembra que o comício foi feito embaixo de uma chuva torrencial e mesmo assim a população ficou até o final. Acende as novas lâmpadas do Centro, de vapor de mercúrio. Inauguração, comício, campanha, iluminação.
Fita 10 Lado 2
Governador Negrão de Lima inaugura o hospital falando no filho de Deus, patrono do estabelecimento.
Expositores: Governador Negrão de Lima.
Local: Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 5 minutos.
s/d
Exalta a realização da obra, apesar das dificuldades enfrentadas pelo governo. Faz elogios ao hospital e à sua função de atender às pessoas Fala sobre a importância de Jesus, que morreu para salvar a humanidade, e que estava emocionado por estar visitando o hospital. Deseja a todos que trabalham na unidade de saúde votos de felicidade. Inauguração, hospital, Jesus.
Fita 10 Lado 2 Cont.
Visita às Novas Instalações do Hospital Souza Aguiar.
Governador Negrão de Lima inaugura as novas instalações e fala das melhorias que ainda desejava fazer no estabelecimento.
Expositores: Governador Negrão de Lima.
Local: Rio de Janeiro, RJ.
Duração: 9 minutos.
s/d
Destaca a inauguração de quatro andares de enfermaria, que vão resultar no aumento da capacidade do hospital para 432 leitos. Diz que a obra e o esforço de todos aumentaram de importância devido à situação em que se encontrava o estado da Guanabara. Afirma que o hospital foi inaugurado antes da hora, sem condições de funcionamento, e que além de pagar dívida de 4 bilhões, ainda conseguiu mais recursos para fazer obras no hospital. Mas afirma que ainda fará mais obras no hospital, até que ele fique à altura dos melhores hospitais. Faz saudações a todos os funcionários do hospital. Obras, endividamento, saúde.
22
Palavras do Governador do Estado da Guanabara Francisco Negrão de Lima na Cerimônia de Assinatura do Protocolo Cidades Irmãs entre Rio de Janeiro e São Paulo.
Assinatura de protocolo de intenções no qual as cidades de Rio de Janeiro e São Paulo firmam intercâmbio para solução de problemas comuns.
Expositores: Chefe da Casa Civil do Estado da Guanabara, Alberto Bahia, prefeito de São Paulo, Brigadeiro Faria Lima, governador do estado da Guanabara, Negrão de Lima.
Local: Palácio da Guanabara - Laranjeiras - Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 28 minutos.
18/12/1967
O chefe da Casa Civil do Estado da Guanabara, Alberto Bahia, lê o protocolo firmado entre o prefeito de São Paulo e o governador do Estado da Guanabara, que prevê a realização de congressos, simpósios, seminários para discutir e buscar soluções para problemas em comum. Fala que também está previsto um intercâmbio nas áreas de saúde, organização administrativa, transportes, turismo, educação, assistência social e defesa civil. Explica que também está previsto no protocolo a elaboração conjunta de um calendário turístico. O prefeito Brigadeiro Faria Lima diz que aquele era um momento histórico, que reafirmava os laços de amizade que sempre existiram entre o Rio de Janeiro e São Paulo. Ressalta que para resolver os problemas do país era preciso haver solidariedade e que o protocolo representava muito mais que um simples acordo. Para Faria Lima, São Paulo e Rio de Janeiro já tinham atingido um nível de progresso social e econômico muito bom e acima da média do Brasil. Ele considera que o protocolo poderia servir de estímulo para uma mobilização que levasse o Brasil a sair do subdesenvolvimento, eliminando as desigualdades que existiam no país. O governador Negrão de Lima comenta que a cerimônia fazia história, porque a História era feita pelos homens. Segundo ele, o protocolo antecipava o futuro e traçava a rota a ser seguida pelas duas cidades. O governador prevê que futuramente São Paulo e Rio de Janeiro poderiam se unir territorialmente, como já ocorria, por exemplo, com as cidades de Nova York e Filadélfia. Negrão de Lima diz que o protocolo poderia ajudar as duas cidades a avançarem em conjunto. Cita o Vale do Paraíba como um local em que os problemas deveriam ser resolvidos pelas duas cidades. Faz elogios ao discurso do prefeito de São Paulo e diz que o protocolo iniciava uma nova era, que teria reflexos em todo o país. Deseja a todos um Feliz Natal e Ano Novo.
Protocolo, intercâmbio, problemas, soluções.
88
Discurso do chefe da Casa Civil do Governo do Estado, jornalista Luiz Alberto Bahia, em homenagem ao aniversário do Governador da Guanabara,
Francisco Negrão de Lima.
26/08/1976
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-
37
Discurso no IASEG - 1ª fita.
s/d
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79
Discurso do Governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, na inauguração de melhoramentos no Conjunto Pedregulho.
05/08/1967
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82
Discurso do Governador Negrão de Lima, no Teatro Municipal.
23/08/1967
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80
Discurso do Governador da Guanabara, Negrão de Lima - 1ª fita.
s/d
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83
Discurso do Governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, no Palácio Guanabara.
01/09/1967
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20
Discurso do governador do estado da Guanabara
na inauguração da ponte do rio da Mata.
28/11/1967
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23
Discurso do Embaixador Francisco Negrão de Lima, Governador do Estado da Guanabara, na Rio-São Paulo.
18/12/1967
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43
