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Documentação Escrita Outras Imagens
 
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A documentação textual, sob gestão da Sugerência de Documentação Escrita, compreende dois tipos de registros: os documentos manuscritos e os documentos impressos. As datas-limites dessa documentação são 1565 e 1985. Sua metragem é de 4.000 metros lineares de documentos textuais e sua quantidade ultrapassa a cifra de 3.500.000 de unidades.


PROVENIÊNCIA DA DOCUMENTAÇÃO

     

A maior parte da documentação escrita é proveniente da Câmara Municipal, do Senado da Câmara, da Ilustríssima Câmara, do Conselho Municipal de Intendência e da Prefeitura Municipal, constituindo-se predominantemente de documentos oficiais e administrativos, que tratam da montagem e do funcionamento dos órgãos de governo da Cidade. É importante destacar que desses documentos emergem inúmeras informações sobre o cotidiano carioca, desde o traçado das ruas até os valores e preços, estabelecidos pela municipalidade, para os diversos serviços artesanais e o comércio.

 

ESPÉCIES DOCUMENTAIS

A Documentação Escrita inclui entre as espécies documentais sob a sua guarda as atas das sessões da Câmara Municipal, os relatórios das repartições públicas municipais, os autos de almotaçaria, as correições de ouvidores, os termos de posses e os juramentos de autoridades etc. Porém, como a Câmara Municipal desempenhou um papel de destaque na luta pela Independência do Brasil, de seus anais constam as deliberações tomadas nas agitadas sessões daquela época, como a que concedeu o título de Defensor Perpétuo do Brasil ao então príncipe regente, D. Pedro, em abril de 1822.

No período colonial, a cidade do Rio de Janeiro conquistou o direito de exigir que qualquer ato emanado da Coroa ou de outras instâncias do poder metropolitano ou do governo colonial, para ser reconhecido como legítimo pela municipalidade, precisaria ser registrado nos livros da Câmara Municipal. Portanto, no acervo do AGCRJ, de caráter basicamente local, encontram-se também documentos de abrangência nacional, como atos do governo geral e dos vice-reis da Colônia e do governo real, após a instalação da corte portuguesa na cidade, em 1808.

Portanto, ao lado destes documentos, fazem, ainda, parte do acervo os atos emanados do governo geral e do governo da capitania, no período colonial; do governo provincial e do governo monárquico, inclusive do regencial e do governo do Município Neutro, no período imperial; da Intendência Municipal, da Prefeitura do Distrito Federal, do Governo do Estado da Guanabara e da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, no período republicano.

 

PERÍODO COLONIAL

Entre as espécies documentais do período colonial sobressaem as posturas municipais, as atas de sessões da Câmara, a correspondência emitida e recebida por esse órgão, os recibos de arrecadação de impostos e taxas, os registros de irregularidades sobre a posse de sesmarias, os registros de doação de terras feitas pelo capitão-mor da Cidade, em nome do rei e as cartas de doação de sesmarias. Esses registros permitem a recuperação de informações sobre os habitantes, as lutas pela terra, o relevo, a hidrografia, o clima, a fixação dos moradores, tendo também um caráter probatório na comprovação de direitos de propriedade sobre a terra e sobre imóveis, de particulares e do poder público.

Após a elevação da cidade à categoria de capital do vice-reino do Brasil, em 1763, a produção documental da Câmara Municipal se ampliou, compreendendo documentos sobre serviços públicos concedidos, tais como alvarás e concessões de transportes, iluminação, saneamento, abastecimento de água e de gêneros alimentícios; sobre saúde, como relatórios, pareceres, estatísticas e registros de atendimento público; sobre educação, como relatórios, pareceres, provas, concursos etc.; sobre atividades econômicas, como licenças para o comércio e as atividades artesanais e os regimentos profissionais.

A documentação sob a guarda do AGCRJ também trata de outros temas, como a escravidão, o comércio de escravos, a concessão de licenças para comércio, obras e edificações etc.

Em 1808, após a instalação da sede da corte portuguesa na cidade, grandes mudanças ocorreram na administração municipal, dando origem a novas espécies documentais, tais como as cartas de cadastro, os levantamentos tributários, os impostos prediais e territoriais, etc.

 


PERÍODO IMPERIAL

Depois da Independência, no período imperial (1822-1889), encontram-se no acervo do AGCRJ documentos sobre a ocupação do solo urbano e a propriedade imobiliária, tais como aforamentos, demarcações, sesmarias, guias de transmissão, livros de lançamento de impostos prediais e territoriais . Há também, termos de posse e de juramento de autoridades e documentos sobre a Guarda Nacional e a Guerra do Paraguai.

Em 1828, com a promulgação, pela Assembléia Geral, da Lei Orgânica Municipal, novos formatos de município e de Câmara Municipal foram implantados no país. Daí em diante, as Câmaras Municipais perderam autonomia, transformando-se em organismos meramente administrativos. Essa mudança pode ser percebida nas alterações de natureza, espécie e conteúdo da documentação produzida pela municipalidade do Rio de Janeiro. Contudo, no período imperial, a Câmara Municipal recebeu o título de Ilustríssima, devido à sua participação destacada no processo de independência do país.

 


PERÍODO REPUBLICANO

No período republicano, novas espécies documentais surgiram, compreendendo desde escrituras e procurações cartoriais até editais de concursos para provimento de cargos públicos, provas, programas de provas para o ingresso no funcionalismo público, estatísticas de atendimento em hospitais e postos de saúde. No acervo do AGCRJ, está depositado o projeto da primeira constituição republicana (1891).

Além da documentação textual de caráter público, emanada da administração municipal, o AGCRJ detém a custódia sobre um acervo constituído por diversas coleções particulares, entre as quais se destacam as de Saldanha Marinho, Manuel Maurício de Albuquerque, Emanuel Carneiro Leão, Francisco Pereira Passos, Marcos Tamoio, Samuel Malamud, Instituto Rioarte e Irmandade da Venerável Ordem Terceira de N. S. do Monte do Carmo.

 

Carta de Nobreza - c. 1815 - AGCRJ

Carta de Nobreza, c.1816

Brasão de Armas - c.1815 - AGCRJ

Brasão de Armas, c.1816

Projeto de Construção da Matriz São Luiz Gonzaga - planta n°. 1 - 1922. AGCRJ
Projeto para Construção da
Matriz São Luiz Gonzaga
Fachada Frontal
Planta n°. 1, 1922.
Projeto de Construção da Matriz São Luiz Gonzaga - planta n° 3 - 1922. AGCRJ
Projeto para Construção da
Matriz São Luiz Gonzaga
Nave Central Planta n° 3,1922.

 


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