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O Globo - 10 de fevereiro de 2008
  Arquivo da Cidade vai restaurar livros que contam a história do IPTU no Rio
  Documentos mostram como era o imposto, chamado de décima urbana
   
Veja Rio (Revista Veja - Semana de 12 de julho 2006
O palácio que virou memória: Monroe é lembrado na época de seu centenário

Era uma vez um palácio que nasceu em berço de ouro, premiado com uma medalha por sua extravagante arquitetura belle époque. Ao contrário dos contos de fada, a história não acabou bem. Neste mês, o Palácio Monroe, antiga sede do Senado Federal, estaria completando 100 anos. Em janeiro, houve outra data redonda: trinta anos de sua demolição, que costuma se atribuída erroneamente à construção do metrô. "Não é verdade que o Monroe teve de ser demolido por causa das obras. A empresa tomou todas as precauções para evitar que o palácio sofresse qualquer abalo em sua estrutura. O traçado da linha 1 foi alterado para contornar o prédio", diz o atual presidente da Rio Trilhos, Alexandre Farah.

As escadarias de mármore de Carrara foram cuidadosamente desmontadas e levadas para o
interior do edifício no período da obra. O trabalho acabou sendo inútil.

"Durante um ano, houve uma campanha nos jornais pela demolição. Havia quem chamasse o Monroe de 'monstrengo do Passeio'. Apesar dos protestos de entidades como o Clube de Engenharia e o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, o presidente Ernesto Geisel decidiu derrubá-lo", lamenta o coronel Antonio Souza Aguiar. Antonio é neto do engenheiro militar que projetou o palácio, o marechal Francisco Marcelino Souza Aguiar, prefeito do Rio depois de Pereira Passos (veja quadro abaixo). Entre aqueles que recomendavam a demolição estavam nomes como os arquitetos Lúcio Costa e Maurício Roberto. As razões que levaram à demolição permanecem sombrias. Na época, falou-se em negócios obscuros como a construção de um estacionamento, perseguições políticas, picuinhas pessoais.

A história do Monroe, da glória ao desmonte, vai ser lembrada neste ano em uma exposição que está sendo organizada pela Secretaria Municipal de Patrimônio e pelo Arquivo Geral da Cidade. As instituições estão reunindo documentos e alguma coisa que sobreviveu do palácio. Nove balaústres de mármore que ornavam a fachada do Monroe, assim como uma pedra com nomes de artistas que trabalharam na construção do palácio, estão no Memorial Getúlio Vargas, na Glória. A caixa do tempo, uma espécie de urna em que eram depositados jornais, fotos e documentos da data do início das obras, ficou no Arquivo Geral da Cidade. A marca registrada do palácio eram os leões de massa de Carrara, que guardavam a entrada. Hoje eles estão longe do Rio. Em 1999, foram arrematados por 250.000 dólares em um leilão pelo colecionador pernambucano Ricardo Brennand e agora ornamentam os portões do Instituto Brennand em Recife, um castelo que abriga desde um importante acervo de arte da Europa medieval até obras do Brasil do século XIX. Em Brasília, o Senado Federal mantém mobiliário do Monroe e o antigo plenário.

Na Praça Mahatma Ghandi, a lembrança do passado se limita ao chafariz francês de ferro fundido, que já andou pela Praça da Bandeira e hoje em dia marca o lugar onde um dia existiu o palácio. Um estacionamento subterrâneo foi inaugurado no local em 2002. E para os usuários do metrô restou uma misteriosa curva nas proximidades da Estação Cinelândia.

 
Acervo Rio Trilhos - Julho 2006
A pérola art nouveau de Souza Aguiar
O Monroe era estrangeiro de nascença. Foi erguido inicialmente como pavilhão brasileiro na Feira Internacional de Saint Louis, nos Estados Unidos, em 1904. Fez sucesso durante os oito meses em que funcionou como vitrine para produtos como o café brasileiro. Foi descrito pelo jornal
Saint Louis Republic como "uma pérola no diadema dos edifícios estrangeiros" e "um poema".