Palavras do governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, por ocasião da solenidade da CEDAG - 1ª fita.
10/12/1967
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76
Discursos do governador da Guanabara, Francisco Negrão de Lima e de Álvaro Americano - 1ª fita.
s/d
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77
Discurso do Governador do Estado da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, na formatura de técnicos de educação primária no Instituto de Educação - 1ª fita.
11/12/1967
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81
Discurso do Governador do Estado da Guanabara, Francisco Negrão de Lima, na formatura de técnicos de educação primária no Instituto de Educação" - 2ª fita.
11/12/1967
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81
Discurso do Governador da Guanabara montado pelo Mota Gravação 3/4.
s/d
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101
Discurso do Governador da Guanabara, Negrão de Lima, por ocasião do lançamento da pedra fundamental do Hospital Pedro II, em Santa Cruz.
26/12/1967
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386
Discurso do Cesar Hack Serôa da Mota (Chefe de Gabinete) no aniversário do Prefeito Marcos Tamoyo.
Expositores: Seroa da Motta, Marcos Tamoyo.
Local: Rio de Janeiro - RJ.
Duração: 15 minutos
.
06/09/1978
Prefeito Marcos Tamoyo, mais uma vez estamos reunidos nas vésperas do feriado nacional de 7 de setembro para apresentar a Vossa Excelência nossas felicitações pelo seu aniversário que se comemora amanhã. Na primeira ocasião estávamos ainda na avenida Erasmo Braga, sede inicial e provisória da recém-criada Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro. Já decorridos quase seis meses de lutas, dificuldades e obstáculos, mas com uma visão do futuro que nos fazia superar tudo, pois a sua promessa do discurso de posse de garantir que daria tudo que possuía de engenho e arte para atingir em êxito pleno a sua missão de implantar uma nova prefeitura era uma constante diária em suas atitudes, declarações e debates públicos. Naquela época já nos preparávamos para a mudança para o Palácio da Cidade, parece que o tempo foi curto desde 1975. Mas quem viveu desde o início da sua administração os problemas e impasses, dificuldades e embaraços para atingirmos o dia de hoje, com toda certeza achará um longo período, mas terá a satisfação profissional de ver tudo que conseguiu realizar e organizar. Faltam pouco mais de 6 meses para a sua missão estar cumprida e o panorama é inteiramente diverso de nossa primeira reunião em 1975. A esperança de poder realizar transformo -se na satisfação de poder ter realizado talvez muito mais do que se sonhava. Temos contudo a consciência tranqüila, nós os funcionários que temos atendido às suas ordens e determinações que puderam superar todos os obstáculos. Todos os funcionários da Prefeitura se sentem agradecidos pela confiança depositada por Vossa Excelência. Funcionário público como nós damos votos de felicidades ao senhor e a sua família. Resposta de Marcos Tamoyo: Meu caro Seroa, meus amigo de 30 anos de convivência. Eu acho que o Seroa foi muito sincero e muito bondoso no que diz respeito a mim, mas eu não vejo nostalgia nessa comemoração, como ele comentou, porque há 30 anos que nós vimos acontecer juntos, principalmente eu e ele. De modo que acho que ainda dá mais uns 10 anos para ver aonde vamos nos encontrar. De maneira que não acaba para mim e nem para vocês que são mais moços. Eu nunca me espantei com o pouco de ferramentas que nós tínhamos ou não para trabalhar. De modo que as coisas acontecerão por conta da ajuda de nossa equipe. Eu aprendi uma coisa com o Carlos Lacerda, que dizia: "Olha Tamoyo, quando a gente chega de noite em casa e não se aborreceu pelo menos umas dez vezes é sinal que estamos administrando mal." E eu tenho deixado essa marca de 10 vezes longe, compreendeu? De modo que estou tranqüilo, sem dúvida nenhuma. Pedindo a quem sabe fazer, que é o caso de vocês, nós podemos dar à cidade o que ela merece receber. Se tivéssemos mais recursos, mais teríamos feito.
Aniversário do prefeito, balanço da administração
404
Agradecimentos Prefeito Júlio Coutinho - lado 2.
O prefeito recebe na Prefeitura o Grupo Folclórico Torradeira, reforçando os vínculos entre Brasil e Portugal.
Expositores: Alcides Simões, do Grupo Folclórico Torradeira, prefeito Júlio Coutinho.
Local: Rio de Janeiro.
Duração: 60 minutos.
s/d
Alcides Simões fala em nome do grupo. Ele diz que o grupo existe há 20 anos e faz muitas apresentações em Portugal e no exterior. Agradece a forma como o grupo foi recebido no Rio de Janeiro, e diz que considera o Brasil um prolongamento de Portugal. Faz vários elogios ao Brasil e aos brasileiros antes de anunciar a apresentação do grupo. Segue a apresentação do grupo, cantando e dançando músicas típicas de Portugal. O prefeito Júlio Coutinho agradece a visita do grupo à Prefeitura e diz que os brasileiros têm muito interesse na cultura portuguesa e por isso ficou muito satisfeito com a visita. Exalta a união entre Brasil e Portugal, e diz que o intercâmbio entre os dois países deve ser incentivado. Agradece, mais uma vez, a visita do grupo Torradeira.
Amizade Brasil/ Portugal, intercâmbio cultural.
414
Discurso do Prefeito Julio Coutinho - Fim de Ano - lado 2.
24/12/1981
Com defeito
-
437
Lado2
Discurso sobre Decreto de Enquadramento do funcionalismo municipal.
Dia do Funcionário Público

Comemoração do Dia do Funcionalismo com a aprovação do Plano de Reclassificação de Cargos

Expositores: Prefeito Júlio Coutinho, Joaquim Torres (chefe de gabinete)

Local: Rio de Janeiro - RJ

Duração: 20 minutos
27/10/1982
O prefeito Júlio Coutinho fala que no dia seguinte comemorariam o dia do servidor, que era  o dia de todos os que trabalham  na administração pública, e fala que junto com os  secretários  presentes, gostaria de convidar os demais funcionários do município – os 88 mil – para virem  à casa de todos, o Palácio da Cidade, para estarem juntos e conversarem um pouco e também para  visitarem uma casa tão bonita e tão pouco conhecida. Diz que gostaria de falar sobre os atos que vinha realizando com os secretários e se referir especificamente ao plano de classificação de cargos. Menciona que tinha assinado diversos decretos de  enquadramento que seriam publicados no dia seguinte,  numa edição especial do Diário Oficial. Ressalta que com a  publicação dos decretos, o município completaria o enquadramento definitivo de todos os funcionários municipais. Inicia uma recapitulação sobre o enquadramento dos funcionários do município, assim como os do estado, que era previsto na Lei nº 20, de 1 de julho de 1974, que era chamada Lei da Fusão. Fala que o governo da fusão, que ocupou tanto o governo do estado quanto o do município durante 4 anos, não teve condições, por várias razões, e não cumpriu o previsto na Lei nº 20 e nos últimos dias da administração anterior fora elaborado mais um plano mais ou menos inspirado no plano federal, mas limitado a uma despesa de um bilhão de cruzeiros da época, de 1979. Destaca que esse um bilhão era restrito ao âmbito do município e este plano foi aprovado pela Lei nº 95, de 16 de março de 1979. Completa afirmando que a sua administração iniciou imediatamente o enquadramento, numa edição especial do D.O., enquadramento provisório de todos os funcionários, procurando corrigir as imperfeições do plano, como aconteceu com os grupos de educação e saúde. Adenda que era  uma tarefa gigantesca e que estavam completando o enquadramento definitivo. Conta que acabara de assinar os últimos decretos meia hora antes da cerimônia, que beneficiaram 13.178 professores, 1042 especialistas de educação e 502 engenheiros e arquitetos. Afirma que não vai parar, que os primeiros que se beneficiaram desse propósito foram os membros do magistério através do projeto de lei que acabava de ser aprovado na Câmara dos Vereadores e que estava aguardando para sanção. O segundo ponto sobre o qual o prefeito queria conversar com todos era sobre a sanção da lei. Menciona que convidou os professores para sancionarem a lei em conjunto naquela cerimônia tão bonita, mas comenta que os documentos ainda não tinham  chegado. Por isso, diz, não pôde, como desejava, sancionar a lei na frente de todos. Garante, no entanto, saber que foi aprovada,  através de comunicação com os  vereadores que apoiavam seu governo. Adianta que assim que receber, vai examinar para a sanção. Comenta que ao longo do tempo, utilizando o mesmo processo, corrigiria as imperfeições do plano de reclassificação de cargos. Diz que o objetivo é que todos tenham uma reclassificação de acordo com a sua situação. Congratula-se com todos os funcionários municipais pela conquista, e,  afirma que por uma questão de justiça, não poderia deixar de louvar a Secretaria Municipal de Administração, especialmente os membros da Comissão de Reclassificação de Cargos, que tanto trabalharam para conseguir o que todos desejavam. Menciona que foi um trabalho muito longo, extenuante e meticuloso, realizado em muito pouco tempo, com equipes se revezando dia e noite para conseguirem  dar todos os dados a tempo e a hora para que  todo o plano de reclassificação de cargos fosse publicado no dia seguinte numa edição especial do D.O.  Aproveita para dizer que estavam no final da administração e que havia um processo democrático em vias de execução, pois estavam num clima pré-eleitoral e passariam o cargo no dia 15 de março. Por isso, faria uma pequena retrospectiva: primeiro disse que exerceram o governo com muita intensidade, com muita dedicação; que não conseguiram fazer tudo que queriam, mas fizeram o que era possível. Fala que numa comunidade como o Rio de Janeiro, muito complexa e heterogênea, lida-se com muitos fatores e forças que conjugados atuam em toda a cidade, e é preciso ouvir a todos.  