Terminada a feira, a estrutura metálica foi transportada para o Rio e o palácio renasceu na Cinelândia. Ao ser concluído, em 1906 é o primeiro prédio da recém-aberta Avenida Central ganhou o nome de Palácio Monroe, para homenagear James Monroe, ex-presidente americano que iniciou a doutrina do pan-americanismo. O engenheiro militar Francisco Marcelino Souza Aguiar, que o projetou, tornou-se prefeito depois de Pereira Passos. Fez outras obras de estilo eclético que até hoje estão na paisagem carioca, como o Palácio Guanabara, em Laranjeiras, e a Biblioteca Nacional. Em sua gestão, terminou as obras do Teatro Municipal. Em sua homenagem, o grande hospital na Praça da República recebeu seu nome.

Em seus dias de glória, o Monroe foi a estrela de cartões-postais da cidade, enfeitou suvenires do Rio e sua imagem foi estampada durante anos nas notas de 200 000 réis. "Era um dos monumentos mais conhecidos da cidade", diz o antiquário Fernando França, que coleciona objetos ligados à história do palácio. A demolição, em 1976, não foi fácil. As paredes eram espessas e resistentes, pois haviam sido feitas com uma massa cozida com óleo de baleia armada sobre telas de arame. Ornamentos, vitrais, materiais nobres como bronze foram cuidadosamente extraídos. Começou em janeiro e levou quase seis meses. "Foi uma lenta agonia. A empresa que arrematou a demolição pagou 191 000 cruzeiros. Na época, ganhou 9 milhões só com a venda do ferro e do cobre existentes no Monroe", afirma Antônio Souza
Aguiar, neto do engenheiro.

 
O Globo - 29/4/2006
Documentos de Carlos Lacerda são incorporados ao Arquivo da Cidade
  Viúva de antigo assessor fez doação de acervo
 
O Globo - 24/4/2006
Arquivo da Cidade recebe doação de coleção sobre Lacerda
  A Prefeitura do Rio realizará na próxima sexta-feira, às 12h30m, no Arquivo Geral da Cidade a cerimônia de doação da Coleção Particular "Walter Cunto – Carlos Lacerda". A doação foi feita pela viúva de Walter Cunto, ex-assessor de imprensa do governador Carlos Lacerda no Palácio Guanabara, de 1960 a 1965, e pelo ex-deputado Mauro Magalhães.

O acervo é constituído pelo equivalente a 20 metros lineares de documentos, entre os quais manuscritos datilografados e impressos, cartas, anotações e recortes de periódicos, cartões e discursos. Entre os documentos especiais constam 64 caixas de filmes, 193 caixas de fitas de áudio, rolo e cassete, além de cinco discos originais, fotografias, negativos e contatos.

Tudo isso integrará, a partir de sexta-feira, a memória documental carioca e ficará disponível no Arquivo da Cidade. O Arquivo da Cidade fica na Rua Amoroso Lima, 15 , Cidade Nova.

 

Revista de Domingo (Jornal do Brasil - 9/4/2006)
Rio de Cinco Séculos: Arquivo da cidade guarda documentos promovidos a relíquias históricas
 
Revista de História da Biblioteca Nacional (Ano I - Nº. 8 - Fev/Mar. 2006)
Augusto Malta: todo e para todos
   
Coluna de Ancelmo Góis (O Globo - 25/12/2005)
O Rio de Malta
O Arquivo Geral da Cidade vai digitalizar todo o acervo de Augusto Malta, o superfotógrafo que registrou imagens do Rio no início do século passado. Todas as fotos ganharão uma espécie de marca d´agua. A idéia é fazer o Portal Malta, para atrair outras instituições que também tenham fotos feitas pelo mestre.
   
Revista Nossa História (Ano 3 - Nº. 25 - Nov. 2005)
  Casas da memória



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