Fala que conseguiram controlar o orçamento e que esse foi o primeiro passo para uma vida administrativa tranqüila e coordenada durante sua gestão. Conta que quando assumiu, havia certa inquietude com a saúde financeira do município. Ressalta que os pagamentos estavam em dia, que nunca atrasaram o pagamento de pessoal um só dia. Destaca que executaram obras, como a duplicação da Grajaú-Jacarepaguá, que custou cerca de 2 bilhões e 600 milhões de cruzeiros, com recursos do município. Fala que, com o dinheiro do imposto, conseguiram economizar e investir em obras que consideraram prioritárias para o desenvolvimento da cidade. Diz que não podiam investir só em áreas carentes, pois seria um suicídio administrativo, e que nem podiam investir apenas no desenvolvimento econômico. Destaca que é do equilíbrio entre esses dois extremos da administração que procuraram achar um denominador comum e procuraram agir em todas as áreas. Fala que,  prioritariamente, investiram em educação e saúde, que são as áreas mais importantes da administração de uma comunidade que conta com quase 6 milhões de habitantes. Afirma que um dos projetos mais importantes que fizeram foi o de recuperação de escolas. Diz que deviam atentar para o fato de que o município tinha 800 escolas e que a vida média de uma escola era de cerca de dez anos, o que significava que a cada ano teriam de recuperar 80 escolas, recuperar pelo seu uso, seu gasto. Fala que centenas de crianças – havia escolas com 3 mil alunos – diariamente, numa fase de muita agitação, propiciam o desgaste da escola. Comenta que o plano, que prevê a recuperação de 80 escolas por ano,  não era feito há muito tempo. E que nos últimos 3 anos, tinham recuperado cerca de 500 escolas. Fala que na manhã daquele dia tinham ido a duas escolas que estavam em mau estado, que eles tinham ampliado e melhorado, dando melhor condição de vida às crianças e de trabalho aos professores que, durante 20, 30, 40 anos de suas vidas devotam-se à formação das crianças. Narra que na saúde introduziram o conceito de saúde médica, com a criação de 16 unidades auxiliares, evitando que a população, principalmente a mais carente, tivesse que viajar longas horas de madrugada para ocupar os jardins e corredores dos grandes hospitais. Diz que com o atendimento primário de saúde, nas regiões mais carentes e densamente povoadas, existia então o  cuidado, facilitando a vida da população e criando condições de melhor funcionamento nos hospitais que, assim, podiam voltar-se para as suas atividades principais. Diz que todas as obras que iniciaram haviam concluído e que isso evitava que deixassem heranças de projetos iniciados e não concluídos e que tanto dificultam a vida de todos. Fala que iriam manter o ritmo das inaugurações de obras até o fim do governo, com a participação de todos. Comenta que está muito emocionado e que era muito grato a todos. Fala que o Joaquim Torres (chefe de gabinete) estava lhe dizendo que o enquadramento definitivo iria ser pago ainda naquele ano. Joaquim Torres, adianta, então, que os que não receberam no mês corrente, receberiam em dezembro, contanto que todos recebessem, ainda, naquele ano como havia ordenado o sr. Prefeito. Júlio Coutinho volta a falar, agradecendo a todos e dizendo que está se despedindo. Ironiza, falando que a sua despedida parece até com a despedida de Pelé ou a do Frank Sinatra, mas que a sua se concretizaria no dia 15 de março de 1983. Destaca que sua  preocupação era deixar recursos bastantes na caixa para que a nova administração pudesse contar com recursos financeiros extras durante dois meses. Finaliza dizendo que continuariam cidadãos cariocas e se encontrariam pelos caminhos da vida.
Inauguração de Delegacia do Trabalho, reivindicações de melhorias-
441
LadoB
Abertura do Grande Prêmio Brasil - Fórmula 1 - Discurso de Roberto Marinho, Presidente das Organizações Globo, sobre o evento e sua organização - lado B

Expositores: Roberto Marinho, Joaquim Cardoso de Melo (presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo)

Local: Rio de Janeiro - RJ

Duração: 25 minutos
09/03/1983

 Na abertura oficial do GP  Brasil de Fórmula 1 o prefeito Júlio Coutinho ficou de entregar a chave da cidade à Bernie Eclestone e à Jean-Marie Balestre (figuras empreendedoras do ramo do automobilismo).

O presidente da Foca (Formula One Constract Association), Bernie Eclestone entregou a Roberto Marinho um troféu comemorativo. Roberto Marinho, então, destaca  a importância do esporte, da Fórmula 1 em especial, e sua relação com a emissora Rede Globo de Televisão. Comenta que devido à transmissão dos GPs-Brasil de Fórmula 1 ter sido feita sempre pelo canal 4, existia,  segundo ele, uma relação de origem comum, quase intrínseca: início da emissora Globo (1969) e o primeiro GP-Brasil de Fórmula 1 (1970). Afirma que se tratava,  portanto,  de uma “fascinante aventura”, nas palavras dele, a conquista de um grande público alcançado por empreendimentos como que nasceram praticamente juntos. Há um esforço no discurso de Roberto Marinho no sentido de relacionar o evento “Fórmula 1” (e a projeção de pilotos brasileiros no mundo do espetáculo, como Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi) com a idéia de desenvolvimento do país, o “atual estado de desenvolvimento” do Brasil. Afirma ele, ainda,  que a Rede Globo sempre esteve presente nos eventos com sentido ‘comunitário’, e o automobilismo seria uma dessas ocasiões. Por fim, ressalta o apreço e a amizade que o prefeito Júlio Coutinho tinha por ele ao promover e convidá-lo para um evento de caráter internacional, bem à altura de uma cidade como o Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa. Fala de Joaquim Cardoso de Melo (presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo) reafirmando  a importância do GP-Brasil de Fórmula 1, ressalta porém que não se trata apenas de um evento desportivo, mas sim de um fato que toca os interesses da nação, já que é o único momento em que os diversos meios de comunicação estavam acompanhando e fazendo a transmissão do evento para o mundo inteiro. Explica que  ao mostrar uma imagem de um piloto brasileiro campeão para o mundo estariam, assim,  divulgando uma representação positiva do país. Dirigindo-se aos esportistas, empresários amigos etc., Julio Coutinho afirma que naquele momento o cenário internacional do automobilismo estava voltado para o Rio de Janeiro, pelo fato de a cidade se tornar palco de abertura do campeonato mundial de Fórmula 1. Ressalta que uma vez que a cidade há algum tempo tem como assunto principal o evento, ela portanto, segundo ele, se ajustaria muito bem ao espetáculo. Diz que o espírito esportivo tem que prevalecer (“o importante é competir”) e que faria de tudo para que isso ocorresse, desejando aos melhores, piloto e máquina, a vitória no próximo GP-Brasil de Fórmula 1.
Grande Prêmio de Automobilismo

 



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